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	<title>Frente e Verso</title>
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		<title>Momento de reflexão</title>
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		<pubDate>Sun, 12 May 2013 08:07:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cezar Honório Teixeira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Imagino que a administração do prefeito Gilmar Machado (PT) já deve ter pesquisas de avaliação dos três primeiros meses de governo. Se não as têm, já deve tê-las encomendadas. Gilmar é adepto do planejamento como estratégia de gestão. Como não existe planejamento eficiente sem avaliar os cenários, pesquisas são fundamentais. Quando analisar estes estudos, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Imagino que a administração do prefeito Gilmar Machado (PT) já deve ter pesquisas de avaliação dos três primeiros meses de governo. Se não as têm, já deve tê-las encomendadas. Gilmar é adepto do planejamento como estratégia de gestão. Como não existe planejamento eficiente sem avaliar os cenários, pesquisas são fundamentais. Quando analisar estes estudos, o prefeito provavelmente verá que pode ter gerado uma expectativa muito alta no eleitorado. Gerar expectativa é natural durante a campanha eleitoral. Quando se assume o comando da máquina vai se ajustando a expectativa à realidade.</p>
<h3>Rabos de foguete</h3>
<p>Somente uma pesquisa ampla pode indicar com alguma margem de segurança o que os eleitores estão achando do novo governo municipal. Mas não precisa de pesquisa para saber que a insatisfação ainda é grande no que se refere à saúde pública municipal, por exemplo. As medidas anunciadas até o momento ainda não foram capazes de surtir efeito positivo perceptível. Algumas ainda estão em fase de implementação. Outra área onde a insatisfação é grande é junto aos servidores municipais. Duas medidas positivas podem acabar tendo impacto negativo. O novo plano de saúde, por exemplo, tem gerado muita reclamação. Há quem diga que sai mais barato contratar um plano particular do que incluir dependentes no plano ofertado aos servidores do município. O tíquete de R$ 50 mensais é outra boa notícia que não atingiu o objetivo. Gerou uma despesa considerável para os cofres públicos para um benefício individual pequeno. Dependendo do salário do servidor, irrisório.</p>
<h3>Muita calma</h3>
<p>O desafio para a nova administração é controlar a ansiedade natural de quem assume. Esta ansiedade inevitável é ainda maior quando o novo governo é de oposição e de um partido importante que passa a administrar pela primeira vez uma cidade estratégica como é o caso do PT em Uberlândia. O risco é deixar a ansiedade virar afobação. E da afobação surgirem medidas pontuais e inócuas, ou pior, com potencial negativo. O governo Gilmar Machado está apenas no começo. Mas nunca é cedo demais para ajustes estratégicos.</p>
<h3>Torcida contra</h3>
<p>Neste primeiro momento da nova administração municipal, mais vale todos os buracos das ruas tampados e a contratação emergêncial de médicos do que o anúncio de um megaprojeto que irá revolucionar o transporte público, por exemplo. O desafio é planejar o longo prazo sem descuidar dos detalhes do dia a dia. Mas é verdade que ainda é muito cedo para fazer prognósticos sobre o desempenho da atual administração. Por mais que tenha gente torcendo contra, o prefeito Gilmar Machado tem experiência e tempo suficientes para mostrar resultados positivos de curto, médio e longo prazos.</p>
<h3>Odelmo no PSB</h3>
<p>Em entrevista coletiva na quinta-feira (9), o ex-prefeito Odelmo Leão (PP) admitiu pela primeira vez que foi oficialmente convidado pelo governador de Pernambuco e pré-candidato a presidente Eduardo Campos para se filiar ao PSB. Mas, o convite seria para que Odelmo vá para o PSB para disputar o governo de Minas. Odelmo não disse se aceitará ou não. A declaração, no entanto, indica, de uma vez por todas, um distanciamento, para não dizer rompimento, do ex-prefeito com o senador Aécio Neves (PSDB) e, por consequência, com o governador Antonio Anastasia (PSDB). É por estas e por outras que o cenário de 2014 para a oposição ainda está um tanto obscuro.</p>
<h3>Atirador tucano</h3>
<p>O ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) não está disposto a pendurar as chuteiras. Em discurso durante a convenção estadual do PSDB de São Paulo, Serra disse que “já teve muitos cargos e ainda quer ter outros mais”. Indicando que deverá disputar as eleições do ano que vem, garantiu que continuará no partido, mas não indicou que cargo pretende disputar. Mais tarde sugeriu que o governador Geraldo Alckmin seria um bom nome para concorrer à presidência no ano que vem. Este seria o melhor dos mundos para Serra. Abriria espaço para disputar o governo paulista em 2014 e de quebra atrapalharia os planos do desafeto Aécio Neves. Com esta postura tende a conseguir somente o segundo objetivo.</p>
<h3>Curtas</h3>
<p>A agenda dos irmãos Prado está carregada. Muito trabalho em Brasília e BH. Apesar da correria, os irmãos deputados encontram tempo para um relax. Foram vistos no show do ex-beatle Paul MacCartney em Belo Horizonte.</p>
<p>••••••</p>
<p>Em tempo: nos próximos dois domingos a coluna Frente e Verso dá, um tempinho para merecidas férias deste colunista. Até 2 de junho.</p>
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		<title>Teatro para vips</title>
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		<pubDate>Sun, 05 May 2013 09:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cezar Honório Teixeira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Teatro Municipal continua fechado, mas ao menos o palco foi usado recentemente. Virou camarote vip durante evento em comemoração ao Dia do Trabalho. O evento aconteceu no estacionamento do teatro. A Secretaria de Cultura informou que a parte do palco que foi utilizada como área de apoio foi devidamente protegida para evitar danos estruturais. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Teatro Municipal continua fechado, mas ao menos o palco foi usado recentemente. Virou camarote vip durante evento em comemoração ao Dia do Trabalho. O evento aconteceu no estacionamento do teatro. A Secretaria de Cultura informou que a parte do palco que foi utilizada como área de apoio foi devidamente protegida para evitar danos estruturais. Por enquanto, ao que parece, o uso do teatro se restringirá à utilização eventual das áreas externas e do palco, como camarote.</p>
