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Entretenimento

Figurinista de “Rebelde” fala sobre inspiração nos personagens

Mariana Baffa cuida de detalhes como as cena e figurino dos shows do grupo

O jeito pacato da figurinista Mariana Baffa não traduz seu cotidiano acelerado em “Rebelde”. Na trama adolescente da Record, que está em sua segunda temporada, Mariana cuida de todos os detalhes: desde os acessórios utilizados pelo elenco em cada cena, até o figurino dos shows do grupo, como também a roupa usada pelos protagonistas em cada evento, festa ou entrevista. Ou seja, mesmo com uma equipe de cinco assistentes e 12 camareiras, esta carioca formada em Moda e Desenho Industrial tem de se dividir em diversas atividades da produção a cada dia.

Chamada às pressas para assumir o figurino da novela, há pouco mais de um ano, Mariana teve apenas um mês e meio para desenvolver conceitos para vestir cada personagem. Nesta segunda temporada, além dos protagonistas amadurecerem na história de Margareth Boury, eles têm passado por transformações visuais mais radicais, principalmente depois de começarem a jogar RPG e se vestirem como vampiros. “Tive de desenvolver uma personalidade distinta para cada um através das roupas. Agora, com personagens mais góticos e andróginos, me inspirei em outras referências visuais. Mas nunca cheguei a assistir aos filmes da saga ‘Crepúsculo'”, disse.

Mesmo assim, para essa faceta mais sombria da trama, Mariana assistiu a alguns longas, como “Aprendiz de Feiticeiro”, de Jon Turteltaub, e buscou referências assexuadas para os novos personagens, os gêmeos americanos Miguel e Lucy, de Thiago Amaral e Ully Lages. “Minha intenção era que eles parecessem como irmãos siameses, sempre iguais. Eles são inspirados na Família Adams, mas nem sempre usam preto. O Miguel usa uma alfaiataria moderna. Suas roupas sempre têm referências ao triângulo invertido, que é o símbolo do poder.”

No entanto, o maior foco de Mariana continua sendo as roupas e acessórios dos seis protagonistas. Cada um foi inspirado em pessoas conhecidas. Para Alice, de Sophia Abrahão, a figurinista buscou referências na socialite americana Olivia Palermo. Sua intenção era que a personagem não parecesse apenas uma patricinha, mas uma menina viajada e cosmopolita.

Já a selvagem Roberta, vivida por Lua Blanco, foi inspirada no estilo da cantora pop Kesha. A personagem Carla, de Mel Fronckowiak, no entanto, tem um visual mais étnico, com inspirações na moda Boho – no chamado estilo “bohemian chic” -, que é mais despojada. “Não assisti a nada da versão original de ‘Rebelde’. Para os uniformes, queria interferir com muitos acessórios para não enjoar o público durante tantos meses no ar”, afirmou.

Referências

Na verdade, as primeiras referências de figurino de Mariana começaram a ser construídas também em uma trama adolescente. Em 1995, ela foi contratada pela Globo para ser assistente de figurino da primeira temporada de “Malhação”. Mariana chegou a ficar 12 anos na emissora, atuando como braço direito da figurinista Sônia Soares, com quem produziu roupas para humorísticos, especiais e novelas. “Trabalhei em loja dos 14 aos 19 anos e não aguentava mais. Até que meu pai, o jornalista esportivo Altair Baffa, me arrumou um estágio na Globo”, afirmou.

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