Ivan Santos

Discussões sociais, políticas e econômicas

Ivan Santos A coluna é assinada pelo jornalista Ivan Santos e discute o processo político, econômico e social. Ela é publicada diariamente no jornal CORREIO de Uberlândia.

18/02/2011 6:00

Primeira vitória de Dilma

Jornalista

A presidente Dilma Rousseff jogou pesado, pressionou partidos aliados e conseguiu aprovar o Salário Mínimo de R$ 545,00. Consegui mais: o direito de reajustar o Mínimo por decreto até 2015, um ano após encerrar o mandato na Presidência da República. A oposição, capitaneada pelo PSDB e sustentada pelo DEM foi inexpressiva. A Situação, comandada por controle remoto a partir do Palácio do Planalto garantiu 361 votos a favor da proposta do Governo e a oposição só reuniu modestos 120 votos. Neste primeiro confronto a chefe do Governo deu as cartas, jogou de mão e ganhou a parada.

Chumbo trocado

O PMDB votou unido porque após a aprovação da matéria no Senado, com certeza, apresentará uma baita fatura a ser paga pelo Governo. A manifestação de apoio maciço na Câmara ao Palácio do Planalto tem um preço que não ficará sem cobrança na forma de cargos para nomear “cumpanheiros”, liberação de emendas parlamentares e distribuição de “carinhos” e “bondades” para os aliados do trono. Dona Dilma que se prepare porque a cobrança virá e forte. As pressões do governo sobre a Base Aliada foram muito fortes e, como toda ação gera uma reação em sentido contrário, virá chumbo muito grosso do sul para o norte.

A vitória

A vitória do Governo na votação do Salário Mínimo foi maiúscula. O projeto aprovado na Câmara, além de fixar o valor do Mínimo para 2011, estabelece ainda uma política de reajustes do Mínimo por decreto. A Câmara Federal deu um cheque em branco à Presidente Dilma Rousseff para que ela possa reajustar o Mínimo como quiser, por quatro anos.

Festival caro

O jornal “O Estado de São Paulo” informou ontem que “nos primeiros 11 dias de fevereiro, às vésperas da votação do valor do novo Salário Mínimo, o governo pagou R$ 653,7 milhões de gastos autorizados ou ampliados por meio de emendas parlamentares. O ritmo de liberação de verbas públicas nesse período aumentou 441% em relação a janeiro”.

A fatura

O PMDB já tem uma enorme lista de cargos no segundo e no terceiro escalões para os quais vai pedir a nomeação de “cumapanheiros de jornadas eleitorais”. Se o governo não atender aos pedidos do Partidão e os dos outros aliados, não haverá nenhuma dúvida: vai haver bububu no bobobó recheado de ri-fi-fi. O apoio ao governo tem preço. Caro!

Comentários (3)

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  1. Diógenes Pereira da Silva disse:18/02/11 10:33

    Ilustre Ivan Santos! Como …Guimarães Rosa….. “Atrás de morro, tem morro”, ou quem sabe a letra da música de Tom Jobim “Abram alas pro morro Tamborim vai falar
    É 1, é 2, é 3, é 100. É 100 a batucar O morro não tem vez Mas se derem vez ao morro
    O mundo inteiro vai cantar Vai cantar, vai cantar”.

    É assim que assiste-se os eleitores as ações do governo em favor dos seus pleitos, desde Luiz Inácio Lula da Silva. Quem acata, apoia, em muitos casos as ações governamentais, depois cobra um pedágio, e é dessa forma, que a política de governo tem agido com relação à oposição. No entanto, essas situações acabam por desencadear prejuízos a boa gestão pública e macular a imagem, principalmente da seriedade política do país. Pois quem dá algum coisa, não sendo em prol da boa gestão pública, um dia vai cobrar. O interesse dos nossos governantes precisam ser meramente públicos e não manobra política para abrilhantar pretensões de cargos, sejam qual escalão for…..

    Responder
  2. Diógenes Pereira da Silva disse:18/02/11 10:38

    lustre Ivan Santos! Como …Guimarães Rosa….. “Atrás de morro, tem morro”, ou quem sabe a letra da música de Tom Jobim “Abram alas pro morro Tamborim vai falar
    É 1, é 2, é 3, é 100. É 100 a batucar O morro não tem vez Mas se derem vez ao morro
    O mundo inteiro vai cantar Vai cantar, vai cantar”.
    É assim que assistem os eleitores as ações do governo em favor dos seus pleitos, desde Luiz Inácio Lula da Silva. Quem acata, apoia, em muitos casos as ações governamentais, depois cobra um pedágio, e é dessa forma, que a política de governo tem agido com relação à oposição. No entanto, essas situações acabam por desencadear prejuízos a boa gestão pública e macular a imagem, principalmente da seriedade política do país. Pois quem dá algum coisa, não sendo em prol da boa gestão pública, um dia vai cobrar. O interesse dos nossos governantes precisam ser meramente públicos e não manobra política para abrilhantar pretensões de cargos, sejam qual escalão for…..

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  3. Mário Borges disse:18/02/11 10:40

    Ivan Santos, voce já percebeu que o novo Governo e a mídia amestrada estão desconstruindo o Governo Lula ? Ele faz de tudo para aparecer e nada da imprensa noticiar, já visitou o José Alencar, foi fazer compras na feira e nada apareceu na mídia, agora diz que vai ao Carnaval carioca e depois começa a fazer o seu governo Paralelo, já convocou alguns meliantes conhecidos, tais como Okamoto, Delúbio, Valdomiro, pode ?????

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