A volta dos planos
Antes do Plano Real, o Brasil era administrado por planos. Vários planos sofisticados para salvar o País saíram de cabeças de economistas laureados. Entre vários, o Plano Funaro, Plano Verão, Plano Bresser e Plano Collor. Depois do Plano Real, que controlou a inflação, não se ouviu mais falar em plano econômico salvador da pátria. Agora surgiu o Plano Brasil Maior. Nada mais do que um programa de incentivos fiscais que poderá logo ser seguido por outros com correções estratégicas. Há muito tempo sabemos que não é certo confiar em um termômetro para baixar febre de doente. Muito menos em planos econômicos. O maior problema que enfrentam hoje as empresas exportadoras nacionais é a valorização do Real e esta é turbinada diariamente pela entrada de dólares no país. Os dólares chegam atraídos pela taxa de juros elevada. Não é preciso ser economista para entender essa mágica. Logo, os subsídios de R$ 25 bilhões oferecidos pelo Plano Brasil Maior beneficiarão uns e prejudicarão outros. Não basta reduzir encargos trabalhistas para empresas de intensa mão de obra com a intenção de evitar desaceleração econômica e aumento de desemprego. É preciso reduzir a carga tributária que passa de 35% do PIB, promover reajuste fiscal e diminuir despesas da máquina pública para baixar juros. Isto, o Governo não fez nem tem intenção de fazer. Reforma Tributária para reduzir o Custo Brasil nem pensar.
Juros altos
Para baixar os juros e evitar a desindustrialização, o governo precisa controlar a inflação e, para isso, deve evitar gastos sem retorno como a construção e a reforma de estádios para que torcedores possam aplaudir atletas de futebol e olímpicos por apenas 30 dias em 2014 e em 2016. Estes dois festivais vão custar os olhos da cara aos brasileiros.
Engodo
O presidente Lula usou a estratégia de “pão e circo” para encantar a Tigrada e seduzir eleitores a fim de eleger a sucessora dele na Presidência. O Festival saiu caro; muito caro e agora, sem mugir nem tugir, os brasileiros e as brasileiras, de mamando a caducando, estão obrigados a pagar a pesada conta do festival eleitoral vermelho.
Alerta
No Brasil, a concorrência com produtos importados ajudou a puxar a queda de 3,80% nos preços de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, em junho, em relação a maio. Dados do Índice de Preços ao Produtor (IPP) divulgados pelo IBGE informam que, em 12 meses, o setor desacelerou 16,04%. Alguém no Brasil está a esperar o quê?
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