<p><strong>Briga por espaço</strong></p>
<p>Entender a estratégia da deputada estadual Liza Prado (PSB), política experiente, não é tarefa para amador. Ao mesmo tempo em que defende candidatura própria do partido a governador de Minas e a presidente da República, Liza Prado diz que irá reivindicar participação efetiva no governo petista de Gilmar Machado. No momento seguinte ameaça levar os vereadores da bancada do PSB de Uberlândia para a oposição. Segundo a deputada, haverá uma reunião nesta semana para reivindicar espaço na prefeitura. Liza Prado afirma que o partido não se sente contemplado com a indicação de Zezinho Mendonça (PSB) para o comando da Fundação Uberlandense de Esporte e Lazer (Futel). Zezinho teria entrado na cota do deputado federal Weliton Prado (PT), irmão da socialista.</p>
<p><strong>Mistura heterogênea</strong></p>
<p>A deputada Liza Prado não esconde o interesse do PSB em ganhar uma secretaria na administração municipal. Revela até a pasta de maior interesse. Seria a Secretaria Municipal de Agricultura, comandada pela professora da UFU licenciada Vanessa Petrelli. Ao mesmo tempo em que pleiteia o cargo, a deputada afirma que convidou pessoalmente o ex-prefeito Odelmo Leão (PP) a ingressar no PSB, ratificando em nível municipal convite que já teria sido formalizado pelo presidente do partido e pré-candidato a presidente da República Eduardo Campos. Mistura difícil de imaginar no futuro do PSB.</p>
<p><strong>Uberlândia e Uberaba</strong></p>
<p>Em política, notícia boa sempre depende do ponto de vista de quem a analisa. Por exemplo: na sexta-feira, durante a abertura da Expozebu, o governador Antonio Anastasia anunciou a criação de uma delegacia rural para Uberaba. Será a primeira delegacia em Minas especializada no combate ao crime na zona rural. Notícia boa, certo? Não aos olhos dos ruralistas uberlandenses. Além de ser uma reivindicação antiga do Sindicato Rural de Uberlândia, os índices de criminalidade na zona rural da cidade extrapolam com folga os registrados na vizinha Uberaba. Agrada-se uns e desagrada-se outros.</p>
<p><strong>Cenário dos sonhos</strong></p>
<p>O grupo liderado pelo deputado Sérgio Lúcio de Almeida, o Tenente Lúcio (PDT), trabalha com dois cenários para as eleições de 2014. No primeiro, o mais provável, lançará um candidato a deputado estadual (Lúcio disputaria a reeleição) e um a deputado federal (provavelmente o presidente da Câmara, vereador Márcio Nobre do PSDC). Já o segundo cenário dependerá do futuro político do ex-prefeito Odelmo Leão. Lúcio acredita que Odelmo possa migrar para o PSB e ser candidato ao Senado, vice-governador ou mesmo governador liberando milhares de votos em potencial para deputado federal. Parece mais vontade do que uma possibilidade real na medida em que Odelmo tem enfatizado sempre que pode disputar vaga na Câmara dos Deputados.</p>
<p><strong>Attiê fora do PSDB</strong></p>
<p>O vereador Felipe Attiê (PSDB) afirma já ter um acordo formal tanto do diretório municipal quanto do estadual do PSDB para deixar a legenda. Pelo acordo, Attiê poderia se filiar a outro partido sem correr o risco de ter o mandato reivindicado pelos tucanos. O destino, no entanto, ainda é uma incógnita. Attiê afirma que será candidato a deputado estadual em 2014 e que a futura legenda será escolhida com base na viabilidade eleitoral e na abertura que o vereador terá para encaminhar projetos em nível estadual com destaque para a área de habitação. Segundo vereador mais bem votado em Uberlândia no ano passado, não faltarão convites a Felipe Attiê. Durante a gravação do “CORREIO TV Debate” que será exibido hoje, às 21h, no Canal da Gente (canal 15 da TV a cabo CTBC), o deputado Tenente Lúcio convidou o vereador tucano a integrar um dos partidos que orbitam em torno do deputado pedetista.</p>
<p><strong>CURTAS</strong></p>
<p>A abertura da Expozebu em Uberaba, na sexta-feira, foi pra lá de concorrida. Tanto na cerimônia oficial quanto nos eventos paralelos, responsáveis pelas articulações de bastidor.<br />
••••••<br />
Mais do que ver bois de raça, o foco do início da Expozebu foi a sucessão em Minas. O ex-presidente Lula, acompanhado do pré-candidato Fernando Pimental, começou a pavimentar a estratégia petista para as Gerais.</p>
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		<title>Visão em 2014</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Apr 2013 08:41:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cezar Honório Teixeira</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>O prefeito de Uberlândia, Gilmar Machado (PT), já tem bem delineado o posicionamento que adotará nas eleições do ano que vem. Vai apoiar abertamente a candidatura a deputado estadual do vereador petista Neivaldo Lima, atual líder do prefeito na Câmara Municipal. O prefeito também tem um compromisso de apoio ao peemedebista Adriano Zago. Pode apoiá-lo se decidir disputar uma vaga na Assembleia Legislativa ou garantir-lhe a posição de líder na Câmara de Vereadores, caso Neivaldo seja eleito deputado. Já para deputado federal, Gilmar não irá apoiar diretamente nenhum candidato. Tem um compromisso com o deputado federal Weliton Prado (PT) de não lançar candidato à Câmara.</p>
<p><strong>Torcida forte</strong></p>
<p>Além do prefeito, o vereador Neivaldo Lima terá nos suplentes do PT seus principais cabos eleitorais na provável eleição para deputado estadual. São ao menos três diretamente interessados no sucesso do Professor Neivaldo. O primeiro suplente Silésio Miranda, que assumiu graças à nomeação do colega Delfino Rodrigues para Secretaria Municipal de Habitação; o diretor da Empresa Municipal de Apoio e Manutenção Ismael Costa, segundo suplente com 1.449 votos, e o ex-vereador e atual presidente da Ferub, Aniceto Ferreira, todos do PT.</p>
