Mercado espera clareza
O mercado financeiro não acredita que o Governo da presidente Dilma Rousseff cumprirá a intenção de cortar R$ 50 bilhões do Orçamento para equilibrar as contas públicas e anular os efeitos da inflação que ameaça tornar-se incontrolável como já aconteceu no passado. Os procedimentos na contabilidade pública adotados nos dois últimos anos do Governo do presidente Lula, para camuflar a realidade e esconder o rombo nas contas públicas, deixaram o mercado financeiro arredio, com um pé adiante e outro atrás. Os principais agentes econômicos também desconfiam das intenções do Governo e adiam investimentos. O mercado espera pelo desempenho das receitas da União ao longo do primeiro semestre deste ano e da política a ser empreendida em relação às obras do PAC. Na realidade, a maioria dos analistas entende que, para combater a inflação, o Governo terá que reduzir a intensidade nas obras. Por exemplo, os programas dos Ministérios das Cidades e dos Transportes deverão ser reduzidos se o corte no Orçamento for pra valer. Obras como a duplicação da BR-050, de Uberlândia até a divisa de Goiás, poderão atrasar estrategicamente. A maioria das obras do PAC tende a caminhar a passo de tartaruga por causa da arrecadação em tempo de austeridade administrativa para combater inflação. Os analistas esperam passar os primeiros 100 dias para que possam acreditar em austeridade no Governo da presidente Dilma.
Austeridade
Nos municípios onde pequenas obras esperam por recursos de emendas de parlamentares, a situação é indefinida. Se os cortes de R$ 18 bilhões nas emendas parlamentares forem pra valer, muitos projetos serão adiados para o futuro incerto e não sabido. Muita gente que acompanha o processo político nacional já viu igual filme, ao vivo e a cores.
Mudança de hábito
Deputado que faz política com liberação de emendas parlamentares pode começar a mudar a estratégia, porque, se não puder liberar dinheiro público, poderá se desgastar rapidamente na opinião pública acostumada a reivindicar obras e serviços. Um ditado chinês ensina que, “quando a escassez entra pela porta, o amor popular foge pela janela”.
Bom exemplo
Os vereadores de Uberlândia, no final do período legislativo deste mês, trabalharam duro. Votaram e aprovaram 17 projetos em uma sessão que começou às 9h e terminou às 18h30. O presidente Vilmar Resende (PP) conduziu a sessão com firmeza. Os representantes do povo aprovaram, na ocasião, o novo Código de Posturas do Município. Parabéns.
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Xadem disse:18/03/11 9:27
É preciso cuidado para elogiar nossos políticos. Por R$ 10.000,00 por mês, trabalhar das 9h às 18h30, com intervalo para o almoço, vale lembrar, durante, nem 15 dias na semana, não deve ser algo tão surpreendente. E veja que foi só um dia, tanto trabalho assim.
Se é um bom sinal, saberemos nos próximos capítulos. E a questão não é só a firmeza do presidente não, é que agora eles entrarm nos 18 meses do ano que trabalham um pouco mais.
Ao invés de Parabéns, eu diria: Estão começando a cumprir seu papel.
Se vão continuar, é outros quinhentos. Há muitas outras ações que eles poderiam realizar… Nosso povo ainda é muito míope… Talvez seja interessane sê-lo, né não?
Xadem
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