Companheiros de jornada
Talvez um dos mais belos espetáculos ante a Espiritualidade Superior seja o de anotar a persistência dos companheiros enfaixados na vida física, sempre que se mostrem decididamente empenhados a lutar pela vitória do bem.
Companheiros que, em muitas ocasiões, comparecem nas tarefas do bem, vergados ao peso do sofrimento. Que se reconhecem constantemente visitados por forças contrárias aos compromissos que abraçam a lhes testarem a resistência, que, não raro, suportam tempestades ocultas na própria alma. Que, às vezes, se sentem espancados por injúrias nascidas de muitos daqueles aos quais se afeiçoaram com os mais altos valores da própria vida e que, no entanto, renovam as próprias forças na oração, por meio da qual confiam em Deus e em si mesmos, prosseguindo adiante nos encargos construtivos que lhes dizem respeito.
Em outras circunstâncias, eles próprios caem no erro, sempre natural naqueles que ainda caminham sob os véus da existência física, mas sabem se reerguer de imediato com suficiente humildade para o recomeço da marcha. E se esfalfam na própria melhoria, respeitando a estrada dos outros, da qual recolhem exemplos edificantes, sem procurarem qualquer motivação à censura, evitando congelar a seara alheia.
Se te propões a colaborar no levantamento do bem de todos, não desistas de agir e servir. Momentos sobrevirão em que o teu campo de atividades parecerá coberto de sombras e sentirás talvez o coração transido de lágrimas. Ainda assim, não te marginalizes.
Chore, mas prossiga lutando e trabalhando pelo bem comum. Se tropeça, reajuste-se.
Se cai, levante-se e continue em serviço. Se desenganos te requisitam, torne ao replantio de esperanças maiores e siga adiante, amando e auxiliando no melhor a fazer. Relacionando as dificuldades que todos trazemos, por enquanto, nos recessos do ser, é justo considerar que a vitória em nós e sobre nós ainda nos custará muito esforço de construção e reajuste.
Entretanto, para nos altear ao ideal do bem, fixando energias para sustentá-lo, recordemos o Cristo de Deus. Ele que regressando, depois da morte, à convivência dos discípulos, nem de longe lhes assinalou as deficiências e as fraquezas e sim lhes reafirmou em plenitude de confiança. “Estarei convosco até o fim dos séculos.”
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Alailza Cavalcanti Rocha disse:11/05/11 20:47
São palavras como esta que nos fortalece e nos impulsiona a se-guir perseverando sempre no Bem
colaborando no levantamento do bem de todos,não desistindo nunca de agir e servir e mesmo vergados pelo peso do sofrimen-to,tenhamos FÉ suportando as tempestades ocultas da própria alma .Amaior caridade da dou -trina espirita é a DIVULGAÇÃO da mesma e esta mensagem cumpre exatamente o que JESUS queria dizer Conhecereis a verdade e ela vós libertará.Boa sorte
Alailza
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