Ivan Santos

Discussões sociais, políticas e econômicas

Ivan Santos A coluna é assinada pelo jornalista Ivan Santos e discute o processo político, econômico e social. Ela é publicada diariamente no jornal CORREIO de Uberlândia.

16/03/2011 6:00

Reforma ministerial

Jornalista

Do fim da semana passada até ontem correram em Brasília e nas principais capitais do País, insistentes boatos sobre uma reforma ministerial de emergência a ser executada pela presidente Dilma. Reforma ministerial a menos de 100 dias de governo é, indiscutivelmente, especial. Segundo o falatório que se espalhou nas searas políticas, a chefe do Governo estaria insatisfeita com o desempenho de alguns ministros. Estariam na alça de mira para serem afastados do Governo a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, cercada de críticos da esquerda radical por todos os lados; o ministro da Educação, Fernando Haddad; o titular da Pasta do Turismo, Pedro Novaes; o desgastado ministro dos Esportes, Orlando Silva; e até o badalado ministro da Fazenda, Guido Mantega. Por enquanto o que há no espaço político é muita falação sobre reforma ministerial prematura, mas a sabedoria dos sertanejos mineiros indica que onde há fumaça, há fogo. Onde a boataria cresce, quem tem poder e manda, pode dizer que “fulano e beltrano estão prestigiados”. É assim que acontece com técnico de futebol na véspera de perder o cargo. A verdade é que a chefe do Governo permanece calada sobre o Ministério, mas aumentam as cobranças e ela poderá reagir. Se houver mais dificuldades do que há, podem crer: as cabeças dos técnicos responsáveis pelo campeonato rolarão sem dó nem piedade. Dona Dilma não brinca em serviço.

Utopia

A esquerda utópica no Brasil é vidrada por assuntos de cultura. Há poucos dias, um esquerdista iluminado, candidato a um alto cargo no Ministério da Cultura aborreceu-se com a demora em ser nomeado e teve o topete de dizer que a ministra parecia altista. Resultado: foi desconvidado e perdeu a chance de ser nomeado para o cargo.

Esquerdismo

O esquerdista radical não foi nomeado para, mas o resto do time dele está de viseira erguida contra a ministra Ana de Holanda. Conclusão: para não se indispor com a esquerda radical, a presidente Dilma Rousseff poderá demitir Ana de Holanda para evitar mais falação utópica em tempo de austeridade fiscal e de desaceleração da economia.

Coadjuvantes

A presidente Dilma, se realmente decidir reformar o Ministério agora, poderá se livrar dos “afilhados” do popular Lula da Silva, que ela sentiu-se obrigada a agasalhar no Governo. A presidente corre o risco de ficar com um Governo dominado pelo PT e auxiliado pelo PMDB. Os outros partidos da Base serão meros coadjuvantes no espetáculo.

Comentários (4)

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  1. Mário Borges disse:16/03/11 7:51

    Ivan Santos, já é visível a indisposição de Dilma Rouseff com o Sr. Luiz Inácio, Ele quer fazer Dela uma marioneta, não vai conseguir, já estão na bica de saída alguns ministros indicados por Ele, tais como Nelson Jobim, Mantegna, Orlando Silva entre outros, e está com o zape na mão o sr. Antonio Palloci, que todos nós já conhecemos. O Lula não será convidado a participar do jantar oferecido ao Presidente Barak Obama.

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  2. JOAO ROBERTO MACHADO disse:16/03/11 11:13

    Caro Ivan.a Profa.Holanda,é irmã de Chico Buarque.Nada mais a dizer,penso.A não ser que por um milagre macunaimono,a Direita Brasileira,apresente,por exemplo,o Sr.Antonio Carlos Magalhães Neto,que poderá eleger no Ministério,Ivete ou Claudinha,como as Manas da Elite Cultural daquele Berço Carnavalesco e Macumbeiro.Que nós todos adoramos,e que á Bahia de Todos os Santos,e todos os Jorges Amados,este sim,Grande Cultura!

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    • Jobocas disse:17/03/11 0:12

      Chico Buarque é aquele que vivia cantando musiquetas de protesto nos anos 70, por sinal de muito mau gosto, e lambendo as botas de Fidel Castro. Até o momento tem sido túmulo em relação à desenfreada corrupção do governo

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      • Jobocas disse:17/03/11 0:13

        …governo petista.

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