As centrais e o poder político
Os sindicalistas entrincheirados nas Centrais Sindicais estão em pé de guerra e ameaçam a presidente da República Dilma Rousseff só porque ela não aceitou a pressão deles para aumentar a proposta de salário mínimo de R$ 545 para R$ 580. Enganam-se os que pensarem que os ilustres sindicalistas defendem os salários dos trabalhadores que recebem o mínimo. Na verdade, os sindicalistas que deitaram e rolaram no governo do presidente Lula estão é com receio de perder a influência a as gordas tetas nas quais mamaram suculentamente e posaram como defensores dos trabalhadores brasileiros.
Luta pelo poder
Na verdade, a defesa de maior reajuste para ao salário mínimo, feita hoje por Centrais Sindicais, é apenas um pretexto para disputar poder no núcleo decisório do atual governo da República e dobrar a presidente Dilma Rousseff para que ela lhes garanta as benesses e bondades concedidas pelo presidente Lula da Silva. Na última segunda-feira, o presidente da CUT, Wagner Gomes, reagiu à afirmação de Lula que chamou os sindicalistas de oportunistas porque não concordam com o salário mínimo de R$ 545. E explicou: “Não somos oportunistas; Ele (Lula da Silva) perdeu uma ótima oportunidade de ficar calado”.
Comparação
O mundo dá várias voltas. Hoje Lula não tem a caneta que libera recursos do Orçamento Público nem pode distribuir bondades. Quem tem esse poder hoje é Dilma. Por isto o presidente da CUT reagiu contra o ex-líder e se mantém cordeirinho com Dilma. Continua a valer o ditado secular que diz: Rei, morto, rei posto. As Centrais são oportunistas!
Imposições
Lula aceitou imposições das Centrais Sindicais porque não queria mobilizações nem chantagens no ano eleitoral. Por causa desta postura, o presidente da CUT disse, na segunda-feira passada, o seguinte: “Não somos oportunistas. Ajudamos quando ele (Lula) estava no governo e ajudamos a eleger a candidata dele à Presidência”. É muito lindo!
Força política
Na reunião com a presidente Dilma, os sindicalistas impuseram também um desconto especial na Tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física. Esta reivindicação a presidente Dilma parece disposta a analisar. Na verdade, as Centrais querem é mostrar que têm força e que são ouvidas pela chefe do Governo. Elas querem ser como partidos políticos.
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