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Entretenimento

Projeto ‘Alma Revelada’ realiza oficinas de fotografia na periferia

A fotografia como pretexto para ver através. Por meio do projeto “Alma Revelada”, 25 adultos que vivem na periferia de Uberlândia são instigados a redescobrir o mundo por meio das lentes. Realizada desde abril até outubro deste ano, a iniciativa conjuga novos horizontes profissionais e desenvolvimento pessoal, por meio de aulas e workshops gratuitos. Ao fim do curso, os alunos participam de exposições itinerantes, na cidade e região, previstas para 2016. Aqueles que se comprometerem com todas as etapas do projeto vão ser premiados com uma câmera profissional, ação realizada em parceria com a Canon.

Idealizada pela psicóloga Camila Merola e coordenada pela historiadora Raquel Tibery, a iniciativa é um desdobramento do projeto “Olhar da Alma”, desenvolvido em 2012 e 2013, com o mesmo propósito, porém, com jovens com 12 a 17 anos. “Como aprovamos o projeto na Lei Rouanet, como contrapartida, oferecemos cursos para professores da rede pública de ensino. Foi ali que surgiu a ideia de estender a ação ao público com idade acima de 18 anos”, disse Raquel Tibery.

A coordenadora da oficina de fotografia, Raquel Tibery, acredita que o projeto auxilia a formação por meio da cultura de paz (Foto: Marcos Ribeiro)

A coordenadora da oficina de fotografia, Raquel Tibery, acredita que o projeto auxilia a formação por meio da cultura de paz (Foto: Marcos Ribeiro)

Segundo a coordenadora do projeto, a intenção é formar os alunos no campo da cultura de paz, além de desenvolvê-los pessoalmente, o que se faz a partir de uma formação artística que tem a fotografia como guia. Nesse sentido, enquanto 50% das aulas são voltadas para o desenvolvimento da técnica, 25% versam sobre história da fotografia e da arte e outros 25% sobre valores humanos, a partir da filosofia e neuropsicologia, especializações de Camila Merola, que conduz esta etapa. Os alunos participam de duas aulas de quatro horas por semana e de um workshop por mês, com profissionais de diferentes áreas.

Segundo Raquel Tibery, a iniciativa também tem importância como opção profissional. Da última turma, 25% dos jovens formados estão atuando na área. “Isso fez com que fôssemos procurados por muitos pais de alunos interessados no curso, pessoas querendo mudar a vida, visando o futuro profissional. Recebemos 100 inscrições, para 20 vagas, nesta edição”, disse Raquel. A alternativa encontrada para atender o maior foi oferecer cinco vagas para alunos ouvintes. No fim do curso, além do instrumento de trabalho, os alunos recebem um certificado reconhecido pelo Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura.

As atividades de formação do “Alma Revelada” acontecem às segundas-feiras e sábados, na Sociedade Eunice Weaver, no bairro Lagoinha, espaços historicamente marcados pela exclusão, segundo Raquel Tibery. Para viabilizar a participação dos alunos, que são de diversos bairros e da zona rural da cidade, o projeto oferece vale transporte e lanche aos aprendizes.

Os candidatos selecionados passaram por um processo seletivo de dois dias, com questionário socioeconômico e cultural, entrevista com psicóloga e coordenadora pedagógica.

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