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Entretenimento

Cenário cultural de Uberlândia sofre com falta de público

A expressão artística nasce da necessidade humana de representação ou interpretação da realidade, da criação de uma perspectiva alternativa de mundo ou ainda, nas palavras de Ferreira Gullar, os homens produzem arte “porque a vida não basta”.

Em Uberlândia, não faltam artistas que lidam constantemente com o anseio genuinamente da manifestação por meio da arte. Seja nas artes cênicas, visuais, plásticas, na música, na dança ou na literatura, a cena artística da cidade tem motivos para celebrar, aprimorar e instigar, tanto na formação de público quanto no incentivo de novos artistas.

A produção literária da cidade possui um perfil variado. Publicações de romances, obras de poesia e contos movimentam o mercado editorial local. Os autores alternam entre jovens que se expressam por meio das letras, autores ligados à academia e profissionais liberais. Por outro lado, o dilema é um velho conhecido: faltam leitores.

“A condição de editar uma obra é mais fácil que há alguns anos. Depois de publicar o livro, a barreira encontrada é de fazê-lo circular. Acredito que precisamos de políticas públicas voltadas à literatura, para despertar o interesse da formação de público”, diz Robisson Albuquerque, da editora Subsolo.

Robisson Albuquerque é responsável pela editora Subsolo, genuinamente uberlandense(Foto: Cleiton Borges)

Robisson Albuquerque é responsável pela editora Subsolo, genuinamente uberlandense(Foto: Cleiton Borges)

Nos espetáculos teatrais, a cidade recebeu, em 2016, uma série de grandes artistas, além da projeção nacional e até internacional de companhias locais. Mesmo assim, os produtores culturais relatam dificuldade de lotar os espaços para as apresentações.

“Estamos criando hoje um movimento para levar público ao teatro. Em cada espetáculo, é sempre uma batalha. Existe um trâmite burocrático grande para trazer uma atração de significativa representatividade. Isso precisa ser revisto, porque todo o movimento em torno disso beneficia o artista local, pois esse público que compareceu volta para acompanhar outros espetáculos”, afirma o produtor Carlos Guimarães Coelho.

Dança e artes
Do balé clássico à dança contemporânea, a prática da dança em Uberlândia fez com que jovens bailarinos alcançassem espaços nas principais escolas de dança do Brasil e do mundo. “Existe uma força de produção da dança que resiste bravamente às turbulências da crise e para além da crise, resiste à aridez de políticas públicas para a dança na cidade”, diz a bailarina e coreógrafa, Fernanda Bevilacqua.

Quanto ao apoio do poder público, a artista é categórica ao descrever o que deveria ser feito. “Precisamos de políticas públicas especialmente voltadas para a dança. Política pública não é evento. Os eventos são maravilhosos e bem-vindos. Mas o que carecemos é de planos e ações concretas discutidas e realizadas juntamente com a classe artística”, afirma.

Seja em exposições em galerias privadas ou particulares, pintores, desenhistas e fotógrafos apresentam o fruto de suas experimentações. O cenário as artes plásticas e visuais começa a ser alterado. Na visão do artista e curador de exposições João Virmondes, hoje são os quadros, as fotografias e as esculturas locais as mais procuradas.

“Tínhamos a cultura de algumas pessoas adquirirem molduras, em vez de trabalhos de arte. Isso é um equívoco. Ainda que modesto, podemos perceber um movimento contrário a isso”, afirma.

Música
Na música, os gêneros variam do sertanejo à música erudita. Todos habitam em um mesmo espaço para os mais diferentes públicos. Com espetáculos para atender essa plateia, a pianista Viviane Taliberti destaca que é um movimento de democratização. “Uberlândia tem música para todos os gostos e com espetáculos musicais acontecendo a todo instante. É crescente o interesse das pessoas, mas vejo que é preciso investir em mais espaços para receber esses grandes shows e o público”, afirma.

Comentários

One Response to “Cenário cultural de Uberlândia sofre com falta de público”

  1. Não existe investimento na cultura por parte das autoridades, tivemos um péssimo secretario de Cultura que foi o Senhor Gilberto Neves e as promessas de campanha não cumpridas pelo prefeito Gilmar Machado como o teatro Grande Otelo e Arena Multiuso, diminuição do investimento na cultura na gestão petista, um absurdo, Gilmar Machado nunca mais vai ser deputado federal por Uberlândia.

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