Caciquismo político no Brasil
O caciquismo político é doença crônica no Brasil. Haja vista o que aconteceu recentemente com a ex-senadora Marina Silva, que trocou o PT pelo PV. Na última eleição, Marina disputou pelo PV, a Presidência da República e recebeu nas urnas 19,3% dos votos. Mais de 20 milhões de eleitores nela votaram. No entanto, esse desempenho eleitoral não lhe deu voz no PV, partido controlado há anos pelo deputado federal José Luiz Penna, de São Paulo. Este governa o PV como verdadeiro cacique político que manda e não pede. É soberano. Sem vez no PV, Marina deixou a legenda. A Lei Orgânica dos Partidos, no Brasil, permite ao Diretório Nacional, geralmente constituído por amigos do Presidente da legenda, intervir em diretórios estaduais ou municipais e criar uma Comissão Provisória que, na maioria dos casos, age como permanente enquanto servir ao cacique ditador. Há também o comando hereditário. Um exemplo deste modelo é o do Diretório Nacional do PSD. Nesta legenda, o cacique é o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que herdou o mando na legenda, do avô dele, Miguel Arraes. Este foi comandante absoluto do PSB e legou o partido ao neto. Carlos Lupi, ex-dono de uma banca de revistas na qual Brizola, diariamente, comprava um jornal, ganhou do ex-cacique do PDT a legenda. Hoje, Carlos Lupi, por arte do governador Leonel Brizola, comanda soberanamente a legenda do PDT em todo o Brasil. Vai democratizá-la? Jamais.
Made in Brasil
Como está, a legislação partidária do Brasil, sem cláusula de barreira para a sobrevivência das legendas, em breve no País haverá mais de 50 partidos legalizados, sem ideologia, sem princípios, sem limites, prontos a fazer qualquer negócio para desfrutar de benesses do poder político. Assim, jamais haverá uma reforma política democrática.
Modelo CBF
O modelo de organização partidária do Brasil é semelhante ao que vigora na CBF onde Ricardo Teixeira apoia a permanência dos dirigentes das Federações estaduais e estes o apoiaram para permanecer por mais de 20 anos na Confederação. Também os presidentes das Federações se eternizam no cargo com apoio das organizações esportivas municipais.
Ditadura
Como está a legislação partidária brasileira, o caciquismo, com ela, tende a se eternizar e o processo democrático será mero discurso politiqueiro. Hoje, diretórios de partidos são comandados por uma pessoa ou por uma família e isto jamais permitirá uma reforma política democrática. Por isto nenhum cacique político brasileiro reforma.
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Mario Borges disse:28/08/11 7:37
Ivan, acho que você tem bola de cristal, veja que o Presidente da FMF (Federação Mineira de Futebol, o Sr. Schetinno , conseguiu prorrogar seu mandato para mais 2 anos, agora só termina em 2.014 , quer assistir a Copa do Mundo como “Otoridade”, os clubes mineiros concordaram, inclusive o UEC.
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Léo Teterelo disse:29/08/11 19:01
Aprenda que “democracia” na política, só existe no discurso.
Comentários (2)