Controle a raiva
Falamos muito de amor, de amizade, de sentimentos magnânimos, mas evitamos falar daqueles que também estão dentro de nós e, talvez, por vergonha de senti-los, não verbalizamos.
Quantas vezes você não sentiu muita raiva, vontade de explodir, gritar ou agredir? Estou certa que pelo menos uma vez, isso já aconteceu.
O que você fez com essa ira? Guardou dentro de si ou deixou que extravasasse? Se guardou dentro de si, deve haver aí dentro algum resquício de mágoa ou dor. Se extravasou, muito provavelmente perdeu um amigo, um amor ou cometeu alguma insensatez.
Então, o que fazer quando nos vemos numa situação de descontrole impulsionada por um sentimento nada divino, porém humano?
Gandhi disse que aprendeu, graças a uma amarga experiência, a única suprema lição que a situação permitia: controlar a ira. E nos deixou mais este ensinamento:
“… e do mesmo modo que o calor conservado se transforma em energia, assim a nossa ira controlada pode transformar-se em uma função capaz de mover o mundo. Não é que eu não me ire ou perca o controle. O que eu não dou é campo à ira. Cultivo a paciência e a mansidão e, de uma maneira geral, consigo. Mas quando a ira me assalta, limito-me a controlá-la. Como consigo? É um hábito que cada um deve adquirir e cultivar com uma prática assídua.”
Até para um ser tão iluminado como Gandhi, isto era muito difícil. Ele disse acima duas palavras que considero ser a chave que abre esta prisão: paciência, para “digerir”, e mansidão, para lidar.
Podemos nos tornar mais suaves, entretanto mais fortes. Não vamos fingir que não sentimos raiva. Vamos tentar tão somente não condensar essa energia e fazê-la se diluir como um sopro que sai de dentro de nossa alma. Com paciência e mansidão.
Tenho a mais absoluta certeza de que conseguiremos esta transformação, se cultivarmos, colheremos.
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Cristiana disse:20/05/11 12:27
Fantástico, preciso domar a ira, para não ser escrava de minhas ações.
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Luis Fernando Abdala disse:20/05/11 12:50
Sinceramente,prezado editor onde estão os devidos créditos do verdadeiro autor do texto cidado acima? Este como a maior parte dos diversos textos não são de propriedade de Anita Godoi.
Comentários (2)