O recesso já começou
Nesta semana começou o recesso parlamentar de julho e o Governo deve se sentir aliviado porque não sofrerá traumas no Congresso. Na semana passada, um parlamentar da Base de Apoio ao Governo disse, sem nenhuma cerimônia, que “enquanto o governo fingir que vai liberar as emendas parlamentares, nós fingiremos que aprovaremos os projetos de interesse o Palácio”. O recesso parlamentar do meio do ano, teoricamente começou nesta semana. Nenhuma força obrigará um deputado ou senador do Nordeste deixar a região dele no tempo das festas de São João que começaram nesta semana e irão até o dia 29. As festas juninas, para os nordestinos oferecem oportunidade para eles reverem os compadres de fogueira e formar outros compromissos tradicionais diante dos santos fogueteiros. O governo nada moverá para alterar esta situação se quiser amortecer pressões pela liberação de verbas e nomeações. No recesso, o governo deverá tentar retomar o controle das ações políticas no planalto para reassumir o controle da situação. A pauta do Congresso está cheia de pepinos e abacaxis que precisam ser descascados com engenho e arte. As duas coordenadoras políticas – Ideli Salvatti e Hoffmann – vão precisar pular muitas fogueiras para conquistar corações de “cumpanheiros”. Então, é bom que elas comecem a esfriar a cabeça e voltem com vigor situacionista dispostas a fumar, com arte e fraternidade, o cachimbo da paz política petista.
Corpo mole
Nesta semana o Congresso não alcançou quorum para apreciar o pacote de vetos da presidente da República a projetos de lei aprovados ao longo do governo Lula. Há na pauta muitos pepinos para descascar. O feriado de Corpus Christi, hoje, serve como alívio estratégico para os inquilinos do Planalto que não querem confusão com quem pode
Pressão
A maioria dos governadores dos Estados pressiona os deputados da base de cada um deles para que aprovem a distribuição dos royalties do petróleo para todo o País e não apenas para as áreas de exploração do pré-sal. Os governadores dos Estados localizados na bacia petrolífera não querem nem ouvir falar nessa possibilidade. Este assunto é quente.
Em agosto
O governo não está livre de problemas em Agosto quando os parlamentares retornarem. Um tema explosivo deverá ser a votação da Emenda Constitucional 29, que fixa o aumento anual de recursos para o setor de saúde, baseado na variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores mais a inflação. Alguém deverá falar em CPMF!
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Xadem disse:23/06/11 12:01
Péssimo sinal. Péssimo sinal de que as reformas, tão esperadas e tão necessárias, não acontecerão, mais uma vez.
Esse é o meu Brasil!
Xadem
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