Poder absolutista
A presidente Dilma Rousseff governa o Brasil soberanamente, sem oposição no Congresso. A Oposição, depois da derrota na eleição passada, segue desnorteada. Os três partidos fora da Base de Apoio ao Governo – PSDB, DEM e PPS – estão em crise e até planejam fundirem-se para sobreviver. Em qualquer sistema de poder no mundo, a força de um governo é proporcional à dos partidos da Oposição. Na Câmara Federal do Brasil, dos 513 deputados da Câmara, a Oposição tem hoje menos de 100. Nesse ambiente, o Governo só não aprova o que não quiser. A Oposição não tem poder para iniciativas governamentais; não tem força nem sequer para convocar uma CPI a fim de ouvir o ministro Antônio Palocci, acusado na imprensa nacional de ter enriquecido fraudulentamente durante o mandato de deputado federal. A Oposição está desmantelada e perdida no Cerradão. Um governo sem oposição deve ser motivo de preocupação para todos quantos defendem o processo democrático. No entanto, as chamadas “forças vivas da nação brasileira” seguem indiferentes, somente preocupadas com a realização dos jogos da Copa do Mundo em 2014 e com as Olimpíadas em 2016. Quem conta com maioria absoluta e soberana no Congresso, como a presidente Dilma, só não aprova reformas constitucionais se não quiser. Hoje, a Presidente da República tem força no Congresso até para revogar o regime presidencialista e instituir uma monarquia absolutista.
Soberania
Hoje, no Brasil, entre mais de 30 partidos, somente três – PSDB, DEM e PPS – se apõem ao Governo. O PSDB está em crise interna e poderá sair rachado da convenção marcada para sábado. O DEM perdeu quadros importantes para o PSD de Gilberto Kassab e o PPS cuida de expulsar filiados que considera como infiéis. Assim Dilma nada de braçadas.
Desentendimentos
Por causa desses desentendimentos e da dura realidade construída com apoio popular, a Oposição ao Governo não passa de ficção. Nesse ambiente, o senador Aécio Neves sugeriu a fusão das três legendas a fim de criar um partido de oposição ou uma alternativa que possa disputar o Governo na eleição de 2014. Esta proposta é realista.
Crises
Embora o tucano de nobre plumagem, José Serra, entenda que a fusão dos partidos de Oposição, neste momento, seja “uma discussão fora de hora”, a verdade é que vários líderes oposicionistas já falam em fusão como saída honrosa para sobrevivência política. Enquanto a Oposição não se encontra, o Governo administra crises internas sem atropelos.
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Diógenes Pereira da Silva disse:26/05/11 13:48
Pois é Ivan – “nem tudo que cai na rede é peixe”. Ontem à Câmara votou projeto de suma importância para o país, o Código Florestal. A base do governo não se saiu bem, porque havia jogo de interesse, mas duvido que esse código seja aprovado na íntegra no senado, caso contrário a presidente Dilma vetará. Eles votam sem saber o que vai ser do futuro, prova disso, foi a aprovação do novo código que versa, principalmente da autorização para construções nas encostas e áreas de preservação permanentes, topos de morros etc. Será que se esqueceram das enchentes e as várias mortes.
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Mário Borges disse:27/05/11 10:31
Caro Sr. Diogenes, há mais de 100 anos que se planta café nas encostas lá no Espírito Santo e Minas Gerais, o mesmo com as maçãs em Santa Catarina, nunca se teve noticias de desabamento, e nunca houve enchentes no Rio Grande do Sul em virtude de plantações de arroz nos alagados e várzea, Deslizamentos ocorrem nas cidades que ocupam morros como no Est. do Rio de Janeiro , o que aconteceu em Petrópolis foi um acidente incontrolável da natureza, como o aparecimento de vulcão, um Tsunami etc.etc., As casas em Petrópolis e região foram atingidas por estarem no caminho das aguas vindas dos morros e montanhas, e veja que naquelas áreas nunca houve desmatamento, foi realmente um acidente. As prefeituras e que deveriam proibir construir casas naquelas condições, e isto nada tem a ver com o Código Florestal aprovado por maioria absoluta dos deputados, e mais, de todos os partidos.
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Comentários (2)