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Entretenimento

Filmes chegam aos 30 anos, cultuados e alvos de saudosismo

Um Mogwai não deve ser exposto à luz do sol, nem entrar em contato com a água e nunca ser alimentado depois da meia noite, sob o risco de se transformar em um Gremlin. O jovemDaniel Larusso foi salvo pelo Senhor Miyagi. O ciborgue Cyberdyne 101 precisa matar Sarah Connor, para que o filho dela, John Connor, não lidere, em 2029, um levante dos humanos contra as máquinas. A força da imaginação do garoto Bastian Balthazar Bux ao narrar a história da terra de Fantasia.

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Entre os filmes de 1984, “Amadeus” é o favorito para dois entrevistados (Foto: Divulgação)

Se o leitor identificou cada uma das quatro histórias acima, muito provavelmente conhece a história do policial Axel Foley, que viajou de Detroit para Los Angeles, para desvendar um assassinato.

Os personagens ficcionais do início da matéria se juntam a outros protagonistas do cinema, em uma lista de filmes que completam 30 anos em 2014: “A história sem fim”, “Gremlins”, “Karatê Kid”, “O exterminador do futuro” e “Um tira da pesada”.

Esses foram alguns dos longas lançados em 1984, que, além de se transformarem em clássicos cult, revelaram aos fãs astros como Eddie Murphy e o diretor James Cameron. A história de gângsteres de “Era uma vez na América”, também lançado há três décadas, marcou a despedida do cineasta Sergio Leone, com um grande elenco, que incluiu Robert De Niro, James Woods e Joe Pesci.

O CORREIO de Uberlândia conversou com três cinéfilos, que revelaram suas preferências entre os filmes que viraram trintões. Os jornalistas Kelson Venâncio e Vinícius Lemos e o advogado e proprietário de uma videolocadora, Mauro Fagundes Neto, também fizeram uma análise do atual momento do cinema.

 

Premiado

 Atrito entre músicos eruditos rendeu filme de Milos Forman

A cinebiografia “Amadeus”, que foca na rivalidade entre os compositores Wolfgang Amadeus Mozart e Antonio Salieri, na Viena do século 18, foi filmada pelo diretor Milos Forman. O longa tem a preferência dos jornalistas Kelson Venâncio e Vinícius Lemos como o melhor filme lançado em 1984.

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Kelson Venâncio é jornalista, cinéfilo e colunista do CORREIO (Foto: Cleiton Borges)

Para o jornalista e colunista do CORREIO de Uberlândia, Kelson Venâncio, alguns filmes lançados há 30 anos se tornaram clássicos por serem mais dramáticos, mais pesados e até baseados em fatos reais, com histórias bem envolventes e emocionantes.

“Amadeus é pra mim um dos melhores filmes já feitos na história da sétima arte. Já assisti inúmeras vezes e a cada uma me emociono mais. É uma produção completa tanto como filme, quanto como legado musical. Ver a história de Mozart contada com tamanha beleza é uma emoção única”, disse Venâncio.

Além da vida de Mozart, que rendeu os prêmios Globo de Ouro e Oscar de melhor filme, diretor e ator, o ano de 1984 também apresentou às plateias do mundo inteiro clássicos infanto-juvenis, como “A história sem fim”, “Gremlins” e “Os Caça-Fantasmas”.

Mauro Fagundes Neto, proprietário de uma videolocadora, elegeu “A história sem fim” como o melhor filme que chega aos 30 anos. “Esse filme tem uma lição importante: fantasia não é apenas legal. É imprescindível para uma vida feliz, independentemente da idade de cada um”, afirmou Neto.

 

Criatividade

 Refilmagem só se justifica com novidade no roteiro
Seja pela possibilidade de lucrar mais nas bilheterias de todo o mundo ou pela simples falta de criatividade dos roteiristas, alguns filmes lançados em 1984 já foram alvos de boatos que davam como certo as filmagens de remakes.

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“Karate Kid” (1984) ganhou uma versão diferente em 2010 (Foto: Divulgação)

“Um tira da pesada”, “O exterminador do futuro”, “Footlose”, “Gremlins” e “Os caça-fantasmas” são longas cujas refilmagens já foram especuladas. Da lista dos clássicos lançados há 30 anos, apenas “Karatê Kid” ganhou um remake, filmado em 2010 e estrelado por Jaden Smith e Jackie Chan.

 

Kelson Venâncio diz que as histórias originais são inesquecíveis e insubstituíveis. Para Vinícius Lemos, uma refilmagem vale a pena se traz algo novo para uma mesma história. “Apenas recontá-la com elenco diferente e com mais orçamento não tem sentido. É claro que vivemos em tempos difíceis para o cinema, mas nada justifica essa falta de criatividade”, afirmou Lemos.

 

Os trintões

 

 

 

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