Assine o CORREIO
menu
publicidade
publicidade

Entretenimento

Artesão fez uma maquete de fazenda com materiais retirados do Cerrado

Elias Valeriano sonha em levar a maquete para locais públicos

“Fazenda Cerrado”. A placa da entrada identifica a propriedade rural onde os animais, casas, moradores, vegetação e ferramentas não passam de poucos centímetros, mas chamam a atenção pela riqueza de detalhes. A maquete, feita com materiais retirados da natureza, vem sendo feita há oito anos pelo porteiro Elias Valeriano, 35 anos, na realização de um sonho de infância. A intenção agora é percorrer com o trabalho para locais além da casa do artesão autodidata.

Assim como nas fazendas de antigamente, a maquete tem paiol, chiqueiro – onde uma porca amamentando os filhotes-, a casa do caseiro feita de pau-a-pique, fornalha, cisterna, carroça e até um monjolo que funciona de verdade com a ajuda de uma bomba d’água. Tudo ao som de Tonico e Tinoco e Pena Branca e Xavantinho, em um aparelho acoplado a fazenda. “O mais difícil foi fazer a sede. Demorei um ano. Fiz três mil tijolinhos e 1,5 mil telhas, tudo de barro, em algumas formas que criei. A carroça levou seis meses para ficar igual à de verdade”, disse Valeriano.

A maioria das matérias-primas foi retirada do Cerrado de Uberlândia, por onde Valeriano anda de bicicleta para contemplar o que ainda resta do bioma. A base da fazenda é de terra de cupinzeiro. A grama é de lodo, selado com cola transparente. As árvores são flores secas e o casebre de pau-a-pique é da mistura original de barro e esterco de vaca. As peças aos poucos vão sendo substituídas a medida que o artesão consegue aperfeiçoar o trabalho. “Queria algo de verdade, para quem não conhece ver como era. Hoje as fazendas viraram empresas. Outro problema é que o Cerrado está acabando”, disse o artesão.

Sonhos do artesão goiano

O próximo passo do artesão Elias Valeriano é fazer uma caixa de proteção acrílica, colocar sobre a “fazendinha” e tirá-la de casa para espaços que se interessem em expor o trabalho. “Tenho vontade também de fazer uma igreja como aquela de tijolo do bairro Jaraguá”, disse o porteiro se referindo a Igreja do Espírito Santo do Cerrado, projetada em 1975 pela italiana Lina Bo Bardi.

Valeriano mora há 28 anos em Uberlândia, mas nasceu e morou até os sete anos em Cachoeira Alta (GO), onde viveu por dois anos na zona rural. “Meu sonho é comprar um sítio e ficar bem perto da natureza. Pode ser em Goiás, mas em Uberlândia seria melhor ainda”, disse ele.

Comentários

9 respostas para “Artesão fez uma maquete de fazenda com materiais retirados do Cerrado”

  1. O trabalho é muito bem feito, gostaria de saber o endereço ou o telefone do Elias para poder ver de perto esta obra prima da fazenda, se vocês poderem me ajudar é só entrar em contato com este e-mail
    faguerra2005@yahoo.com.br
    desde já agradeço.

    bom dia Fausto…

  2. parabens, foi otimo seu trabalho, quando crescer vou ser veterinaria e te ajudarei em seu trabalho, me chamo larissa yasmin e moro em abaete mg

Deixe uma resposta


3 + = doze

Ao enviar suas informações de registro, você indica que concorda com os Termos do serviço e leu e entendeu a Política de Privacidade do site do Correio de Uberlândia. Só serão liberados comentários cujos autores estejam identificados por nome e sobrenomes e que não contenham expressões chulas e/ou palavras de baixo calão.

Em função do período de campanha eleitoral e em atenção à legislação vigente, o CORREIO de Uberlândia se reserva o direito de não publicar comentários com viés político/eleitoral direta ou indiretamente direcionados aos partidos, agentes políticos, candidatos ou não, tanto na versão impressa quanto na internet.