Os encantos da capital sul-mato-grossense
Espaços urbanos amplos e verdes, clima agradável na maior parte do ano e muito esporte para todas as idades. Estes são alguns dos atrativos de Campo Grande, importante polo turístico do país. Graças à sua rede hoteleira, infraestrutura urbana e serviços turísticos, a cidade de 113 anos vem atraindo mais turistas ano após ano, interessados nos mais diferentes segmentos, como o de negócios e eventos, lazer ou no turismo rural. Chamada também de Cidade Morena, a capital do Mato Grosso do Sul é um mix de culturas. Das tribos indígenas da região chega o belo artesanato, repleto de peças de cerâmica e de madeira, além das coloridas tapeçarias.
Os visitantes se encantam com riquezas como o Museu Dom Bosco, conhecido mundialmente pelo rigor científico de seu considerável acervo. São 1,1 mil espécies de aves e 100 mamíferos embalsamados, a maioria vinda do Pantanal; cerca de 7 mil conchas de todos os mares do mundo; e 5 mil peças indígenas das culturas Bororó, Xavante, Carajá, Moro e Rio Uapés.
Considerada uma das mais tradicionais igrejas de Campo Grande, a Paróquia São José, construída entre 1942 a 1949, é um dos cartões-postais que pedem visita. Um pouco da história local pode ser aprendida na Estação Ferroviária: ela tem instalações originais construídas em 1914 e marca a chegada do progresso à região. Encontra-se atualmente desativada para passeio, mas não pode deixar de ser visitada. Ela foi restaurada e tombada pelo patrimônio histórico do município.
Para quem gosta de voltar de viagem com alguma lembrança, a dica é ir ao Mercado Municipal, um prédio de 1933 onde são vendidos os mais variados produtos, como ervas, chapéus, cortes de carne, artesanatos. Uma boa pedida é a praça que se encontra na saída do mercado, com peças de cerâmica, redes, vegetais e até remédios à venda. A cidade também é o centro de deliciosos roteiros da região, como o Pantanal–Bonito (MS), Foz do Iguaçu (PR)-Pantanal-Bonito.
Parque com direito a pôr do sol, museu e memorial fazem parte do passeio
Para queimar as calorias fruto da gastronomia variada de Campo Grande, os turistas podem visitar o Parque das Nações Indígenas, ponto ideal para quem gosta de apreciar o pôr do sol. A área abriga pistas de cooper e de skate, gramados, quadras, lago, palco, teatro de arena e restaurante, além de exposições no Museu de Arte Contemporânea.
Imperdível também é visitar o Memorial dos Povos Indígenas, onde há uma comunidade de índios terena e venda de artesanato. O espaço é um dos atrativos do City tour, um passeio realizado em ônibus de dois andares com acompanhamento de guia. O programa dura pouco mais de duas horas e passa por mais de 40 pontos turísticos entre praças, ruas e prédios históricos.
Trem
A novidade da capital é a volta do Trem do Pantanal que, depois de 18 anos parado, volta a fazer uma das mais bonitas viagens do país. As composições partem de Campo Grande aos sábados rumo à cidade de Miranda. Das janelas, avista-se paisagens típicas – cerrado, rebanhos de gado, araras-azuis. A viagem de volta acontece aos domingos. O trajeto tem 220 km e faz parada em Aquidauana.
Influências variadas compõem a mesa
Os bares e restaurantes de Campo Grande são ideais para quem gosta de se deliciar com variedade. A gastronomia local, além de usar produtos regionais, tem herança oriental, gaúcha, paraguaia e nordestina. Frutos do mar também estão presentes na mesa dos campo-grandenses, com o tererê – uma espécie de chimarrão gelado, feito com infusão de erva-mate e água gelada, servido numa guampa geralmente de chifre de boi e com uma bomba.
A influência do país vizinho, o Paraguai, é representada pela chipa – uma espécie de pão de queijo de massa compacta – e a sopa paraguaia, que na verdade é uma torta salgada, que é servida com o tererê. As iguarias orientais, herança dos imigrantes que vieram do outro lado do mundo no início do século 20, são encontradas na Feira Central, próxima à Estação Ferroviária e repleta de quiosques.
Pratos exóticos e típicos do Pantanal também são encontrados. Nos restaurantes regionais, os cardápios trazem moqueca de jacaré, pintado com banana-da-terra e urucum, caldo de piranha, entre diversos outros.




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