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Cidade e Região

Redes sociais têm pouco poder em campanhas, dizem especialistas

A situação se tornou comum: o usuário acessa uma rede social e, pouco depois, aparece na tela um texto, vídeo ou imagem de algum candidato a prefeito ou vereador. Assim como em 2014, as campanhas eleitorais tomaram parte das redes sociais impulsionadas, neste ano, tanto pelo comportamento da sociedade moderna cada vez mais conectada, quanto por mudanças nas regras de campanha, que diminuíram, por exemplo, o tempo de propaganda na TV. Especialistas, no entanto, alertam os candidatos mais empolgados: diferentemente de likes e compartilhamentos, o voto se conquista nas ruas.

O uso das redes sociais para campanhas se tornou destaque em 2008, durante os trabalhos que culminaram na eleição de Barack Obama para a presidência dos Estados Unidos. O candidato utilizou o Twitter para se comunicar e se aproximar do eleitorado, principalmente jovens. A principal utilidade da internet, no entanto, foi com a mobilização de militantes e arrecadação de dinheiro. Quase 50% da verba gasta pelo comitê de Obama foi arrecadada por meio de doações via internet.

É justamente no poder mobilizador da internet e das redes sociais que os candidatos a um cargo nas eleições de 2016 devem apostar, de acordo com consultores ouvidos pela reportagem do CORREIO de Uberlândia. “A rede social tem que ser vista como um espaço de difusão de mensagem que o militante usa”, disse o especialista em Marketing Político Caio Manhanelli.

Para Fábio Soares, Facebook pode servir de ferramenta para agilizar a troca de informações durante a campanha eleitoral (Foto: Divulgação)

Para Fábio Soares, Facebook pode servir de ferramenta para agilizar a troca de informações durante a campanha eleitoral (Foto: Divulgação)

Segundo ele, o uso de redes sociais no Brasil ainda é muito voltado para entretenimento e divulgação de conteúdos pessoais, o que torna “utópico” pensar no Facebook, por exemplo, como ferramenta para conquista de voto. “O que ganha eleição é a campanha como um todo.”

Coordenador de duas campanhas vitoriosas em Uberlândia, o especialista em Marketing Político Chico Santa Rita disse que as redes sociais sofrem com a falta de credibilidade. “O público entende que nas redes sociais o usuário pode colocar o que quiser. O que funciona melhor na internet são portais, veículos mais sérios, que evitam ‘campos de batalha’ e conteúdos que difamam oponentes de campanha”, afirmou.

Outro problema apontado por Santa Rita é que as redes sociais para uso político têm pouca profundidade entre as classes C, D e E. Segundo ele, uma pesquisa do Ibope realizada neste ano aponta a televisão como a principal fonte de informação eleitoral para 51% dos brasileiros. Em comparação, a internet era citada por 19% dos entrevistados

Bom humor

Se, por um lado, o poder das redes sociais nas eleições parece limitado, por outro, há uma forma de otimizar seu uso durante as campanhas e mobilizar a militância. Para o especialista em Marketing Político Chico Santa Rita, candidatos devem evitar ataques a adversários. “As redes sociais podem ser efetivas caso você as use positivamente. Quando se coloca, por exemplo, vídeos mostrando a atividade do candidato, propostas, já que o tempo em televisão ficou muito reduzido”, disse.

arte redes sociais

O especialista em Marketing Político e eleitoral Fábio Soares afirmou que o Facebook, rede com mais usuários no Brasil, pode servir de ferramenta para agilizar a troca de informações durante a campanha. “A grande vantagem que ela dá é a possibilidade de levar informação em tempo real”, afirmou Soares.
Ainda de acordo com ele, outro ponto positivo está nas diferentes linguagens que podem ser adotadas para aproximar o candidato do eleitor, principalmente com uso de humor e expressões mais coloquiais.

Facebook

A principal rede social usada para campanha eleitoral neste ano é o Facebook. A ferramenta se destaca tanto pelo número de usuários ativos, quanto pela disponibilidade de publicar diferentes tipos de conteúdo, como vídeo e texto.

Embora tenha sido muito utilizado por Obama em 2008, o Twitter, por sua vez, vem perdendo força em todo mundo. Segundo especialistas ouvidos pela reportagem do CORREIO de Uberlândia, a diminuição da importância na web fez com que a rede social ficasse em segundo plano na elaboração de campanhas em 2016.

“O que vem muito forte nestas eleições, e que não tínhamos antes, é o WhatsApp. Devemos dar um pouco mais de ênfase a ele, porque costuma reunir contatos com interesses em comum e acaba por virar um espaço para troca de memes, informações e ideias”, disse o especialista em Marketing Político e eleitoral Fábio Soares.

Uberlândia

Em Uberlândia, os três principais candidatos a prefeito, neste ano, fizeram uso de postagens no Facebook para dar o pontapé nas campanhas, conforme matéria já veiculada pelo CORREIO.

No atual momento da corrida eleitoral, o deputado federal Odelmo Leão (PP) usa seu perfil para publicar os programas veiculados em rádio e TV, além de fotos de sua atividade como parlamentar. O candidato também aposta em vídeos de aliados declarando apoio a sua candidatura.

Já Gilmar Machado (PT), que busca a reeleição, aposta em imagens que ressaltam o trabalho da sua gestão ante administrações passadas. O programa eleitoral também é compartilhado na página do atual prefeito de Uberlândia.

Alexandre Andrade (PSB) não foge à regra. Fotos de reuniões de campanhas em bairros populares dominam a página do candidato, que também usa o espaço para veicular seu programa eleitoral televisivo.

Comentários

2 Responses to “Redes sociais têm pouco poder em campanhas, dizem especialistas”

  1. Não sou nenhum especialista no assunto, mas minha vivência no dia-a-dia me mostra que os argumentos deste artigo estão defasados ou não condizem com a realidade. As pessoas de forma geral não aguentam mais o zumbido irritante dos “Prado” e dos candidatos da velha-guarda, que colocam seus carros de som na porta do terminal central e nas ruas com seus Jingles Chiclete, tentando “forçar” a decisão do eleitor com o número do candidato mas sem nenhum conteúdo ou propostas realmente viáveis. Não dá mais para ignorar que as classes C, D e E e todo o resto está muito mais alfabetizado e politizado atualmente. As redes sociais são SIM um instrumento mais efetivo e muito mais interativo do que propagandas com carros de som, bandeiras irritantes nas equinas e o horário eleitoral, que quase ninguém vê. É na rede social que há uma alternativa viável de se acompanhar a vida do candidato e suas propostas. É o que eu percebo.

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