República democrática
No dia 29 do mês passado, o professor João Batista Domingues Filho, da Universidade Federal de Uberlândia, escreveu, num artigo que publicamos no CORREIO de Uberlândia, as seguintes sábias palavras: “O pleno desenvolvimento da vida democrática no país depende do enraizamento dos valores republicanos para eliminar a corrupção dos agentes do Estado”. Disse mais o professor: “O futuro da democracia nas sociedades contemporâneas depende de um regime político inclusivo e plural, vivenciado por uma vida política republicana”. E acrescentou: “A ação dos corruptores da República é o problema central para o desenvolvimento da democracia brasileira. É o mal-estar que domina o republicanismo: a corrupção que perpassa a vida política republicana em toda sua extensão: cidadãos e a vida política em geral”. Este assunto é sério. Muito sério. E este é também o momento para uma reflexão profunda que leve a uma mudança substancial no modelo de república em vigor no Brasil.
Como bem disse o professor João Batista é preciso “eliminar a corrupção dos agentes do Estado”. De nada adianta empreender esforços para fazer uma reforma política oportunista apenas para mudar procedimentos eleitorais, se o Congresso Nacional não aprovar uma mudança radical no modelo político que, se o fizer, não seja para promover o “enraizamento dos valores republicanos para eliminar a corrupção dos agentes do Estado”.
OPOSIÇÃO
Já vimos muitas definições de oposição no processo político, mas nenhuma como esta, feita por Lula, no fim do mês passado ao falar a jornalista que perguntaram a ele se a Oposição acabou: “Não! Que acabou? A oposição é o bicho mais fácil de crescer. Oposição é que nem carrapicho. Eu fui oposição a vida inteira”. Original, né?
CONTESTAÇÃO
Li no ex-Blog do César Maia: “Os argumentos jurídicos à criação do PSD são desdobramentos dos fatos políticos. A fraude é evidente. Não se trata de um novo partido que possa atrair deputados e muito menos descontentes com um partido. Esse novo Partido (PSD) não tem compromissos. É só ler as declarações híbridas dos fundadores”.
TEMPO QUENTE
E continuou o Blog: “Mais grave ainda é que não se trata de uma dissidência de um partido, o DEM, por quaisquer razões. Afinal, para este novo partido (PSD) foram deputados, vereadores, governador, vice-governador de diversos partidos, incluindo partidos de programas antípodas, como PPS, PP, PMN, PSDB, e DEM”. O PSD parece multiforme.
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