Rogério Tadeu

Direto ao Ponto

27/06/2012 14:33

Uberlândia é refém de um ciclo sem saída

Cinco anos se passaram desde que deixei o CORREIO de Uberlândia. Passei por Belo Horizonte, andei pela África e, agora, de volta, vejo que muita coisa mudou pela cidade. Mas no futebol, com exceção do fato de o Estádio Juca Ribeiro não pertencer mais ao Uberlândia Esporte, parece que deixei a cidade no final da última temporada.

O Uberlândia Esporte segue no Módulo II do Mineiro, apesar de ter tido uma passagem relâmpago pelo Módulo I. O presidente Guto Braga (outra mudança, já que assumiu o lugar de Everton Magalhães) segue reclamando da falta de patrocinadores e dinheiro para montar um bom time, organizado.

Recentemente, o clube anunciou a contratação de Ângelo Márcio como gestor de futebol. Ex-goleiro do próprio Verdão, seu último clube foi o Nacional, onde se consagrou campeão amazonense em 2012. Agora, no UEC, tem a missão de devolver ao torcedor uberlandense a crença de que é possível fazer um time melhor e convencer aqueles que nunca acreditaram que a hora de mudar esta história está chegando.

Como sua primeira medida, está trazendo um treinador que nunca trabalhou em Minas. João Carlos Cavalo chegaria para comandar o time na Taça Minas Gerais e também no Módulo II em 2013. Assim, e só assim, se justificaria tal aposta. Pois o novo treinador teria tempo para pensar o time, planejar o elenco, analisar os meninos da base e chegar, em janeiro de 2013, com uma base montada. Para isso, é fundamental que o Verdão aposte em um elenco jovem nesta Taça Minas, com jogadores dispostos e nenhuma figurinha carimbada de Minas. Afinal, o que estes jogadores podem render, todos já estão carecas de saber.

Corinthians

Na Argentina, o Corinthians inicia hoje a sequência dos dois jogos mais importante de sua história. Encara o Boca Juniors, dono de 13 títulos sul-americanos, pela final da Copa Libertadores. Sem tradição fora do Brasil, o Timão terá que mostrar que é muito mais que um “Bando de Locos”. O jogo contra o Santos já ficou para trás. Afinal, o Boca não vive a mesma rivalidade normal quando os dois paulistas se enfrentam. Outra diferença é que Riquelme, o 10 argentino, muito mais experiente e calejado, não terá a mesma postura de Neymar, o 11 santista, que sentiu o peso da decisão e foi figura apagada na maior parte dos dois jogos da semifinal.

Mais uma porta fechada

Antes sozinho do que mal-acompanhado. Foi com esse pensamento que o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, dispensou o técnico Émerson Leão ontem. Depois de perder para Santos e Coritiba, pelas semifinais do Paulista e Libertadores, respectivamente, o treinador não resistiu à derrota para a Portuguesa. Com isso, Leão fecha uma das únicas portas que ainda estavam abertas para ele, como treinador, no Brasil. De temperamento explosivo e controverso, ele teve saídas conturbadas de praticamente todos os clubes pelos quais passou. Santos, Atlético-MG, Cruzeiro, Sport, Corinthians, Palmeiras são apenas alguns dos mais recentes. No final das contas, esse novo insucesso de Leão será ruim para ele, que deve ficar mais um longo período sem clube, e também para o clube, que vê o mercado sem muitas opções.

Comentários 1

Ao enviar suas informações de registro, você indica que concorda com os Termos do serviço e leu e entendeu a Política de Privacidade do site do Correio de Uberlândia. Só serão liberados comentários cujos autores estejam identificados por nome e sobrenomes e que não contenham expressões chulas e/ou palavras de baixo calão.

 

  1. joao roberto spini machado disse:12/09/12 10:08

    “figurinha carimbada de Minas”.O que é isto,Tadeu? Evolua,voce prefere uma figurinha inexistente do Amazonas? Cruzes Credos!

    Responder