Para artistas de Uberlândia, stand-up comedy tem conquistado mais espaço

Wagner Bárbara, do grupo ArtPalco, alterna comédias stand-up com personagens e afirma que o gênero ganhou mais força
Sem cadeiras numeradas ou grande produção, o humor está deixando de ficar restrito aos palcos de teatros e casas de show para chegar também ao ambiente informal de bares e restaurantes, por meio do gênero stand-up – o comediante e o microfone. O que começou nos pubs e bares americanos e há cerca de cinco anos se difundiu nos bares das capitais brasileiras e na internet, com nomes como Rafinha Bastos e Danilo Gentili, está conquistando também as noites uberlandenses.
Bares uberlandenses começam a incluir a comédia ao hall de atrações lado a lado com apresentações musicais tradicionais, o que já é possível notar em estabelecimentos como Le Trois, Buffalo’s Choperia, London Pub, Art Bar, entre outros.
Para os comediantes da cidade, a abertura tem sido maior e as possibilidades de apresentações aumentaram. Há quatro anos em Uberlândia, o belo-horizontino Cristiano Jhow é um dos protagonistas do estilo stand-up fora dos palcos. Jhow participou, na semana passada de um reality de humor para o canal pago Multishow com 24 humoristas de todo o país e chegou às semifinais. Dos contatos feitos, fechou uma temporada de apresentações fixas com convidados, todas as terças-feiras, no Buffalo’s, em Uberlândia. Ele afirma que tem solicitações para apresentações também em Palmas (TO) e São Paulo (SP).
Segundo o comediante, o estilo é lucrativo para a própria classe e para quem investe. “O bar pode cobrar uma entrada de R$ 20 e as pessoas pagam. Tenho um público fiel de 300 pessoas que sempre me acompanha”, disse Jhow.
Wagner Bárbara, do grupo ArtPalco, alterna comédias stand-up com personagens desde 2009 e afirma que o stand-up ganhou força ultimamente. “Antes fazia uma apresentação a cada dois meses, atualmente chego a me apresentar a cada 15 dias”, disse.
De olho no aumento da demanda, o ator Deivid Ozborges, do grupo Lobotomédia, também começou neste ano a fazer stand-up. “É muito prático porque só precisa do microfone”, disse.
Valorização em casa
Os palcos de bares uberlandenses têm recebido, além dos talentos locais, comediantes de outras cidades e mesmo de capitais. Já passaram por Uberlândia figuras como o colunista do CORREIO de Uberlândia Rogério Morgado, Thiago Carmona e Luiz França. O ator Thiago Scalia, que investe no estilo stand-up desde 2010 e começou fazendo participações no Le Trois, em Uberlândia, ultimamente intensificou as apresentações no espaço Salinas, em Araguari, e se alterna nas apresentações. Ele confirma que demanda existe e que é grande na cidade e fora, o que facilita o rodízio de talentos. “O público gosta e, porque o texto precisa ser bem elaborado, não dá para fazer um por mês, e isso é suprido com troca de convites”, disse.
Praticidade X Complexidade
Considerado um estilo de comédia prático por necessitar de pouca produção, o stand-up não deixa de apresentar dificuldades para os comediantes. Para Thiago Scalia, o estilo do texto, que deve estar alinhado com atualidades e exige pesquisa contínua, é um dos principais desafios. Segundo Cristiano Jhow, para elaborar um texto que sustente um show de uma hora é necessário cerca de seis meses. “Tem que estar ligado e estudando, porque o público é mais culto e temos que fazer uma piada com credibilidade”, disse. “Temos que fazer cócegas na cabeça das pessoas”, afirmou o humorista Deivid Ozborges, que citou a dificuldade de se adaptar a apresentar-se “de cara limpa”, sem os apetrechos usados na interpretação de personagens.
Clube do Bolinha
Difundido por nomes como Rafinha Bastos e Danilo Gentili, o stand-up possui presença massiva de homens atrás dos microfones, porém existem mulheres interessadas no estilo. A comediante Daniella Adnet, conhecida como Dani Calabresa, começa a se arriscar no estilo e é um exemplo para a uberlandense Paula Caetano, que há três anos integra o grupo ArtPalco. Ela acompanhou Cristiano Jhow se iniciar no gênero na cidade e já sondou a possibilidade de aderir ao estilo. “Tenho interesse, mas ainda não existe muita abertura para mulheres até porque é difícil desvincularem as piadas com o personagem ali no momento”, disse.
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gustavo santos disse:03/06/12 11:46
bicho de qual é, que mania de imitar americano.
gente fazendo show com piada, sem produção, simplesmente, existe desde a época de vovó, para não ir mais além…
reinventar a roda,
redescobrir a américa…
ae que saco.
que colonialismo é esse.


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