<p><strong>Rumos do PDT</strong></p>
<p>Os movimentos do deputado estadual Sérgio Lúcio de Almeida (PDT), o Tenente Lúcio, sinalizando que poderia disputar uma vaga na Câmara dos Deputados no ano que vem não passam de fumaça para tentar confundir os adversários. Tenente Lúcio será candidato à reeleição para a Assembléia Legislativa e ponto final. O candidato a deputado federal do grupo liderado por Lúcio deverá ser o atual presidente da Câmara Municipal de Uberlândia, Márcio Nobre (PSDC). E não seria uma candidatura apenas para figuração pensando apenas na reeleição para vereador em 2016.</p>
<p><strong>Estrela em ascensão </strong></p>
<p>Há quem diga que o presidente da Câmara, vereador Márcio Nobre, teria boas chances de se eleger deputado federal. Primeiro por ter no pequeno PSDC uma legenda favorável por ter poucos medalhões e segundo por estar costurando uma base sólida junto ao eleitorado evangélico. Principalmente da Assembleia de Deus que lhe renderia votos por todo o Estado. Um entre tantos vereadores da legislatura passada, Nobre cresceu rapidamente depois que decidiu trocar a base do ex-prefeito Odelmo Leão pelo grupo que passaria a estruturar a campanha do hoje prefeito Gilmar Machado. Uma aposta arriscada na época que tem feito a diferença no presente (foi eleito presidente da Câmara) e ainda pode render grandes frutos no futuro.</p>
<p><strong>Tiro pela culatra</strong></p>
<p>O tiro saiu pela culatra. Ao tentar barrar a criação de novos partidos políticos restringindo o acesso ao tempo de TV e Fundo Partidário, o governo federal, liderado neste caso pelo PMDB, está conseguindo unir os três principais candidatos de oposição à Presidência da República. A movimentação que tem como objetivo atrapalhar os planos do PPS e do recém-criado Rede da Sustentabilidade, de Marina Silva, tem promovido uma aproximação entre a ex-senadora, o tucano Aécio Neves e o socialista Eduardo Campos.</p>
<p><strong>Um por todos&#8230;</strong></p>
<p>Aécio Neves, Marina Silva e Eduardo Campos começam a articular juntos o posicionamento da oposição em 2014. A costura poderá resultar numa estratégia de não agressão entre os três passando a focar as críticas na presidente Dilma Rousseff (PT). Uma união da oposição para tentar ao menos levar a eleição para o segundo turno. É impossível prever se o namoro iniciado em torno de uma questão de interesse mútuo resultará em compromisso nas eleições do ano que vem. De qualquer forma, ao que parece, o Palácio do Planalto pode ter pisado em falso ao tentar limitar a movimentação dos novos partidos da oposição.</p>
<p><strong>CURTAS</strong></p>
<p>Nada melhor do que um dia após o outro. O ditado também vale para a política. A reeleição foi aprovada pelo tucano Fernando Henrique Cardoso e agora outro tucano quer pôr fim à possibilidade de mandatos consecutivos.</p>
<p>••••••</p>
<p>O senador Aécio Neves quer que o mandato presidencial passe de quatro para cinco anos e que não seja mais permitida a reeleição. Seria uma forma de garantir a unidade do PSDB, leia-se tucanato paulista, em torno da candidatura mineira à presidência?</p>
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		<title>Mudança de planos</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Apr 2013 08:27:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cezar Honório Teixeira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Aos moradores e frequentadores da zona sul de Uberlândia informo que o projeto de prolongamento da rua da Carioca, dando acesso ao Uberlândia Shopping, passando por baixo do condomínio Gávea Paradiso, não deverá ser concretizado. A intenção da atual administração municipal é viabilizar uma nova ponte sobre o rio Uberabinha ligando o bairro Cidade Jardim, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aos moradores e frequentadores da zona sul de Uberlândia informo que o projeto de prolongamento da rua da Carioca, dando acesso ao Uberlândia Shopping, passando por baixo do condomínio Gávea Paradiso, não deverá ser concretizado. A intenção da atual administração municipal é viabilizar uma nova ponte sobre o rio Uberabinha ligando o bairro Cidade Jardim, na altura dos condomínios Roma e Barcelona, com a avenida que sairá direto no novo shopping. A justificativa da prefeitura para abortar o prolongamento da rua da Carioca é o fato de que o traçado teria que passar por uma área de preservação permanente. O problema é que a possível ponte não resolve o problema de quem precisa de um acesso alternativo que evite a avenida Nicomedes Alves dos Santos.</p>
<p><strong>Obras prioritárias</strong><br />
O prefeito Gilmar Machado disse que dos três viadutos sobre a avenida Rondon Pacheco que pretende construir durante os quatro anos de mandato (Francisco Galassi, Olegário Maciel e Paraná), o primeiro a sair do papel deverá ser o da rua Olegário Maciel. O prefeito espera fazer o viaduto no ano que vem com recursos próprios, se não conseguir verba estadual ou federal. A obra estará no orçamento de 2014, garantiu o prefeito. As revelações foram feitas pelo prefeito após a gravação do programa “CORREIO TV Debate” que será exibido hoje, às 21h, no Canal da Gente (canal 15 da TV a cabo CTBC).</p>
<p><strong>Política à mineira</strong><br />
A ex-primeira dama Ana Paula Junqueira postou no perfil pessoal do Facebook, na terça-feira, foto do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), pré-candidato a presidente no ano que vem, ao lado de um sorridente ex-prefeito Odelmo Leão (PP). Não é a primeira vez que Odelmo faz questão de tornar público encontro com o governador pernambucano. Em janeiro, em férias no Nordeste, Odelmo se encontrou com o ex-colega de congresso à beira mar. Depois de deixar-se fotografar ao lado de Campos, Odelmo isolou-se na fazenda que tem no Estado do Tocantins e não atende nem telefone.</p>
