Cezar Honório Teixeira

Frente e Verso

Frente e Verso Coordenador de Conteúdo do CORREIO de Uberlândia. A coluna Frente e Verso é publicada aos domingos

17/07/2011 5:15

Repetindo a história

Jornalista

O presidente do PTdoB de Uberlândia, José Amaral Neto, apresentou uma tese durante o “CORREIO TV Debate” (reprise hoje, às 21h30, no Canal 15 da TV a cabo CTBC) que merece atenção. Para ele, o prefeito Odelmo Leão (PP) repetirá em 2012 a estratégia usada pelo ex-prefeito Virgílio Galassi em 1992. Na época, os favoritos na corrida pela Prefeitura de Uberlândia eram os ex-deputados Geraldo Rezende (PMDB) e Chico Humberto. O então prefeito Virgílio Galassi não mostrava a menor ansiedade para definir o nome de sua preferência. Deixou que Rezende e Chico Humberto ocupassem o espaço até, no limite, surpreender a todos com a indicação de um ilustre desconhecido das massas chamado Paulo Ferolla. Resumindo a história, Ferolla foi para o segundo turno contra o favoritíssimo Geraldo Rezende e se elegeu com boa margem de frente. Pela teoria, em parte inspirada na eleição da presidente Dilma Rousseff, no atual cenário, Odelmo elegeria até um poste. Portanto, não haveria a menor pressa em falar em nomes.

Terceira via

Ainda sobre sucessão, a provável filiação do vice-prefeito Aristides de Freitas ao PSB com o grupo que o acompanhou na debandada do PSDB em 2009 possibilita a chamada terceira via na disputa pela Prefeitura de Uberlândia. Não que Aristides possa vir a ser o candidato. Mas a ida do vice e de seus correligionários para o PSB uberlandense, aliada à popularidade da deputada estadual Liza Prado, dará musculatura ao partido para lançar candidato próprio a prefeito em 2012.

Quem ganha?

O que não se sabe é quem ganha e quem perde com o fortalecimento do PSB municipal reforçado pelo vice-prefeito Aristides de Freitas. Recluso politicamente desde que perdeu a disputa interna no PSDB, Aristides ainda não demonstrou publicamente o nível de insatisfação com o grupo liderado pelo prefeito Odelmo Leão. Isto se ainda houver alguma insatisfação. O fato é que, mesmo mais encorpado, o futuro PSB correrá como azarão nas eleições na medida em que as duas principais forças continuarão sendo as alianças PT/PMDB e PP/PSDB. Por outro lado, o PSB se posiciona como provável fiel da balança num eventual segundo turno. O que significaria vender caro um eventual apoio.

Parte do todo

O movimento do PSB de Uberlândia faz parte de uma estratégia nacional de fortalecimento do partido com vistas às eleições de 2014. Em Minas, os socialistas têm o prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda, que deve tentar a reeleição em voo solo. Estrategicamente posicionado, é situação no Estado ao lado do PSDB do governador Antonio Anastasia e junto ao PT da presidente Dilma Rousseff em nível nacional. Em Uberlândia, caminha para montar uma composição que vai da ex-comunista Liza Prado ao ex-conservador Aristides de Freitas. Mistura aparentemente heterogenia, cujo resultado final é imprevisível.

Possibilidade remota

Outra possibilidade de terceira via na disputa pela Prefeitura de Uberlândia, mesmo que remota, é o PDT. Tenente Lúcio, deputado estadual e comandante da legenda na cidade, estaria sendo pressionado a articular candidatura própria para 2012. Há uma diretriz nacional que determina que o PDT tenha candidato majoritário em municípios com mais de 200 mil eleitores. Lúcio é aliado do prefeito Odelmo Leão (PP) e já disse que pretende apoiar o candidato a prefeito indicado pelo prefeito. A questão é que o PDT, em nível nacional, é aliado do PT. O assunto já teria chegado às esferas superiores em Brasília. O líder máximo, ministro Carlos Lupi, teria dito que aceitaria não lançar candidato a prefeito desde que o PDT feche com o PT em nível local. Como Lúcio nem pensa nesta hipótese, recorreu ao prefeito para tentar resolver a questão. Vão tentar convencer Lupi a endossar o apoio ao candidato do prefeito. Tarefa difícil. A não ser que o PDT tenha direito a indicar o candidato a vice-prefeito. Aí seria a vez de PP e PSDB rodarem a baiana.

Curtas

Dos 513 deputados federais, apenas 35 compareceram a 100% das sessões do primeiro semestre. Entre os assíduos, o ex-jogador Romário (PSB) e o palhaço Tiririca (PR). Nem um dos três deputados de Uberlândia figura na lista.

Considerado potencial “homem-bomba”, o diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot, decepcionou a oposição que apostou que ele jogaria “titica” no ventilador. É bem verdade que Pagot continua no cargo por estar em férias. Consumada a demissão, a coisa pode mudar.

Comentários 1

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  1. joao roberto spini machado disse:26/07/11 13:12

    Virgilio,manso e mineirão,era um sujeito espertissimo,inteligente e vivaz em todos os setores da vida humana.Esta jogada de Geraldo RezendeX Paulo Ferolla,foi genial.Geraldo,sumiu na politica,falando francamente,era um chato,que não soube aproveitar,inclusive,a força de Tupaciguara,na epoca,trabalhando pouco e sem muit simpatia na Assembleia Mineira.Paulo,com o apoio da Cobra Criada chamado Virgilio Galassi,ganhou,pois,repito teve a ajuda do Politico Mais Mineiro e Vivo de todos os tempos de Uberlandia,a quem voces hoje chamam e idolatram de Virgilão.E,era MAIOR MESMO!

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