Fifa nomeia novos membros do comitê de ética
Quase dois meses após a Fifa aprovar uma reforma tímida contra a corrupção, o comitê executivo nomeou o advogado americano Michael J. Garcia e o juiz alemão Joachim Eckert como presidentes do comitê de ética.
Garcia vai liderar a câmara de investigação e Eckert vai chefiar a câmara arbitral (julgamento), segundo informou nesta terça-feira (17) a Fifa, após o 63º Congresso da entidade, em Zurique, na Suíça. A primeira tarefa será analisar o caso ISL.
O americano tem histórico fora do futebol. Ele investigou, por exemplo, o escândalo de prostituição envolvendo o então governador de Nova York, Eliot Spitzer. Já o alemão presidiu o tribunal da Baviera, em Munique, e, entre outros, investigou o caso de corrupção e suborno envolvendo a Siemens.
A nomeação de dois nomes para o comitê de ética foi aprovada no último dia 25 de maio, durante o 62º Congresso da Fifa, em Budapeste, na Hungria. Na ocasião, a entidade foi criticada por aprovar uma reforma tímida.
O comitê executivo também aprovou hoje o novo código de ética, que entrará em vigor a partir do dia 25.
Há um ano, ao ser reeleito, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, prometera mudanças após casos de corrupção na escolha das sedes das Copas-2018 e 2022 e casos de subornos na eleição da entidade, como o caso ISL.
Sobre este último, o comitê executivo decidiu que o escândalo será entregue ao novo comitê de ética, reafirmando a decisão tomada em outubro, uma vez a partir de agora ele é visto como um organismo independente da entidade.
“Garcia vai ter não só o direito mas o dever de analisar esse caso no comitê de ética e apresentar um relatório ao comitê executivo”, disse Blatter. “Os presidentes de ambas as câmaras são totalmente independentes”, acrescentou.
Os brasileiros João Havelange, presidente de honra da Fifa, e Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF e membro da Fifa, receberam 21,9 milhões de francos suíços (R$ 45,5 milhões) em subornos da empresa de marketing esportivo ISL.
A ISL vendia os direitos comerciais para transmissão da Copa do Mundo em nome da Fifa. A empresa faliu em 2001 com dívidas de 300 milhões de dólares (R$ 610 milhões). Blatter disse inicialmente que tinha conhecimento do caso -justificou que na ocasião a prática não era considerada ilegal-, mas depois negou ter conhecimento do caso.
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