<p><strong>Sinais difusos</strong><br />
Por meio do perfil eletrônico da mulher, Odelmo Leão manda sinais de um futuro político incerto. Estaria o ex-prefeito de malas prontas para o PSB? Seria um sinal de rompimento com o aliado e pré-candidato à presidência pelo PSDB Aécio Neves? Ou simplesmente uma estratégia de posicionamento visando pressionar as lideranças tucanas mineiras no sentido de definir o futuro político-administrativo de Odelmo? Antes da derrota nas eleições municipais do ano passado, Odelmo era dado como figura certa no primeiro escalão do governador Antonio Anastasia (PSDB). Abril já está mais pra lá do que pra cá e até agora nada.</p>
<p><strong>CURTAS</strong><br />
O cenário de momento não é dos mais animadores para a provável candidatura a presidente em 2014 do senador mineiro Aécio Neves (PSDB). Além de ter problemas para unir o partido, principalmente, em seu reduto mais poderoso, que é São Paulo, Aécio não terá vida fácil para montar uma coligação que lhe garanta tempo de TV.</p>
<p>••••••<br />
Aliado de primeira hora do PSDB, o PPS anunciou ao mesmo tempo a fusão com o PMN e o provável apoio à candidatura presidencial do governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Presidente e fundador do PPS, o pernambucano Roberto Freire é aliado histórico da família Arraes desde os tempos em que o patriarca Miguel Arraes, avô do governador Eduardo, dava as cartas.</p>
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		<title>Viva o fisiologismo</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Apr 2013 08:46:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cezar Honório Teixeira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A formação de um novo bloco parlamentar na Câmara Municipal de Uberlândia repete a estratégia fisiologista utilizada na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. O lema destes blocos é: “juntos temos mais força para pressionar o Executivo a nos dar mais espaço”. O objetivo deste novo grupo formado por cinco vereadores do PSB, PSL, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A formação de um novo bloco parlamentar na Câmara Municipal de Uberlândia repete a estratégia fisiologista utilizada na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. O lema destes blocos é: “juntos temos mais força para pressionar o Executivo a nos dar mais espaço”. O objetivo deste novo grupo formado por cinco vereadores do PSB, PSL, PSC e PRB não é ganhar musculatura para barrar projetos que ferem os interesses da população. Muito menos ter votos suficientes para tentar aprovar alguma proposição que desagrade o Executivo, mas melhore a vida do eleitor. Também não está nas metas deste e dos outros “blocos” ter mais poder para fiscalizar as ações da prefeitura. O objetivo é um só: pressionar o prefeito por mais espaço. Leia-se, novas secretarias e mais cargos de confiança.</p>
<h3>De A a Z</h3>
<p>O modelo fisiologista em ação nas três esferas legislativas não é criação deste ou daquele partido. Trata-se de uma forma de governar praticada desde a eleição indireta do ex-presidente José Sarney, primeiro governo pós-regime militar. De lá para cá, a metodologia foi aprimorada durante os governos Fernando Collor, Itamar Franco e, principalmente, no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Com o governo Lula (PT), o sistema foi escancarado. Passou-se a admitir abertamente que a estratégia é escolher pessoas competentes para os cargos, chave e ratear os demais espaços no Executivo entre os partidos de aliados de A a Z.</p>
<h3>Coração de mãe</h3>
<p>O modelo fisiologista brasileiro de distribuição de cargos à revelia das qualificações técnicas tem dado ótimos resultados eleitorais na mesma proporção em que gera distorções administrativas. Hora por incompetência, hora por corrupção mesmo, o resultado tende a ir do ruim ao péssimo. Na posição de filhos que se espelham no pai, os municípios olham o exemplo do governo federal e reproduz o modelo país a fora. No atual modelo político nacional, é impossível ser Executivo sem compor com o Legislativo. Para acomodar gregos e troianos criam-se mais ministérios e secretarias para acomodar a galera. É a regra.</p>
<h3>Realidade local</h3>
<p>O modelo fisiológico está tão arraigado na administração pública nas três esferas administrativas que qualquer um que for eleito terá que manter as tetas à mostra para não inviabilizar o governo. Em Uberlândia, o último que tentou governar sem fazer todas as vontades dos vereadores foi o ex-prefeito Zaire Rezende (PMDB). Como consequência, terminou o mandato de forma melancólica sem conseguir aprovar nenhum projeto relevante na Câmara. Justiça seja feita, o ex-prefeito Odelmo Leão (PP) conseguiu, durante boa parte dos oito anos de governo, manter um padrão técnico acima da média nas secretarias ao custo da inimizade de muitos ex-aliados.</p>
<h3>Querendo mais</h3>
<p>O prefeito Gilmar Machado está no começo do primeiro mandato cujo planejamento administrativo é assumidamente para oito anos. Tem sido transparente na formação do governo deixando claro desde a campanha que os partidos aliados teriam espaço na Administração Municipal. Mesmo assim, viu o surgimento de um novo bloco no Legislativo formado por partidos insatisfeitos com o quinhão que lhes foi arrendado.</p>
<h3>Haja paciência</h3>
<p>Somada à eterna insatisfação dos aliados por falta de espaço, o prefeito de Uberlândia já deve ter feito uma avaliação do desempenho dos secretários municipais nos 100 primeiros dias de gestão. Deve ter olhado principalmente para a turma fruto de indicação política. Basta olhar para a cidade para saber que o trabalho está apenas começando. Há muito por fazer. A dúvida é quanto ao tamanho da paciência do prefeito. Em algumas pastas, a velocidade de execução está bem abaixo das metas traçadas e anunciadas em janeiro.</p>
<h3>Curtas</h3>
<p>O prefeito Gilmar Machado fará amanhã pela manhã na Prefeitura uma reunião de prestação de contas dos 100 primeiros dias da gestão petista. Além dos veículos de comunicação, foram convidados empresários e líderes comunitários.</p>
