Ainda o combate às drogas
O novo presidente da Câmara Federal, Marco Maia (PT), logo após tomar posse na última terça-feira, anunciou algumas votações prioritárias, entre as quais “um projeto de combate às drogas”. Deverá ser mais um projeto recheado de repressão policial e ampliação de presídios de segurança máxima para recolher traficantes. Na verdade, prender operadores do tráfico, porque os traficantes continuarão a viver tranquilamente em apartamentos de luxo no Rio de Janeiro, São Paulo, Miami ou Mônaco. Há um século, a polícia persegue “traficantes de drogas” no Brasil e no mundo. Mesmo assim, o consumo de maconha, crack e cocaína cresce vertical e horizontalmente na face da terra. Consumo de drogas é vício e vício não se combate com repressão policial! Nos Estados Unidos, a Lei Seca que proibiu o consumo de bebidas alcoólicas originou o tráfico e criou o famoso traficante Al Capone. O mal só acabou quando o Congresso revogou a Lei Seca. O comércio de bebidas alcoólicas se tornou livre e a sociedade foi obrigada a conviver com o vício que leva milhares de pessoas em todo o mundo a consumirem bebidas alcoólicas. Algumas bebem moderadamente e outras, até hoje, embriagam-se estupidamente. Várias criaturas morrem de beber. Os deputados atuais bem que poderiam aproveitar o momento das discussões e votação de uma lei sobre drogas, para liberar todas e deixar à sociedade a convivência com o problema. Vício não se combate com repressão policial. Há muito tempo os cientistas sabem disto. Só os políticos e os crédulos acreditam que prisão pode deter o tráfico.
Reunião estéril
No mês passado, a Comissão Global sobre Drogas encerrou uma reunião em Genebra (Suíça), sob a coordenação do ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso. Houve discussões polêmicas sobre o assunto e, particularmente, sobre a melhor maneira de combater o tráfico de drogas e as consequências dele derivadas. Foram debates estéreis.
Ilustríssimos
Participaram também das discussões representantes da Europa e os ex-presidentes César Gaviria, da Colômbia e Ernesto Zedillo, do México. Este defendeu a descriminalização da maconha, por ser, segundo ele, “uma droga de uso majoritário no mundo (90% do consumo mundial de drogas) e cujos malefícios são comparados aos do álcool e do fumo”.
Dura realidade
Em 30 anos, nos Estados Unidos, o número de presos condenados por crimes relacionados com as drogas subiu de 50 mil para 500 mil. Hoje, naquele país, em cada quatro prisões, uma é por drogas. Enquanto isso, o preço das drogas por lá está estabilizado ou decresce, e o consumo aumenta aceleradamente. Não é assim também no Brasil atualmente?
-
Quotes Life disse:29/04/11 1:20
Me alegro de ser un visitante de este blog! , Lo aprecio por la información! .
Comentários 1