Jornalismo fantástico
Na semana passada, comentamos neste espaço uma informação divulgada no site Comunique-se sobre a contração, em São Paulo, de repórteres, editores, produtores de conteúdo e diagramadores sem diploma de Jornalismo. As contratações só foram possíveis depois que o STF revogou a lei que exigia a apresentação de diploma de curso superior de Jornalismo para o exercício da profissão. Esta informação é boa? Para jornalistas, não; nem para o mercado, porque indica que muitos candidatos a jornalista, diplomados, chegam às redações sem a qualificação mínima exigida para exercer a profissão. O que ocorreu em São Paulo serve de alerta às escolas que se organizaram para fornecer o diploma que a lei exigia para registrar jornalista no Ministério do Trabalho – condição indispensável no passado para o exercício da profissão de comunicador social. O mercado hoje, não tem tempo nem disposição de investir para formar profissionais nas redações. Os jornais esperam que as escolas formem jornalistas com cultura geral e conhecimentos técnicos para atuarem na lide diária de apuração, redação e veiculação de informações de interesse público. Alguns candidatos a jornalista chegam às redações mal informados, porque não lêem jornais, revistas ou livros e passam várias horas do dia a cuidar de fofocas veiculadas em sites de relacionamento. Outros perdem tempo tentando descobrir como é a quadratura de um círculo.
Trote moderno
Na semana passada, em Uberlândia, uma experiente jornalista recebeu uma foca (estagiária) que espera receber o diploma no fim deste ano e foi exercitar-se para trabalhar. Chegou com a cabeça erguida, certa arrogância e disse: “Só quero entrevistar celebridades, porque espero ser uma jornalista famosa e respeitada nas televisões do Brasil”.
Celebridade
Em seguida, a novata recebeu orientação para a primeira entrevista com Joseph Ratzinger. Foi orientada a perguntar ao “ilustre professor” a opinião dele sobre união estável de pessoas do mesmo sexo. A deslumbrante estagiária passou o dia a procurar Joseph Ratzinger na UFU e nas faculdades particulares. Ninguém lhe deu notícia do notável.
Surpreendente
Quando alguém lhe disse que Joseph Ratzinger era o Papa Bento 16, a moça não percebeu o trote e perguntou: “Ele está em Uberlândia”? Diante de risadas, ela reagiu: “Por que estão rindo? Eu estou me sentindo discriminada e posso procurar a Justiça para denunciar todos vocês por assédio moral!”. O silêncio no espanto reinou profundo.
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Mário Borges disse:12/07/11 8:31
possivelmente Ela não assiste TV , não lê jornais, não vai às missas, e também não recebe a revista AVE MARIA , certamente vai para a Globo.
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mario macedo disse:12/07/11 10:44
Deve ser esse o motivo pelo qual não precisa de diploma……!!!!
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Diógenes disse:12/07/11 15:10
Retificadora… Os erros existem para que pessoas inexperientes aprendam com eles. Sem os Fatos errôneos não teriam sentido os acertos. Todos, portanto, já saberiam ler e escrever, já nasceriam falando o português corretamente. Existem até que prega que deve aprender o errado para depois saber o certo, não é mesmo….. Que o diga o Ministério da Educação. “Quem nunca errou que atire a primeira pedra”. Basta um pouco de humildade, a sociedade brasileira precisa de pessoas ousadas, com vontade própria, mas, contudo sem arrogância.
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cuscuz disse:13/07/11 3:15
Só pode ter se formado na UFU. ô faculdadeca ruim! Estácio de Sá ganha fácil desse projeto de escola
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Elena disse:13/07/11 13:00
AMOR E RESPEITO – Nem todos podem tirar um curso superior. Mas todos podem ter respeito, alta escala de valores que são a verdadeira riqueza de qualquer pessoa(Alfed Montapert). Um pequeno texto mas de grande valia para mim. Uma Vez Universidade Federal de Uberlândia…sorrindo e cantando sou UFU até morrer! E respeito todas as universidades, sejam elas públicas ou particulares, não importa, o que importa é ser FELIZ. Então…Seja fELIZ!!!
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Mário Borges disse:14/07/11 11:14
E por falar em UFU ai em Uberlândia, já me disseram que existe 2 funcionários para cada estudante , vai ser a campeã em “empreguismo” , gostaria de saber quantos funcionários estão a disposição de outros orgãos federais em Brasília ou em outros Estados ? o MPF bem que poderia verificar se isto é verdade, não custa nada,basta verificar os registros de funcionários e o ponto diário obrigatório.
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Aquilino disse:14/07/11 13:30
Não creio que seja problema de faculdade! Visão de mundo, conhecimento geral é o mínimo que um candidato a jornalista precisa. Por outro lado para entrevistar “famosos e personalidades” não creio que precise ser jornalista nem ter diploma. Afinal o conceito atual de celebridade e famoso refere-se ao ser alçada a fama em algum reality show. Pobre pais!
Comentários (7)