<p>••••••</p>
<p>A agenda do prefeito será apertada na segunda-feira. Depois do balanço dos 100 dias dará entrevistas e à tarde vai a Belo Horizonte participar de encontro do PT que contará com a presença da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula. A ordem é invadir desde já a praia do principal adversário em 2014.</p>
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		<title>Cenário de 2014</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Apr 2013 09:03:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cezar Honório Teixeira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estamos a cerca de um ano e meio para as eleições que definirão presidente, governadores, senadores e deputados. Ainda é cedo, mas em política sempre é possível exercitar a futurologia. Como de costume, deveremos ter um punhado de candidatos a deputado estadual. A maioria entrando na dança como forma de preparar o terreno para a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estamos a cerca de um ano e meio para as eleições que definirão presidente, governadores, senadores e deputados. Ainda é cedo, mas em política sempre é possível exercitar a futurologia. Como de costume, deveremos ter um punhado de candidatos a deputado estadual. A maioria entrando na dança como forma de preparar o terreno para a eleição de vereador em 2016. Como hoje temos nada menos do que cinco deputados no exercício do mandato, espera-se manter a mesma bancada a partir de 2015. Dos atuais, apenas Leonídio Bouças (PMDB), em função de restrições com a Justiça Eleitoral, não poderá tentar a reeleição. Os demais, Sérgio Lúcio de Almeida &#8211; o Tenente Lúcio (PDT), Elismar Prado (PT), Luiz Humberto Carneiro (PSDB) e Liza Prado (PSB), devem tentar a reeleição com boas chances de sucesso.</p>
<p>Lúcio para federal<br />
Entre os atuais deputados estaduais com base eleitoral em Uberlândia, apenas o pedetista Tenente Lúcio cogita tentar um “up grande” para a Câmara dos Deputados. Ele avalia que o número de candidatos a deputado federal será menor do que em anos anterior uma vez que a disputa tende a ser polarizada entre o petista Weliton Prado e o ex-prefeito Odelmo Leão (PP). Com quase 500 mil votos em disputa, Lúcio quer se posicionar como uma terceira via. Para o estrategista do PDT, bastaria pegar a sobra da disputa principal entre Odelmo e Weliton para conseguir um lugar ao sol na capital federal.</p>
<p>Ousadia arriscada<br />
Tentar trocar Belo Horizonte por Brasília é uma estratégia arriscada na medida em que o deputado Tenente Lúcio teria um caminho bem mais fácil se optasse pela reeleição. Se tiver sucesso na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados, ganharia ainda mais musculatura para a disputa de 2016. Por esta hipótese, sem sombra de dúvidas, a vaga de vice em uma provável chapa à reeleição de Gilmar Machado (PT) caberia ao grupo liderado pelo PDT. Por outro lado, se ficar sem mandato, Lúcio terá que partir do zero podendo, inclusive, perder a liderança do grupo que se consagrou nas urnas na disputa do ano passado. Em política é preciso ousar, mas a linha é tênue entre o sucesso e o fracasso para quem acaba dando um passo maior do que a perna.</p>
<p>Odelmo X Weliton<br />
Na disputa para deputado federal no próximo ano, o certo é que teremos uma briga acirrada entre Weliton Prado e Odelmo Leão para saber quem será o mais votado em Uberlândia. Nas eleições de 2010, Gilmar Machado foi o mais votado na cidade, mas Weliton teve mais votos, no total, por ter sido votado em todas as regiões do Estado. Não será fácil Odelmo conseguir mais votos do que Weliton Prado, no geral. Mesmo porque foram oito anos de mandato de prefeito dedicados ao município. É natural ter menos votos em outras cidades. Por isto, Odelmo deverá se contentar em ser majoritário em Uberlândia. Objetivo que Weliton Prado voltará a perseguir em 2014.</p>
<p>Fim de namoro<br />
Nesta semana, o governo Gilmar Machado completa 100 dias. Foi um início de muito trabalho, mas não foi possível cumprir todas as metas estabelecidas e anunciadas em janeiro. Natural para quem sai da teoria à prática. Ajustes no percurso são comuns em início de mandato, mas os novos gestores têm conseguido implementar a maior parte do que planejaram para a largada dos quatro anos de mandato. De qualquer forma, o período de “namoro” com a nova administração deve ser substituído por tempos de acompanhamento mais próximo e maior cobrança no cumprimento das metas de campanha. É o que se espera dentro do processo democrático.</p>
<p>Semana promete<br />
A semana passada foi pouco produtiva para o Legislativo uberlandense. Como o município adiou a apresentação de novos projetos para esta semana, tivemos um início das sessões ordinárias em banho-maria. Para esta semana, no entanto, o clima deve ser de agitação com a tramitação de projetos importantes. Entre eles, o que regulamenta a profissão de mototaxista na cidade. O lobby dos comerciantes instalados no perímetro urbano das rodovias que cortam a cidade também deve atuar fortemente. Como a tragédia que matou quatro pessoas e feriu 13, no dia 10 de março, na avenida Antônio Tomaz Ferreira de Resende, começa a ser esquecida, a questão econômica pode prevalecer.</p>
<p>CURTAS<br />
O que se espera de alguém que assume um cargo na administração pública é que tenha coragem de fazer mudanças.<br />
Para quem não foge da responsabilidade de mudar, saiba que a única certeza é que haverá insatisfeitos. O desafio é não recuar diante da pressão para que tudo continue como sempre.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Declaração de voto</title>
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		<pubDate>Sun, 31 Mar 2013 09:36:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cezar Honório Teixeira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[coluna]]></category>
