menu
publicidade
publicidade

Entretenimento

30 mil Km rodados por 20 cidades de Minas Gerais

Carlos Guimarães dividiu espaço com pessoas de cada cidade que participam do livro

Se ler é viajar sem sair do lugar, no livro “Crônicas do Interior – Retratos de Minas” o percurso literário vai de um canto ao outro de Minas Gerais. De Uberlândia e as vizinhas Uberaba, Indianópolis, Prata e Monte Alegre de Minas até as cidades distantes como Montes Claros, Juiz de Fora e um lugar especial do Vale do Jequitinhonha, chamado Araçuaí. Dos 853 municípios mineiros, 20 foram escolhidos para a publicação do jornalista e produtor cultural Carlos Guimarães Coelho.

Em 40 dias de viagem, rodando cerca de 30 mil km pelo quarto maior Estado brasileiro, com 586.528 km quadrados, Carlos Guimarães e uma equipe de quatro pessoas, incluindo o fotógrafo Beto Oliveira, puderam captar histórias e imagens que mostram a diversidade de Minas Gerais. “Eu sempre tive orgulho de ser mineiro, mas não tinha noção que Minas fosse tão diversa. Aqui tem um pouquinho dos paulistanos, goianos, baianos e cariocas. A cultura é tão intensa, tanto na música, no artesanato, na dança, no teatro e na belezas das paisagens”, disse Carlos Guimarães.

O roteiro foi escolhido ao acaso sem privilegiar apenas cidades históricas ou de maior porte. Uma das experiências mais marcantes, segundo Carlos Guimarães, foi entre as cidades de Catas Altas e Santa Bárbara, a 120 km da capital, onde ele parou para conhecer o Santuário de Caraça. “É lindo. E ainda conhecemos cidades comuns, sem grandes atrativos turísticos, mas com sua história e sua gente.”

Para o fotógrafo Beto Oliveira, conhecer “Minas” foi como conhecer o Brasil. “Cada lugar, sua peculiaridade. Parecia que estava no Nordeste, no Rio de Janeiro, em São Paulo”, afirmou. Para ele, um dos destaques da viagem foi o Norte de Minas em franco desenvolvimento.

“Crônicas do Interior – Retratos de Minas” foi aprovado pela Lei Estadual de Incentivo, com patrocínio da Companhia de Telecomunicações do Brasil Central (CTBC), atual Algar Telecom.

Ideia surgiu em conversa com crítico

Santuário do Caraça, que fica entre Catas Altas e Santa Bárbara

Sempre ativo nas questões Culturais de Uberlândia, Carlos Guimarães Coelho teve a ideia do livro depois de uma conversa, há cerca de seis anos, com o crítico do “Estado de Minas”, o jornalista Marcello Avellar, falecido em novembro de 2011. “Ele me deu a ideia de algo que trouxesse a diversidade de Minas Gerais e me ocorreu escrever este livro, o meu primeiro”, disse Carlos Guimarães.

Em uma fase de transição, quando acabara de fechar o Estação Cultura, espaço de música e artes cênicas que funcionou em Uberlândia nos anos 2000, o jornalista saiu pelo Estado em uma viagem desconhecida. Para não ficar só nessa empreitada, além de escrever sob o olhar estrangeiro sobre as cidades, o jornalista convidou pessoas naturais de cada local para deixarem um registro.

Veja a galeria de fotos de “Crônicas do Interior – Retratos de Minas”.

Segunda publicação do jornalista já está a caminho

Indianópolis: com um passado soterrado na diversidade é a existência de “causos” e lendas

No pique do primeiro livro, Carlos Guimarães Coelho lança, em um mês, a segunda publicação, “Nau à deriva – o teatro de Uberlândia de 1907 a 2011”, dessa vez com verba do Fundo Municipal de Incentivo à Cultura. O livro é o resultado de uma pesquisa do jornalista sobre a história do teatro em Uberlândia, desde o Cine Theatro São Pedro – o primeiro cinema e teatro da cidade – até a atualidade.

Vários relatos dos momentos mais importantes das artes cênicas em Uberlândia, segundo o escritor, não são encontrados em outras publicações. Como é o caso de Cláudio Botelho, um artista araguarino que se mudou para Uberlândia com 1 ano de idade, onde, aos 17 anos, viu a primeira peça, “O Patinho Preto”, interpretado pelo Grupo Sesc no Uberlândia Clube e daí partiu para o sonho de viver da arte e hoje é considerado um dos principais nomes do teatro musical no Brasil. “Tenho uma ligação com o teatro desde criança. Trabalho com várias áreas da cultura, mas no teatro sempre foi mais intenso. Fui testemunha ocular de várias histórias que não foram publicadas”, disse Carlos Guimarães.

Saiba mais

“Crônicas do Interior – Retratos de Minas” está a venda, por R$ 19, na Livraria Nobel

Cidades visitadas

Uberlândia
Uberaba
Indianópolis
Estrela do Sul
Monte Alegre de Minas
Prata
Frutal
Poços de Caldas
Guaxupé
Itanhandu e Itamonte
São Thomé das Letras
Juiz de Fora
Lagoa Dourada
Tiradentes
Catas Altas e Santa Bárbara
Governador Valadares
Araçuaí
Montezuma
Montes Claros
Pirapora

Ficha técnica

Fotos de Beto Oliveira

Textos de Carlos Guimarães Coelho e escritores convidados:
Maurício Ricardo Quirino – Prefácio
Celso Machado – Uberlândia
Chico Marcos – Uberaba
Pedro Popó – Estrela do Sul
Ana Cristina Reis Faria Neves – Monte Alegre de Minas
Charles Ribeiro – Prata
Ivone Santana – Frutal
Cláudia Limma – Guaxupé
Celso Francisco Maduro Coelho – Itanhandú e Itamonte
Renata Neiva – Juiz de Fora
Dora Nascimento – Tiradentes
Luiz Gustavo Biló – Governador Valadares
Dostoievski Americano do Brasil e Raum Batista – Araçuaí
Wanderlino Arruda – Montes Claros
Geraldo Diniz – Pirapora

Arte produção

Maíra Coelho Pelizer
Maria Amélia Fernandes Pereira
Tuliano Dinato Vilela

Paginação e Projeto Gráfico
Wilson Vilela Gonçalves
Revisão
Ilma Morais

Impressão
Gráfica Brasil – Tiragem: 2,5 mil exemplares

Comentários

4 Responses to “30 mil Km rodados por 20 cidades de Minas Gerais”

  1. Vou comprar com certeza, adoro tudo que tem a ver com nosso estado. E como dizia seu xará Guimarães Rosa “Minas são muitas” e só quem não sabe disso e valoriza só a cultura da sua região é porque é burro.

  2. Esse Carlos Guimarães Coelho é um escritor que merece aplausos de pé, pela escrita, pela competência, pela humanidade, pela luta cultural. Parabéns!

Deixe uma resposta

Ao enviar suas informações de registro, você indica que concorda com os Termos do serviço e leu e entendeu a Política de Privacidade do site do Correio de Uberlândia. Só serão liberados comentários cujos autores estejam identificados por nome e sobrenomes e que não contenham expressões chulas e/ou palavras de baixo calão.

Em função do período de campanha eleitoral e em atenção à legislação vigente, o CORREIO de Uberlândia se reserva o direito de não publicar comentários com viés político/eleitoral direta ou indiretamente direcionados aos partidos, agentes políticos, candidatos ou não, tanto na versão impressa quanto na internet.