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Entretenimento

Começa o 3º Seminário de Economia da Cultura em Uberlândia

Um pesquisador pioneiro no conceito de economia criativa, um músico que defende a cultura como um produto fomentador e um empreendedor que foca seu trabalho em ações culturais inclusivas na periferia. A abertura do 3º Seminário de Economia da Cultura, que acontece nesta quinta-feira (5), em Uberlândia, deve reunir debatedores voltados à discussão do que pode ser feito para evitar a falência da arte e da cultura feitas no interior de Minas Gerais e também no Brasil.

Rubem dos Reis é o organizador do seminário que começa hoje na Semana da Cultura Popular (Foto: Cleiton Borges 8/10/2013)

Rubem dos Reis é o organizador do seminário que começa hoje na Semana da Cultura Popular (Foto: Cleiton Borges 8/10/2013)

Com o tema “Cultura – da sobrevivência à existência”, o seminário será aberto no encontro que terá a presença do professor José Oswaldo Lasmar, um dos primeiros pesquisadores do país na área de economia criativa, que vai proferir a palestra “Como implantar políticas públicas com êxito”; de um dos fundadores da banda mineira Skank e colunista do jornal “Estado de Minas”, Henrique Portugal, que defenderá o tema “A cultura como produto”; e de Antonio Eleilson, diretor da ONG Ação Educativa, que tem o trabalho focado em projetos de inclusão cultural em periferias das médias e grandes cidades.

Mudanças promovidas, no ano passado, na Lei Estadual de Incentivo à Cultura, em Minas Gerais, causaram reação em grupos culturais e artísticos que se viram prejudicados e já falam em um iminente colapso do financiamento público. É com base nesse assunto, que o 3º Seminário de Economia da Cultura acontece de hoje até sábado, em Uberlândia, como parte da programação da 10ª Semana da Cultura Popular.

Segundo o organizador do seminário, Rubem dos Reis, a grande questão que será levada para discussão é por que as cidades não aproveitam melhor os grupos artísticos, inserindo-os nas estratégias do serviço público e privado. “Nós optamos por destacar os pontos fortes da nossa cultura regional para serem os vetores dos processos de desenvolvimento totalmente inseridos nas estratégias públicas e privadas que buscam esse desenvolvimento. A região de Uberlândia é um celeiro de oportunidades, quando se entende a cultura e seus desdobramentos econômicos”, afirma Reis.

Artista deve depender menos de leis de incentivo

Para o empreendedor Antônio Eleilson, que participa da abertura do seminário hoje, o Triângulo Mineiro é uma referência em cultura. “Vou falar sobre como as políticas públicas ajudam a fomentar os grupos da periferia baseando-se na sustentabilidade. Acredito que o universo da cultura popular tem tudo a ver com a cultura da periferia. Ambas não existem isoladamente”, afirmou o palestrante.

Henrique Portugal é músico, tecladista da banda mineira Skank, colunista e escritor (Foto: Divulgação)

Henrique Portugal é músico, tecladista da banda mineira Skank, colunista e escritor (Foto: Divulgação)

Integrante da banda Skank, o tecladista Henrique Portugal vai expor, durante a abertura, uma visão de que é necessário quebrar paradigmas para que grupos culturais e artísticos sobrevivam no mercado. “Nós estamos passando por um momento em que arte e a cultura precisam se reinventar, em todas as áreas, no teatro, música ou dança, por exemplo. A cultura tem a possibilidade de ser autofinanciada”, disse o músico.

Segundo Portugal, um artista deve pensar como uma startup, tipo de empresa que conta com projetos promissores, ligados à pesquisa, investigação e desenvolvimento de ideias inovadoras, com espírito empreendedor e uma constante busca por um modelo de negócio diferente. “Se pensarmos que um artista é como uma startup, ele tem que conhecer melhor o mercado e como ele poderá ser remunerado. O artista tem que depender menos de leis de incentivo e entender mais o cliente. Você pode viver da própria arte, desde que você entenda o seu público. Não sou contra as leis de incentivo. Sou contra a forma de como são utilizadas e como são trabalhadas”, afirmou um dos palestrantes da abertura do seminário.

Programação

Quinta-feira (5)
Local: bloco 5S do campus Santa Mônica da UFU
20h – abertura do Seminário de Economia da Cultura e debate com José Lasmar (“Como Implantar Políticas Públicas Efetivas”), Henrique Portugal (“Cultura como produto”) e Antônio Eleilson (“A cultura da Periferia com potência local”)

Sexta-feira (6)
Local: bloco 5O – A do campus Santa Mônica da UFU
14h – Debate “Ideias que deram certo”, com Bruno Bento (“Resistência No Mucuri”), Israel do Vale (“Arranjos Produtivos E Criativos Na Cultura”) e Luciano Alves (“A Busca De Espaços Para A Cultura”)

Local: Escola Livre do Grupontapé de Teatro
20h – espetáculo “Por de Dentro”, com o Grupontapé
21h15 – bate-papo “Do Jeca Tatu ao Jeca Total”, com Ricardo Aleixo

Sábado (7)
Local: Oficina Cultural
10h – encontros com Felipe Amado (superintendente da SFIC da SEC) e Israel do Vale (presidente da Rede Minas)

14h – encontro “Para Além dos Incentivos Fiscais”, com Marcelo Estraviz, Ângelo Oswaldo (Secretário Estadual de Cultura), Gilmar Machado (Prefeito de Uberlândia) e entidades classistas

Local: Arena Sabiazinho
15h – cadastramento dos violeiros
16h – abertura para o público
17h – início da cantoria
19h – estabelecimento do recorde da maior orquestra de violeiros do mundo e show em homenagem a Pena Branca

Serviço I

A abertura do 3º Seminário de Economia da Cultura acontece hoje, às 20h, no bloco 5S do campus Santa Mônica: avenida João Naves de Ávila, 1.221, Santa Mônica. As inscrições gratuitas para o seminário devem ser feitas no site Seminário de Economia da Cultura. Informações: 9199-9944.

Serviço 2

A programação da 10ª Semana da Cultura Popular prossegue até sábado (7), com eventos que devem acontecer na Escola Livre do Grupontapé de Teatro (rua Tupaciguara, 471, Aparecida), na Oficina Cultural (praça Clarimundo Carneiro, 204, Fundinho) e na Arena Sabiazinho (avenida Anselmo Alves dos Santos, 3.415, Tibery). Entrada franca. Informações: 9199-9944.

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