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		<description><![CDATA[Ainda falta exato um ano e meio para as eleições, mas já escolhi o meu candidato a presidente. Darei meu voto ao candidato que se comprometer a fazer as reformas estruturais no país, adiadas desde o fim da ditadura militar. Quero eleger um candidato realmente comprometido em realizar a reforma tributária, mesmo que ela implique [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda falta exato um ano e meio para as eleições, mas já escolhi o meu candidato a presidente. Darei meu voto ao candidato que se comprometer a fazer as reformas estruturais no país, adiadas desde o fim da ditadura militar. Quero eleger um candidato realmente comprometido em realizar a reforma tributária, mesmo que ela implique uma redução na geração de caixa da União e na descentralização da receita em benefício de estados e municípios. Vou dar meu voto a quem também se comprometer a fazer nos primeiros seis meses de governo a reforma política, mesmo que isto signifique desagradar a gregos e troianos a partir de uma redução drástica no numero de legendas, base para o fisiologismo que fez o número de ministérios chegar a 40.</p>
<h3>Legado histórico</h3>
<p>O Brasil vive hoje, graças aos governos Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, uma situação próxima ao pleno emprego, mesmo a maioria dos postos de trabalho sendo de baixa qualificação. Não há espaço para o retorno da inflação e, apesar da ingerência do governo federal em estatais como a Petrobras, cumprimos contratos. Ainda temos séculos de atraso no combate à corrupção. Mas o cenário já permite dizer que somos uma democracia razoavelmente consolidada. Temos sérios problemas de infraestrutura, principalmente em portos e no transporte ferroviário praticamente inexistente. Mas avançamos consideravelmente no setor rodoviário. Portanto, chegou o momento de aprofundar o processo de transformação do país.</p>
<h3>Eu quero mais</h3>
<p>Por isto, tomei a decisão de não votar em candidato a presidente que não se comprometer claramente em levar a cabo as reformas estruturais necessárias para o Brasil avançar. Meu candidato deverá ter coragem para defender publicamente a revisão do pacto federativo em favor de Estados e municípios, dizendo como fará esta transição, e assumir o compromisso de liderar uma reforma política que reduza para, no máximo, cinco, o número de partidos. Em suma, meu presidenciável será aquele que se dispuser a mexer em questões essenciais, como o modelo das universidades públicas, que consomem rios de dinheiro sem o devido retorno à população que as sustenta. Espero não chegar a outubro de 2014 sem um candidato a presidente à altura das minhas expectativas.</p>
<h3>Café com leite</h3>
<p>Nenhuma surpresa na passagem do senador Aécio Neves (PSDB) por São Paulo. Fernando Henrique Cardoso puxou o coro a favor da candidatura a presidente do mineiro e o governador Geraldo Alckmin discursou no evento defendendo que Aécio assuma a presidência da legenda. Por enquanto, apenas a presidência do PSDB. O ex-governador José Serra arrumou uma viagem internacional para não comparecer.</p>
<h3>“Banho de povo”</h3>
<p>O fato é que o evento organizado pelos tucanos paulistas em apoio ao senador Aécio Neves não empolgou. Será preciso bem mais para o PSDB de São Paulo marchar unido em 2014 sob a batuta de Aécio. O que se viu nos discursos foi um Aécio ainda pouco à vontade entre os tucanos paulistas, um Geraldo Alckmin medindo as palavras e um FHC pregando um “banho de povo” ao partido. Este talvez seja o grande desafio de Aécio Neves e companhia, tomar um banho de povo. O PSDB já provou que tem competência administrativa por meio dos principais estados brasileiros. Por outro lado, continua sendo um partido elitizado. Tem sérias dificuldades para acessar as classes C, D e E. E sem empolgar este pessoal, que corresponde a mais de 70% do eleitorado, não há possibilidade de sucesso na disputa pela presidência.</p>
<h3>Curtas</h3>
<p>O bloco liderado pelo PDT marcha aparentemente unido em Uberlândia. Na quarta-feira à noite, uma mesa prá lá de influente na atual administração municipal chamava a atenção em um bar do bairro Santa Maria.</p>
<p>••••••</p>
<p>Na tal mesa, conversam, certamente sobre política, o líder do grupo, deputado estadual Sérgio Lúcio de Almeida, o Tenente Lúcio, o secretário municipal de Trânsito e Transportes, Alexandre Andrade, e o secretário municipal de Desenvolvimento Social, Murilo Ferreira. Todos pedetistas de carteirinha.</p>
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		<title>Gilmar, o político</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Mar 2013 09:12:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cezar Honório Teixeira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cézar Honório]]></category>
		<category><![CDATA[Frente e verso]]></category>

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		<description><![CDATA[Não há como negar que o prefeito Gilmar Machado (PT) está conseguindo conciliar bem as agendas administrativa e política. Os compromissos do prefeito de Uberlândia na última semana é uma prova disso. Gilmar recebeu quatro secretários de Estado, um ministro, um ex-ministro e um desembargador do Tribunal de Justiça. Sem contar que na terça-feira foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não há como negar que o prefeito Gilmar Machado (PT) está conseguindo conciliar bem as agendas administrativa e política. Os compromissos do prefeito de Uberlândia na última semana é uma prova disso. Gilmar recebeu quatro secretários de Estado, um ministro, um ex-ministro e um desembargador do Tribunal de Justiça. Sem contar que na terça-feira foi a Belo Horizonte para audiência com o governador Antônio Anastasia (PSDB). Um desavisado que analisasse os compromissos do prefeito de Uberlândia da última semana garantiria, sem medo de errar, se tratar da agenda de um político aliado ao governo do Estado.</p>
<h3>Aliado ou oposição?</h3>
