Entretenimento

Notícias de interesse geral de Uberlândia e região.

25/05/2012 12:09

Ana Maria fala sobre a estreia de Fátima Bernardes

Ana Maria entrevistando a presidenta Dilma Rousseff

Ana Maria Braga está longe de sentir inseguranças. Ao contrário. Determinada e sem pausas em seu discurso, a apresentadora faz questão de conhecer bem seu público. E, às vésperas de completar 13 anos no comando do “Mais Você”, se mostra até empolgada com a estreia do novo projeto de Fátima Bernardes, previsto para as manhãs da emissora. “Acho que um programa vai beneficiar o outro”, disse Ana, que acaba de renovar por mais quatro anos seu contrato de trabalho.

Para 2012, ainda há novidades reservadas em seu programa. O “Super Chef”, por exemplo, competição que antes ocorria com aspirantes a “chefs de cuisine”, agora será entre figuras públicas. Além dele, estreará em breve o “Jogo de Panelas”, “reality” em que cinco telespectadores disputarão, ao longo de uma semana, quem é capaz de servir o melhor jantar.

A dinâmica é simples: cada dia um fica responsável pelo aperitivo, entrada, prato principal e sobremesa, incluindo cozinhar, servir, tirar a mesa e até animar a noite. No final, ganha um prêmio quem for o escolhido. “É uma forma de a gente conhecer pessoas novas e jeitos de viver diferentes. A comida é sempre um bom motivo para reunir pessoas e, ali, funciona assim. É mais comportamento que culinária”, afirmou.

Entrevista

P – Você completa em julho 13 anos de Globo. Qual o balanço que faz dessa trajetória?
R – Acho que aprendi muito com a Globo e eles também aprenderam muito comigo. A emissora não tinha um programa de variedades ao vivo e a gente acabou treinando muitos câmaras e técnicos na dinâmica de iluminação e em outras questões. Quando você diz “vou sair daqui e abrir o programa da portaria da Globo” ou “vou abrir o programa no Leblon e venho de helicóptero”, isso requer tecnologia. Normalmente ela é usada no jornalismo ao vivo e com entradas muito específicas, com segurança total. A Globo sempre tem dois “backups”. E quando a gente está no ar em um ao vivo, algo pode dar errado. Tudo bem que a gente tem “backup” também, mas até substituir, já deu errado. É um risco que a gente não gosta de correr. Aprendi muito sobre essas coisas.

P – Por que fazer o “Mais Você” ao vivo? Pelos assuntos abordados, poderia ser gravado…
R – Ah, mas assim é mais emocionante. A verdade é transparente no ao vivo. É muito mais cansativo, sei que eu poderia gravar um programa às 10 horas, mas não é assim que eu faço. Seria mais confortável do que levantar às 4:40 h todos os dias. Chego ao trabalho umas 6:10 h. E vamos fechando o programa desde antes de ir dormir até a hora de ir para o estúdio.

P – Fala-se muito no foco na classe C, que ascendeu no Brasil. Qual a sua visão sobre esse debate?
R – A classe C sempre esteve entre o público. Na Record, eu tinha classe A, B, C… É que nem aquela coisa de antigamente de “olha, passei na cozinha e minha empregada estava vendo o Sílvio Santos e a novela”. Carrega um pouco de preconceito. Se pegarmos as pesquisas de público mesmo daquela época em que eu estava na Record, eu tinha uma camada de classe A, uma camada de classe B, uma camada de classe C… O Brasil não é só Copacabana ou a Cidade Jardim, é muito maior que isso.

P – Mas essa nova postura voltada para a classe C pode beneficiar o seu programa?
R – Acho que a classe C sempre viu tevê por não precisar pagar nada além do aparelho. O que mudou é que antes esse público não tinha dinheiro sobrando para consumir o que era vendido em comerciais. O número de aparelhos ligados de hoje é até menor que antes, não houve uma mudança no perfil de público. Há, sim, mais possibilidades no consumo da classe C. E esse movimento gera uma economia mais favorecida e todas as emissoras e veículos de comunicação perceberam essa nova oportunidade. Mas esse público sempre existiu, isso não mudou. Quem não tentava agradá-los antes estava errando.

P – E de que forma você tenta agradá-los?
R – A interatividade é fundamental na televisão, ainda mais quando se trata de um programa de variedades. Você precisa trazer o público para dentro. Quando eu estava na Record, eu dizia “gente, precisamos ler todas as cartas”. Tínhamos uma sala só para receber cartas e chegava um monte delas. Quando você deixa de ouvir essas pessoas que estão do outro lado, não tem como falar com elas. Hoje em dia recebemos diariamente tudo que é dito sobre o programa nas redes sociais, no nosso site, no meu site pessoal, no que chega pela Central de Atendimento da Globo, enfim, temos um condensado disso tudo e a gente lê todo dia.

