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3/06/2012 6:26

Para artistas de Uberlândia, stand-up comedy tem conquistado mais espaço

Repórter

Wagner Bárbara, do grupo ArtPalco, alterna comédias stand-up com personagens e afirma que o gênero ganhou mais força

Sem cadeiras numeradas ou grande produção, o humor está deixando de ficar restrito aos palcos de teatros e casas de show para chegar também ao ambiente informal de bares e restaurantes, por meio do gênero stand-up – o comediante e o microfone. O que começou nos pubs e bares americanos e há cerca de cinco anos se difundiu nos bares das capitais brasileiras e na internet, com nomes como Rafinha Bastos e Danilo Gentili, está conquistando também as noites uberlandenses.

Bares uberlandenses começam a incluir a comédia ao hall de atrações lado a lado com apresentações musicais tradicionais, o que já é possível notar em estabelecimentos como Le Trois, Buffalo’s Choperia, London Pub, Art Bar, entre outros.

Para os comediantes da cidade, a abertura tem sido maior e as possibilidades de apresentações aumentaram. Há quatro anos em Uberlândia, o belo-horizontino Cristiano Jhow é um dos protagonistas do estilo stand-up fora dos palcos. Jhow participou, na semana passada de um reality de humor para o canal pago Multishow com 24 humoristas de todo o país e chegou às semifinais. Dos contatos feitos, fechou uma temporada de apresentações fixas com convidados, todas as terças-feiras, no Buffalo’s, em Uberlândia. Ele afirma que tem solicitações para apresentações também em Palmas (TO) e São Paulo (SP).

Segundo o comediante, o estilo é lucrativo para a própria classe e para quem investe. “O bar pode cobrar uma entrada de R$ 20 e as pessoas pagam. Tenho um público fiel de 300 pessoas que sempre me acompanha”, disse Jhow.

Wagner Bárbara, do grupo ArtPalco, alterna comédias stand-up com personagens desde 2009 e afirma que o stand-up ganhou força ultimamente. “Antes fazia uma apresentação a cada dois meses, atualmente chego a me apresentar a cada 15 dias”, disse.

De olho no aumento da demanda, o ator Deivid Ozborges, do grupo Lobotomédia, também começou neste ano a fazer stand-up. “É muito prático porque só precisa do microfone”, disse.

Valorização em casa

Thiago Scalia diz que boas piadas surgem com alguns meses de estudo

Os palcos de bares uberlandenses têm recebido, além dos talentos locais, comediantes de outras cidades e mesmo de capitais. Já passaram por Uberlândia figuras como o colunista do CORREIO de Uberlândia Rogério Morgado, Thiago Carmona e Luiz França. O ator Thiago Scalia, que investe no estilo stand-up desde 2010 e começou fazendo participações no Le Trois, em Uberlândia, ultimamente intensificou as apresentações no espaço Salinas, em Araguari, e se alterna nas apresentações. Ele confirma que demanda existe e que é grande na cidade e fora, o que facilita o rodízio de talentos. “O público gosta e, porque o texto precisa ser bem elaborado, não dá para fazer um por mês, e isso é suprido com troca de convites”, disse.

Praticidade X Complexidade

Cristiano Jhow chegou às semifinais de um concurso de humor nacional

Considerado um estilo de comédia prático por necessitar de pouca produção, o stand-up não deixa de apresentar dificuldades para os comediantes. Para Thiago Scalia, o estilo do texto, que deve estar alinhado com atualidades e exige pesquisa contínua, é um dos principais desafios. Segundo Cristiano Jhow, para elaborar um texto que sustente um show de uma hora é necessário cerca de seis meses. “Tem que estar ligado e estudando, porque o público é mais culto e temos que fazer uma piada com credibilidade”, disse. “Temos que fazer cócegas na cabeça das pessoas”, afirmou o humorista Deivid Ozborges, que citou a dificuldade de se adaptar a apresentar-se “de cara limpa”, sem os apetrechos usados na interpretação de personagens.

Clube do Bolinha

Difundido por nomes como Rafinha Bastos e Danilo Gentili, o stand-up possui presença massiva de homens atrás dos microfones, porém existem mulheres interessadas no estilo. A comediante Daniella Adnet, conhecida como Dani Calabresa, começa a se arriscar no estilo e é um exemplo para a uberlandense Paula Caetano, que há três anos integra o grupo ArtPalco. Ela acompanhou Cristiano Jhow se iniciar no gênero na cidade e já sondou a possibilidade de aderir ao estilo. “Tenho interesse, mas ainda não existe muita abertura para mulheres até porque é difícil desvincularem as piadas com o personagem ali no momento”, disse.

Comentários 1

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  1. gustavo santos disse:03/06/12 11:46

    bicho de qual é, que mania de imitar americano.
    gente fazendo show com piada, sem produção, simplesmente, existe desde a época de vovó, para não ir mais além…
    reinventar a roda,
    redescobrir a américa…
    ae que saco.
    que colonialismo é esse.

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