<p>Passaram pelo gabinete do prefeito Gilmar Machado Elmiro Nascimento (DEM), secretário de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Zé Silva (PDT) secretário de Estado de Trabalho e Emprego, e Narcio Rodrigues (PSDB) secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Na sexta-feira (22), o prefeito esteve com o secretário de Estado de Defesa Social, Rômulo Ferraz, acompanhado pelo comandante geral da PMMG, Coronel Márcio Martins Sant´Ana, e pelo chefe da Polícia Civil em Minas, Cylton Brandão da Matta. A semana ainda teve o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, e o ex-ministro da Saúde, Adib Jatene.</p>
<h3>Longo prazo</h3>
<p>O prefeito Gilmar Machado sabe da importância de Uberlândia, com seus quase meio milhão de eleitores, para o contexto regional e nacional. Principalmente com vistas às eleições de 2014. O governador Antonio Anastasia também. Mesmo sabendo que o prefeito de Uberlândia é aliado de primeira ordem da presidente Dilma Rousseff (PT), o bom relacionamento com o prefeito local pode gerar dividendos políticos ao menos nas eleições para governador. Dependendo do candidato lançado pelo PT, Gilmar poderá fazer mais ou menos força para angariar votos no maior colégio eleitoral de Minas, depois da capital BH.</p>
<h3>Movimentação interna</h3>
<p>A agenda do prefeito Gilmar Machado, recheada de encontros políticos, nada mais é do que o reflexo da antecipação da disputa para presidente e governador que ocorrerá somente em outubro do ano que vem. Mesmo sendo petista de carteirinha, Gilmar sabe que o PSDB do pré-candidato a presidente Aécio Neves terá que buscar todos os tipos de acordos regionais. Principalmente porque na oposição tucana, por enquanto, não há garantia nem de unidade interna. A reunião entre o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), com o ex-governador tucano José Serra (PSDB), também nesta semana, mostra que boa parte dos paulistas ainda não engoliu a candidatura Aécio. Aliás, a movimentação de José Serra foi um sinal forte de alerta para o PSDB. Com unidade interna o desafio já é grande. Com fogo amigo, nem vale a pena tentar.</p>
<h3>Curtas</h3>
<p>O PSB nacional terá que se decidir em breve. O PT está fazendo vista grossa frente à movimentação do governador pernambucano Eduardo Campos porque entende que ainda traz mais benefícios do que malefícios. Estratégia que não durará para sempre.</p>
<p>••••••</p>
<p>A semana foi de notícias ruins para a oposição. José Serra dando munição ao PSB e pesquisa colocando a aprovação da presidente Dilma Rousseff nas alturas. Sem um fato novo capaz de abalar o governo, a vida da oposição será bem difícil em 2014.</p>
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		<title>Gilmar, o político</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Mar 2013 08:50:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cezar Honório Teixeira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Gilmar Machado]]></category>
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		<description><![CDATA[Não há como negar que o prefeito Gilmar Machado (PT) está conseguindo conciliar bem as agendas administrativa e política. Os compromissos do prefeito de Uberlândia na última semana é uma prova disso. Gilmar recebeu quatro secretários de Estado, um ministro, um ex-ministro e um desembargador do Tribunal de Justiça. Sem contar que na terça-feira foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não há como negar que o prefeito Gilmar Machado (PT) está conseguindo conciliar bem as agendas administrativa e política. Os compromissos do prefeito de Uberlândia na última semana é uma prova disso. Gilmar recebeu quatro secretários de Estado, um ministro, um ex-ministro e um desembargador do Tribunal de Justiça. Sem contar que na terça-feira foi a Belo Horizonte para audiência com o governador Antônio Anastasia (PSDB). Um desavisado que analisasse os compromissos do prefeito de Uberlândia da última semana garantiria, sem medo de errar, se tratar da agenda de um político aliado ao governo do Estado.</p>
<p><strong>Aliado ou oposição?</strong><br />
Passaram pelo gabinete do prefeito Gilmar Machado Elmiro Nascimento (DEM), secretário de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Zé Silva (PDT) secretário de Estado de Trabalho e Emprego, e Narcio Rodrigues (PSDB) secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Na sexta-feira (22), o prefeito esteve com o secretário de Estado de Defesa Social, Rômulo Ferraz, acompanhado pelo comandante geral da PMMG, Coronel Márcio Martins Sant´Ana, e pelo chefe da Polícia Civil em Minas, Cylton Brandão da Matta. A semana ainda teve o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, e o ex-ministro da Saúde, Adib Jatene.</p>
<p><strong>Longo prazo</strong><br />
O prefeito Gilmar Machado sabe da importância de Uberlândia, com seus quase meio milhão de eleitores, para o contexto regional e nacional. Principalmente com vistas às eleições de 2014. O governador Antonio Anastasia também. Mesmo sabendo que o prefeito de Uberlândia é aliado de primeira ordem da presidente Dilma Rousseff (PT), o bom relacionamento com o prefeito local pode gerar dividendos políticos ao menos nas eleições para governador. Dependendo do candidato lançado pelo PT, Gilmar poderá fazer mais ou menos força para angariar votos no maior colégio eleitoral de Minas, depois da capital BH.</p>
<p><strong>Movimentação interna</strong><br />
A agenda do prefeito Gilmar Machado, recheada de encontros políticos, nada mais é do que o reflexo da antecipação da disputa para presidente e governador que ocorrerá somente em outubro do ano que vem. Mesmo sendo petista de carteirinha, Gilmar sabe que o PSDB do pré-candidato a presidente Aécio Neves terá que buscar todos os tipos de acordos regionais. Principalmente porque na oposição tucana, por enquanto, não há garantia nem de unidade interna. A reunião entre o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), com o ex-governador tucano José Serra (PSDB), também nesta semana, mostra que boa parte dos paulistas ainda não engoliu a candidatura Aécio. Aliás, a movimentação de José Serra foi um sinal forte de alerta para o PSDB. Com unidade interna o desafio já é grande. Com fogo amigo, nem vale a pena tentar.</p>