P – Você se surpreende com o que chega?
R – Olha, vem muita coisa boa. Recebemos várias sugestões, mas lemos as críticas primeiro, o que é muito melhor. Nos ajuda tanto, é um termômetro que faz diferença.

P – Há coisas que chegaram por esses meios e que vocês mudaram no programa?
R – Não tenho exemplos pontuais, porque também depende de um sentimento nosso. E você tem de medir a audiência. Esse retorno vem de um canal de comunicação específico: o das pessoas que têm acesso às tecnologias. Mas se você olhar o Brasil e essas classes mais baixas e até pegar dados de pesquisas, vai ver que de cada quatro brasileiros, só um sabe ler e escrever bem. Mas esses outros três assistem televisão. E não têm como falar comigo. Então, não posso levar em consideração só esse um que sabe ler e que tem acesso à internet e ao telefone. Não dá para fazer um desvio tão importante e a audiência nos dá esse rumo para entender quem é nosso público.

P – E quem é o seu público?
R – Meu público antigamente era muito mais de mulheres. Hoje em dia, na abertura do programa, eu tenho mais homens ligados na tevê. Por isso que usamos o jornalismo naquela passagem do “Bom Dia Brasil” para a gente. Na primeira meia hora, tenho quase 40% de audiência masculina. Depois, a audiência vai mudando. Mas uns 20 % continuam no programa até o final. Aí, tenho as mulheres, crianças, adolescentes… É perfil traçado semestralmente, com pesquisas qualitativas e quantitativas.

P – Você mencionou a audiência masculina e, por esse público, abre com o jornalismo. Como escolhe o que vai entrar?
R – A gente não é telejornal e nem quer isso. Mas, através do jornalismo, eu posso incentivar as famílias que me assistem e alertar sobre algumas coisas. Não entramos em política, economia ou um acidente de trânsito, não é isso. Aproveitamos um gancho. Outro dia estava vindo para cá, já tínhamos definido tudo, mas vi no “Bom Dia” uma cadeirinha que salvou a vida de uma criança em um acidente. Pronto, reprisamos a matéria. Mas é um alerta para a família, não é um compromisso jornalístico. Da sala onde me arrumo eu assisto ao “Bom Dia Rio” e ao “Bom Dia São Paulo”. Depois vem o “Bom Dia Brasil”. Dali a gente vê algumas coisas que podem ser legais de abordar.

P – A Fátima Bernardes vai reforçar as manhãs da Globo em breve. De que forma isso impacta no seu trabalho?
R – Não sabemos ainda qual será o formato do programa da Fátima. Está tudo sendo trabalhado com muito cuidado porque é uma complementação do horário da manhã da emissora. Mas eu acho muito boa essa mudança porque assim teremos, na minha opinião, as manhãs mais inteligentes da televisão brasileira. Acho que todos os programas da manhã vão ganhar com essa novidade.

Comentários (9)

Ao enviar suas informações de registro, você indica que concorda com os Termos do serviço e leu e entendeu a Política de Privacidade do site do Correio de Uberlândia. Só serão liberados comentários cujos autores estejam identificados por nome e sobrenomes e que não contenham expressões chulas e/ou palavras de baixo calão.

 

  1. loira inteligente disse:25/05/12 14:03

    A Fátima Bernardes tá a cara da Dilma. Tá muito feia. Por isso que o Bonner tirou ela do jornal nacional…

    Responder
    • Lidy disse:25/05/12 14:52

      Sua loira idiota, a mulher da foto é a Dilma.Leia a legenda da próxima vez.

      Responder
      • KAH disse:25/05/12 16:49

        KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK……….

        VO MORREEEEEEEE, MEU FIM DE SEMANA TODO VO RI DISSO HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

        Responder
  2. carla disse:25/05/12 18:40

    Menina loira burra essa e a Dilma besta não fata alias a fatima e linda e maravilhosa e ela saiu do Jornal pq Quiz vai se informar

    Responder
  3. tete disse:25/05/12 20:03

    BOA SORTE FATIMAAAAAAAAA

    Responder
  4. Simone disse:26/05/12 9:56

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK-Rachei de rir. Sábado a gente pega no tranco mesmo. Mas tá faltando uma consulta no oftalmo. Confundit Dilma com Fátima…É o Ó.

    Responder
  5. loira inteligente disse:26/05/12 22:19

    Desculpa gente, como poderia me confundir?????? Só acho que a Fátima não ficou bem com essas luzes nos cabelos… O Bonner merecia uma Fatima mais bonita…

    Responder
    • Kaká disse:27/05/12 13:24

      aff num bruto domingo eu vejo umas coisas dessas kkkkkkkkkkk

      Responder
  6. Sensato disse:28/05/12 20:23

    Vocês já ouviram falar em sarcasmo?

    Responder