Reconhecimento
Somente após Jesus ter expirado no lenho é que o centurião reconheceu que ele era um homem justo. Assim, não esperemos pelo aplauso do mundo. Busquemos, antes, a aprovação da consciência.
Semeemos sem pressa de colher, porque a semente cultivada não se antecipa à época que lhe é assinalada para produzir. Ninguém nos usurpará o próprio valor. Esperar pela gratidão de alguém é permanecer na expectativa do que nem Jesus teve. O espírito aonde vai ostenta o mérito intransferível de seus esforços.
Não nos aflijamos pelo reconhecimento alheio. Existem pessoas que, emocionalmente, se mostram descompensadas, porque, superestimando o que fazem, criam exagerada expectativa no que tange ao retorno por parte das pessoas a quem beneficiam.
A rigor, não estamos dando nada a ninguém. Simplesmente, estamos devolvendo o que, de uma maneira ou outra, lhe tomamos. Não nos coloquemos nunca na condição de benfeitores, isso ainda é tola pretensão de quem se arrasta no solo do planeta.
Deus é o dispensador de todas as bênçãos, que apenas vamos repassando, exercitando a nossa capacidade de amar. Quantos não se deprimem porque não sabem tomar a iniciativa de amar, sem cogitar de serem amados? Como a fonte que, ao dessedentar, não sente sede, quem ama não carece de ser amado, porque o amor que gera em si mesmo lhe basta a qualquer carência de afeto.
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