<p><strong>CURTAS</strong><br />
O PSB nacional terá que se decidir em breve. O PT está fazendo vista grossa frente à movimentação do governador pernambucano Eduardo Campos porque entende que ainda traz mais benefícios do que malefícios. Estratégia que não durará para sempre.<br />
••••••<br />
A semana foi de notícias ruins para a oposição. José Serra dando munição ao PSB e pesquisa colocando a aprovação da presidente Dilma Rousseff nas alturas. Sem um fato novo capaz de abalar o governo, a vida da oposição será bem difícil em 2014.</p>
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		<title>Fingindo de morto</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Mar 2013 08:51:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cezar Honório Teixeira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O prefeito Gilmar Machado (PT) está cobrando a redução de 20% dos cargos comissionados em todas as secretarias municipais. A promessa de campanha do prefeito tem encontrado alguma resistência em determinadas pastas. Tem secretário fingindo-se de “morto” para ver se consegue manter o efetivo. Difícil, na medida em que a secretária de Governo Rosângela Paniago [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O prefeito Gilmar Machado (PT) está cobrando a redução de 20% dos cargos comissionados em todas as secretarias municipais. A promessa de campanha do prefeito tem encontrado alguma resistência em determinadas pastas. Tem secretário fingindo-se de “morto” para ver se consegue manter o efetivo. Difícil, na medida em que a secretária de Governo Rosângela Paniago está de olho no cumprimento da meta reportando diretamente ao prefeito e marido os casos em que há resistência ou demora na execução. O que significa dizer que o secretário que tentar passar despercebido pode é acabar sendo ele próprio “descontinuado” da Administração Municipal.</p>
<p>Reduzir para<br />
crescer</p>
<p>A necessidade de reduzir os cargos comissionados na prefeitura de Uberlândia, além de promessa de campanha, está relacionada à reforma administrativa. Ao que parece, a reforma que, entre outras coisas criará subsecretários em praticamente todas as pastas, pode ficar para abril. A tônica da reforma deverá girar em torno da estratégia do prefeito de qualificar a alta gestão municipal. Ou seja, troca-se um monte de cargos comissionados com baixos salários normalmente usados para agasalhar correligionários de vereadores e secretários por cargos de gestão com salários compatíveis aos pagos pela iniciativa privada. O risco é criar os novos cargos e não conseguir cumprir os 20% de redução nas funções antigas. Aí o orçamento que já está apertado vai literalmente para o espaço. O prefeito não quer nem ouvir falar desta possibilidade.<br />
<strong>“Voluntários”</strong></p>
<p>Há partidos da base aliada na Câmara Municipal de Uberlândia querendo implantar o modelo petista de doações partidárias. Funcionaria assim: servidor em cargo de confiança passaria a repassar 5% do salário ao partido que o indicou. Até aí, tudo bem. Afinal, trata-se de algo voluntário. No PT, ao menos até onde se sabe, a contribuição é realmente voluntária. O problema é que, no caso em questão, não seria tão voluntária assim. Os servidores estariam sendo intimados a filiarem-se a um determinado partido para repassarem a doação. Quem não “aderir”, tchau, tchau&#8230;<br />
<strong>Discurso invertido</strong></p>
<p>“Faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço.” O ditado popular é antigo mas não sai de moda. Pode ser usado perfeitamente para ilustrar a postura da bancada de situação da Câmara de Vereadores de Uberlândia, liderada pelo PT, frente ao projeto de lei do Executivo que prevê aumento de 25% na conta de água. Quando era oposição, o PT fazia coro para criticar as propostas de aumento da tarifa do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae). Para piorar, do ponto de vista da coerência histórica, os argumentos usados pelos petistas são exatamente os mesmos utilizados pelos antecessores. O primeiro: necessidade de novos investimentos na capitação de água e manutenção da rede. O segundo: o preço da água tratada pelo Dmae é mais de 40% mais baixo do que o praticado pela Copasa no restante do Estado.<br />
<strong>Jogo de xadrez</strong></p>
<p>Na quinta-feira o colunista Ivan Santos colocou lenha na fogueira ao expor a movimentação em Minas com vistas à eleição presidencial de 2014. No centro da análise estava o PMDB do ex-ministro das Comunicações Hélio Costa. A tese é de que Costa estaria atuando no sentido de abrir espaço no Estado para o governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), pré-candidato a presidente. O próprio Costa apareceria como potencial candidato a vice-presidente numa eventual chapa encabeçada por Campos. A mais de um ano para a eleição, um cenário improvável, mas que estaria em construção.<br />
<strong>Alvo duplo</strong></p>
<p>Se isolarmos o PMDB mineiro da cúpula nacional, passa a ter lógica a teoria que coloca Hélio Costa como vice numa aliança com o PSB de Eduardo Campos. Além de prejudicar a provável candidatura a presidente do senador Aécio Neves (PSDB), seria uma forma de vingar a falta de apoio do PT mineiro sob a batuta do ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, pré-candidato ao governo de Minas em 2014. Hélio Costa mataria dois coelhos de uma vez só.<br />
<strong>Improvável</strong></p>
<p>Na prática, no entanto, a possibilidade de uma aliança do PMDB mineiro com o PSB na disputa para presidente é praticamente nula. Isto só ocorreria a partir de um improvável rompimento do PMDB com o PT em nível nacional. Assim, para o ex-ministro Hélio Costa, uma alternativa seria mudar de legenda na tentativa de criar musculatura suficiente para atrair o interesse do socialista Eduardo Campos, que, com certeza, buscará um candidato a vice do Sudeste, caso realmente saia candidato a presidente no ano que vem.</p>
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