O governo e os empresários
Para justificar o corte de R$ 50 bilhões no Orçamento da República relativo ao ano de 2011, o Governo lançou uma campanha com este slogan: “Fazer mais com menos”. Se na prática a equipe da presidente Dilma Rousseff conseguir “fazer mais com menos dinheiro”, sou obrigado a concluir que o Governo passado gastou mais para fazer menos. Quando alguns publicitários lançam um slogan, às vezes pensam nos efeitos emocionais na mente coletiva e desprezam efeitos colaterais.
O programa promocional do Governo foi apresentado nesta semana em Brasília quando a presidente Dilma instalou a Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade – formada por quatro grandes empresários e quatro ministros do governo. A presidente Dilma lançou uma novidade que precisa ser acompanhada por todos os brasileiros para que possam compreender a novidade. Trata-se do “Estado Meritório e Profissional”, uma modalidade de administração pública com capacidade de manter boa e produtiva relação com o setor privado, sem conflitos de interesses.
Ação difícil de concretizar sem retórica. Da parte do governo, integram a Câmara os ministros da Casa Civil, Antonio Palocci, da Fazenda, Guido Mantega, do Planejamento, Miriam Belchior, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. Representam o setor privado empresários liderados pelo industrial gaúcho Jorge Gerdau Johannpeter. Vai dar samba canção.
ESTADO EFICIENTE
Nos primeiros meses no comando da República, a presidente Dilma tem se mostrado disposta a tornar o Governo mais ágil e administrativamente eficiente. No entanto, a Tigrada, que decide eleições, ainda nada percebeu e se preocupa e com o preço da gasolina, do etanol e dos produtos alimentícios que consomem os salários nos supermercados.
ESTADO MERITÓRIO
A presidente Dilma, ao lançar “O Estado Meritório e Profissional”, disse que “o Brasil precisa de um Estado profissional e de uma relação produtiva entre o setor público e o setor privado; uma relação que não pode ser de oposição, uma relação que não pode ser de conflito ou de interesses conflitantes”. Fala bonita, mas prática indefinida.
FANTASIA
O presidente Lula criou algo semelhante: o Conselho Econômico e Social da Presidência e chamou empresários e políticos para assessorá-lo. De Uberlândia, foram o ex-prefeito Zaire Rezende e o empresário Alair Martins para aconselhar o Presidente. O Conselhão aconselhou em várias ocasiões, mas em nenhum momento foi ouvido pelo Governo ou por Lula.
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Diógenes Pereira da Silva disse:16/05/11 13:10
O ponto culminante da união de esforços entre o setor público e o privado deveria ser a prioridade para atender as demandas da sociedade. Desenvolvimento que beneficie os dois lados. Mas o que vemos, na grande maioria são empresas privadas se beneficiarem e compactuarem de escândalos para lesar o setor público. Benefício mesmo, são poucos. Olhe só o quantitativo de Ongs, não são todas, mas existem tantas onde são concentrados o dinheiro de publico por corrupção que chega a descrençar. Basta ler as revistas: ÉPOCA E VEJA, chega a dar nojo, de tanto envolvimento em falcatrua entre o setores: público e privado. Só querem levar vantagem……………..parcerias mesmo…muito poucas
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