PSD rodeia o trono
Quando anunciou, em abril passado, o manifesto de constituição do Partido Social Democrático (PSD), o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, declarou que a agremiação seria “um partido independente”. Agora, quando foi pedir o registro da legenda, mudou de ideia: O PSD será da Base do Governo Federal. Essa mudança de propósito tem uma finalidade: Kassab quer atrair parlamentares de partidos como o PR, PP, PSB, PDT e PPS insatisfeitos com a agremiação na qual militam e tencionam se afastar do espaço no qual circulam ou conquistar votos futuros em outros sítios eleitorais. Pra entender melhor esta situação: se o governo não liberar, nos próximos meses, a grana das emendas parlamentares e os restos a pagar deixados pelo ex-presidente Lula, poderá haver bububu. O PSD deve completar nesta semana a entrega de pedidos de reconhecimento do partido à Justiça Eleitoral em 25 dos 27 estados da Federação. Kassab não tem receio de que os pedidos de impugnação contra a legenda sejam aceitos pela Justiça, mas, neste momento, tem pressa. Primeiro pretende atrair governistas insatisfeitos com o partido deles para formar uma bancada de, pelo menos, 50 deputados na Câmara Federal a fim de conquistar espaços nas Comissões Temáticas do Legislativo em fevereiro de 2012. Com força e expressão, o prefeito Kassab espera entrar pela porta da frente no Palácio do Planalto e ser acolhido pela presidente Dilma Rousseff.
Poder encantador
Do Palácio do Governo, Kassab quer apoio para ganhar, pelo menos, um Ministério e mudar na legislação eleitoral o critério de contagem de tempo de propaganda eleitoral. Com a mudança pretendida, o PSD passará a contar com maior tempo de televisão para propaganda eleitoral em 2014. Gilberto Kassab quer disputar o Governo de São Paulo.
Alteração
Hoje, o tempo de televisão para propaganda eleitoral, de acordo com a legislação em vigor, é distribuído por bancada na última eleição. Kassab quer alterar este critério para “depois da eleição”. Assim favoreceria o PSD e a si próprio. Para um empreendimento desse nível político, o fundador do PSD precisa de apoio forte como o do Governo.
Tempo de TV
Como o tempo de propaganda eleitoral no rádio e na TV do horário eleitoral é dividido com base em dois critérios: 1/3 do tempo dividido igualmente entre as candidaturas majoritárias e 2/3 divididos com base na bancada de deputados federais, formada na ultima eleição; assim o tempo do PSD em 2012 será o mínimo fixado pela Justiça Eleitoral.
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