Novidades só em 2012
O processo eleitoral em Uberlândia segue em compasso de espera. Movimentação apenas na busca por filiados com potencial para compor chapa de vereador. Na disputa pela sucessão do prefeito Odelmo Leão (PP), o cenário deve continuar assim até o próximo ano. Dificilmente, o grupo do prefeito e mesmo o PT, principal partido de oposição, indicarão nomes antes de 2012. Ficar em evidência muito cedo gera maior risco do que benefício.
E as propostas?
Se ainda não é o momento de indicar nomes para concorrer à Prefeitura de Uberlândia, está na hora de iniciar o debate em torno de propostas para administrar a cidade. O problema é que, no Brasil, as eleições são personalizadas. Como a maioria dos partidos é desarticulada, o processo só anda quando são definidos os nomes dos candidatos majoritários. Até o momento, apenas o PT sinalizou com um processo de discussão com a sociedade para definir um plano de governo que deverá embasar a campanha do futuro candidato do partido. O PTB, em evento na quarta-feira, criou grupos segmentados com propósito semelhante. Mas de prático, por enquanto, nada.
Contaminação por 2014
Ainda é cedo, mas há indícios de que a campanha para prefeito em Uberlândia terá um viés mais político do que propositivo. Primeiro porque a administração do prefeito Odelmo Leão é bem avaliada e nem a oposição dá sinais de que pretende “bater” no prefeito durante a campanha. Segundo, porque, nas grandes cidades, a eleição municipal será inevitavelmente contaminada pelas disputas de 2014, quando votaremos novamente para presidente e governador. Assim, estaremos votando para prefeito com base numa estratégia prévia do que será a corrida para governador e presidente.
Discursos prontos
A virtual antecipação do debate sobre as eleições para governador e presidente está presente nos discursos dos dois principais grupos políticos que disputarão a Prefeitura de Uberlândia. A turma da situação (PP/PSDB) tem praticado o discurso de que é fundamental o próximo prefeito estar alinhado com o governo do Estado. Na outra ponta, a oposição (PT/PMDB) até elogia a atual administração, mas defende um alinhamento com o governo federal por ser onde está a maior parcela dos recursos. Neste contexto, ainda temos o pessoal da chamada “terceira via” com o argumento de que teria tanto o apoio federal quanto estadual. O PSB e o PTB, para ficar apenas em dois exemplos, tentarão incorporar este discurso.
Pode ficar….
O fato é que Uberlândia é uma das melhores cidades para se viver no Brasil, mas ainda há muito o que fazer. A saúde ainda é um desafio considerável, mesmo depois do Hospital Municipal. Precisa de mais recursos principalmente da União. A educação municipal é bem melhor do que a estadual, mas há escolas com índices preocupantes no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). O trânsito precisa melhorar bastante, mesmo com as importantes intervenções na avenida Rondon Pacheco. Sem contar que o transporte coletivo não compete, nem de longe, com o conforto e praticidade do veículo particular, nos desestimulando a deixar o carro em casa.
…ainda melhor
Diante de uma cidade tão boa, mas que pode ficar ainda melhor, deveríamos votar no partido e no candidato mais bem preparado para gerenciar a cidade a partir de 2013, independentemente do alinhamento político com as esferas estaduais e federais. Deveríamos escolher o candidato com propostas mais claras e estruturadas e que prove ter condições de executá-las. Não podemos escolher o futuro prefeito com base apenas no critério de proximidade com o governador ou com a presidente. Sugiro ousarmos ao buscar um candidato pela competência e serviços comprovadamente prestados. Se tiver bom trânsito em Belo Horizonte e Brasília, melhor.
Curtas
Chega setembro e com ele a correria nos partidos para compor suas chapas de vereadores. O vale-tudo tende a chegar ao limite do bom-senso. Cuidado!
A julgar pelo otimismo dos partidos, vamos eleger mais de 50 vereadores em Uberlândia. Esta é a conta dos partidos que apostam fazer dois, três, quatro vereadores. Há quem aposte em seis eleitos. O problema é que só estarão disponíveis 27 cadeiras no Legislativo.
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