Esportes

Notícias de interesse geral de Uberlândia e região.

17/07/2012 13:06

Fifa nomeia novos membros do comitê de ética

Quase dois meses após a Fifa aprovar uma reforma tímida contra a corrupção, o comitê executivo nomeou o advogado americano Michael J. Garcia e o juiz alemão Joachim Eckert como presidentes do comitê de ética.

Garcia vai liderar a câmara de investigação e Eckert vai chefiar a câmara arbitral (julgamento), segundo informou nesta terça-feira (17) a Fifa, após o 63º Congresso da entidade, em Zurique, na Suíça. A primeira tarefa será analisar o caso ISL.

O americano tem histórico fora do futebol. Ele investigou, por exemplo, o escândalo de prostituição envolvendo o então governador de Nova York, Eliot Spitzer. Já o alemão presidiu o tribunal da Baviera, em Munique, e, entre outros, investigou o caso de corrupção e suborno envolvendo a Siemens.

A nomeação de dois nomes para o comitê de ética foi aprovada no último dia 25 de maio, durante o 62º Congresso da Fifa, em Budapeste, na Hungria. Na ocasião, a entidade foi criticada por aprovar uma reforma tímida.

O comitê executivo também aprovou hoje o novo código de ética, que entrará em vigor a partir do dia 25.

Há um ano, ao ser reeleito, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, prometera mudanças após casos de corrupção na escolha das sedes das Copas-2018 e 2022 e casos de subornos na eleição da entidade, como o caso ISL.

Sobre este último, o comitê executivo decidiu que o escândalo será entregue ao novo comitê de ética, reafirmando a decisão tomada em outubro, uma vez a partir de agora ele é visto como um organismo independente da entidade.

“Garcia vai ter não só o direito mas o dever de analisar esse caso no comitê de ética e apresentar um relatório ao comitê executivo”, disse Blatter. “Os presidentes de ambas as câmaras são totalmente independentes”, acrescentou.

Os brasileiros João Havelange, presidente de honra da Fifa, e Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF e membro da Fifa, receberam 21,9 milhões de francos suíços (R$ 45,5 milhões) em subornos da empresa de marketing esportivo ISL.

A ISL vendia os direitos comerciais para transmissão da Copa do Mundo em nome da Fifa. A empresa faliu em 2001 com dívidas de 300 milhões de dólares (R$ 610 milhões). Blatter disse inicialmente que tinha conhecimento do caso -justificou que na ocasião a prática não era considerada ilegal-, mas depois negou ter conhecimento do caso.

Comentários 0

Ao enviar suas informações de registro, você indica que concorda com os Termos do serviço e leu e entendeu a Política de Privacidade do site do Correio de Uberlândia. Só serão liberados comentários cujos autores estejam identificados por nome e sobrenomes e que não contenham expressões chulas e/ou palavras de baixo calão.