Leandro Mazzini

Coluna Esplanada

Esplanada Política, economia, judiciário, cultura e afins

7/03/2012 7:54

Pará cria taxa de fiscalização de minério para lucrar R$ 800 milhões

Jornalista

Vista aérea de extração de minério em Carajás

O governo do Pará quer lucrar, por baixo, R$ 800 milhões por ano com uma taxa de fiscalização sobre extração de minério, com a lei 7.591 aprovada na Assembleia Legislativa. Mas comprou briga com o setor produtivo. A Confederação Nacional da Indústria, a pedido da Federação da Indústria do Pará, se negou ontem a patrocinar uma ação de inconstitucionalidade no STF. Pará tem o subsolo mais precioso do país e a pressão das mineradoras é grande. O governo receberá R$ 6,90 sobre cada tonelada de minério de ferro extraído.

Pelota por pelota

A lei que entra em vigor em abril e cria um controle sobre todo o minério extraído. Há desconfiança do governo de que as mineradoras ocultam os números da exportação.

Mais embaixo

No Senado, há iniciativas, como a da bancada de Minas, para maior taxação da extração de minério através dos royalties. Mas o lobby das mineradoras é mais forte.

Rede de grampos

Tem muita gente com a pulga atrás da orelha em Brasília, entre jornalistas, empresários e políticos. Se a Polícia Federal usou o conhecido sistema Guardião para monitorar as conversas do senador Demóstenes Torres com o contraventor Carlinhos Cachoeira, todos os telefones que contataram o celular do senador foram grampeados.

Na linha

O Guardião funciona como um polvo que estende os tentáculos para as presas. Todas as pessoas que contatam um telefone monitorado pela PF também passam a ser gravadas, como suspeitas, até que se prove o contrário. Isso já causou dor de cabeça à PF.

Na linha 2

Provavelmente Demóstenes Torres foi pego quando ligou para Cachoeira. Mas isso não o exime de prestar satisfações sobre o contato com o bicheiro e o presente de R$ 50 mil. Ontem, no Senado, recebeu apoio suprapartidário dos colegas.

E agora?

Quem está rindo é o ex-governador José Roberto Arruda. Demóstenes pediu sua saída do partido e do governo quando o escândalo do Mensalão do DF estourou.

Senador vitalício

Euclides Mello, primo de Fernando Collor e seu suplente durante alguns meses há anos, não sai do Senado. De broche e terno, entra no plenário e senta onde quer.

Foi tarde

A presidência da Comissão de Meio Ambiente para o Partido Verde na Câmara dos Deputados chegou

tarde. A discussão sobre o Código Florestal está praticamente definida em favor da área produtora.

Tô indo

O deputado federal Zenaldo Coutinho (PSDB-PA) entra de licença em maio. Vai se dedicar à campanha eleitoral em Belém. Segundo colocado nas pesquisass, Zenaldo tem o apoio formal do PSB e do PTC. Aposta num acordo com o DEM.

Brasil-China

Enquanto a presidente Dilma olha com desconfiança o país, dia 14 será lançada a Frente Parlamentar Brasil-China, com presidência do deputado Osmar Junior (PCdoB-PI), que foi recebido ontem na Embaixada da China pelo novo embaixador Jinzhang Li.

Mineiroca

Causou risos ontem. O senador Aécio Neves assumiu a condição de ‘quarto’ senador do estado do Rio. Protestou contra o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) quando este parabenizou o novo colega, Eduardo Lopes, em nome da bancada fluminense. “E eu?!”

Justiça no plenário

O presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil, Gabriel Wedy, visitou ontem a liderança da bancada do PTB para reforçar o lobby por projetos em prol da classe.

No Twitter

De Roberto Jefferson, do PTB, sobre o protesto dos insatisfeitos no PMDB: “Se um elefante incomoda, 47 incomodam muito mais, ainda mais se se unirem a outros tantos”.

Ponto Final

Pelo festival de apoio que recebeu dos colegas no plenário, suspeita-se que não foi apenas Demóstenes Torres quem andou falando com o Carlinhos Cachoeira.

Com Gilmar Correa

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Comentários 1

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  1. Severo Gomes disse:13/03/12 21:39

    O estado do Pará está corretíssimo em taxar a extração de minério. Essas multinacionais sugam o máximo do nosso território, fazem reservas na forma de novas montanhas em seus países de origem e nós os otários brasileiros ficamos com os danos ambientais. É preciso uma mobilização nacional nesse sentido, semelhante a do petróleo é nosso. Minas também, que se diz um estado moderno com o tal choque de gestão, não consegue regularizar a questão dessa exploração de minério e continua recebendo uma miséria. O que faz nossos senadores???

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