Desaquecimento da economia
O modelo de desenvolvimento sustentado do Brasil, aquecido nos dois mandatos do presidente Lula até o início da crise financeira mundial em 2008, foi financiado pela abundância internacional de crédito com juros baixos. Os bancos tomaram dinheiro emprestado lá fora e repassaram os recursos no Brasil a juros pornográficos. Ganharam muito dinheiro! O governo também lançou títulos da dívida pública, aumentou a dívida interna e com dólares baratos pagou a dívida do País ao FMI. Foi um festival deslumbrante!
A dívida pública do País está em mais de R$ 2 trilhões e agora chegou a hora de pagar as contas. O governo de Dona Dilma precisa economizar mais de R$ 100 bilhões por ano só para pagar os serviços das dívidas infladas por mestre Lula. Vamos passar longo tempo de vacas magras. Esta é nossa dura realidade. Acabou o Festival. Para poder competir nos mercados internacionais, a indústria brasileira precisa investir em novas tecnologias, porque as manufaturas nacionais perdem mercados no exterior.
É preciso mudar a política industrial para que o Brasil possa ser competitivo. As empresas nacionais tendem a continuar emperradas, se o Governo continuar a cobrar 35% do PIB em impostos, taxas e contribuições. Na hora de discutir uma reforma tributária, é preciso dizer aos deputados que seguem a orientação de Tiririca e de Romário que hoje não há clima no Brasil para jogos lúdicos ou fantasias festivas no processo de produção de bens econômicos no mundo globalizado.
Ou o país oferece aos agentes econômicos a capacidade de competir, ou haverá crise econômica e social. Esta é uma realidade nua e crua que os políticos assistencialistas insistem em ignorar. Para que não haja ilusão coletiva é preciso saber que, nos países do Primeiro Mundo, o Brasil ainda é visto como área em processo de desenvolvimento e com infraestrutura mais do que sucateada nos quatro pontos cardeais.
REFORMAS
Tiririca, Romário e todos os eleitos que estão no Congresso precisam esquecer um pouco as obras da Copa do Mundo e as Olimpíadas de 2016 para que possam cuidar das reformas inadiáveis, a fim de evitar que o Brasil mergulhe numa danosa recessão econômica. É preciso cuidar, com urgência, de uma reforma tributária que desonere a produção e modernizar a indústria nacional para enfrentar a concorrência global.
DESACELERAÇÃO
O Governo da presidente Dilma aplica, de forma consciente, uma desaceleração da economia nacional. Começou com a retirada de R$ 60 bilhões do mercado através do aumento dos depósitos compulsórios dos bancos e, agora, acena com um corte de R$ 50 bilhões do Orçamento da República. A desaceleração da economia só será sentida pela Tigrada após, pelo menos, seis meses das medidas já anunciadas.
CRISE E MAROLA
Nos últimos dois anos do segundo mandato do governo passado ocorreu a crise financeira internacional que o presidente Lula considerou uma “simples marolinha”. Para enfrentar a marolinha, Lula injetou dinheiro do tesouro nos bancos estatais, mandou financiar o consumo mediante crédito farto e de longo prazo, reduziu impostos, aumentou a dívida pública e desequilibrou as contas do Governo. Dilma vai pagar a festa.
DURA REALIDADE
Depois do vendaval, chegou a hora de pagar as contas. Dilma recebeu de Lula uma herança fantástica e começou a impor um regime de austeridade com controle prudencial no salário mínimo e, para dourar a pílula dada à Tigrada, anunciou um pífio aumento nos repasses do Programa Bolsa Família. A população nem sentiu o valor do aumento, que dá para comprar duas garrafas de pinga de terceira. Mas o Brasil continua lindo!
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EUSTAQUIO NUNES LOPES disse:07/03/11 8:35
PREZADO IVAN, VOÇE NUNCA FALOU UMA COISA TÃO CERTA, AGORA É QUE VAMOS PAGAR AS DIVIDAS, E O SETOR QUE ESTA MAIS SENTINDO É O IMOBILIARIO VOÇE LANÇA UM PRODUTO NÃO VENDE AI TEM QUE DAR TODOS OS MOVEIS E AINDA BANCAR A ENTRADA, NO BRASIL ESTA COMEÇANDO A BOLHA IMOBILIARIA, HOJE TEMOS 10 PRODUTOS PARA 03 COMPRADORES, COMO FICA A FARRA IMOBILIARIA. A PESSOA VENDE A ROUPA DO CORPO PARA SER CONSTRUTOR, TEM MAIS CONSTRUTOR QUE CLIENTE.
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Diógenes Pereira da Silva disse:07/03/11 10:34
Os brasileiros não estão preocupados com o aquecimento ou não da economia. Prova maior disso, é a festa do carnaval, nos grandes centros urbanos, agora também expandido para várias cidades do interior do país. Os que mais reclamam, estão viajando e festejando, alguns chegam a fazer empréstimos para curtir o carnaval, outros mais precavidos e orientados por uma boa administração financeira, pagam pacotes ou fazem gestão no sentido de planejar as férias e o carnaval de forma inteligente e que não traga tormenta posterior. Depois dos gastos públicos milionários com o carnaval, virão as obras da Copa do Mundo e posterior a das olimpíadas, que aumentarão ainda mais os gastos públicos, principalmente do governo federal. Parece que o Brasil, não preocupa-se com o futuro, e diante disso, é só festa… Pensem se o Rio de Janeiro diminuísse os gastos com o carnaval, só um pouquinho e aplicasse esses recursos em saúde e segurança pública…. Cada povo tem os governantes que merecem…… Não será fácil para a presidente Dilma, gerenciar a crise que se apresentará em um futuro breve, mas no final, todos pagam as contas, mesmo aqueles que apreciam de longe as festividades do carnaval e outras.
Quem está preocupado com o futuro da economia do país…… O Governador Cabral é que não é!!!!!
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