Ivan Santos

Discussões sociais, políticas e econômicas

Ivan Santos A coluna é assinada pelo jornalista Ivan Santos e discute o processo político, econômico e social. Ela é publicada diariamente no jornal CORREIO de Uberlândia.

31/08/2011 7:43

Um imposto para a saúde

Jornalista

A presidente Dilma, nesta semana, condicionou a aprovação da Emenda 29 que dispõe sobre mais recursos para a saúde pública no Brasil, a uma nova fonte de financiamento. Traduzindo para todos os brasileiros entenderes: a presidente mandou os deputados e senadores recriarem a CPMF com outro nome e em caráter definitivo, para financiar a saúde. A saída vista pelo Governo é criar novo imposto para custear despesas com saúde. Os jornais noticiaram ontem que em uma reunião do Conselho Político, a presidente observou que a Emenda 29, que fixa porcentuais mínimos para investimento na saúde pública, só pode ser aprovada se houver novos recursos. Mensagem clara como a luz do dia. O presidente da Câmara Federal, deputado Marco Maia, manifestou a intenção de programar a votação da Emenda 29 para o dia 28 de setembro. A decisão foi negociada com os líderes dos partidos com representação na Câmara. Maia não tem apoio do Governo, que pode vetar uma Resolução do Congresso que aprove a Emenda 29 sem indicar fonte de financiamento. Na Câmara e no Senado, parte dos parlamentares da Base Aliada que está insatisfeita com o Governo, tenciona aprovar projetos que possam criar dificuldades administrativas para a presidente da República. Cresce entre os parlamentares o entendimento de que é preciso criar novo imposto para financiar a saúde que piora diariamente em todo o País. Nova CPMF está na plataforma de lançamento.

PARCERIA

Até os governadores dos Estados já estão a pregar a recriação da CPMF – o importo do cheque com outro formato. O governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia, é um deles. O Planalto repassou ao presidente da Câmara uma missão para tentar ganhar o apoio dos governadores antes de criar novo importo. A saúde está na UTI e precisa de atendimento.

CLAREZA

O líder do PMDB na Câmara Federal, deputado Henrique Eduardo Alves, procura uma alternativa para encaminhar a questão sem maiores desgastes ou comoção e não encontra. Na segunda-feira passada ele deixou bem claro o problema ao dizer: “Temos um mês para encontrar uma alternativa”. Um mês para decidir criar novo imposto sim, senhor.

HABILIDADE

Ladino, habilidoso, com muitos anos de janela parlamentar, o líder do PMDB prega uma solução associada ao respaldo dos governadores, para que o desgaste de criar novo imposto não fique só com os congressistas. Sem encontrar uma saída palatável, o líder do PMDB diz simplesmente: “Precisamos levar uma resposta responsável ao governo”.

Comentários (10)

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  1. Diógenes Pereira da Silva disse:31/08/11 8:01

    Caro Ivan, se realmente os recursos dos governos fossem utilizados como deveriam, ou seja, de forma transparente, com gestão responsável e bem equilibra, e principalmente sem desvios. Os recursos que são arrecadados daria e sobraria.

    Presente de grego

    Foi com esta expressão que a presidente da República Dilma Rousseff, manifestou-se contrariedade, contra projeto que amplia gastos com à saúde e à Segurança Pública para o governo federal. Pelo jeito, as coisas mudaram mesmo, além de analisar os projetos, parece que a presidente dá uma atenção muito grande na leitura atenta desses documentos normativos. Mas deixou claro também que sem CPMF, o dinheiro deverá ser remanejado de algum outro sistema dentro das diretrizes do governo. Vem chumbo grosso por aí.

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  2. Xadem disse:31/08/11 8:54

    Minas sai sempre na frente quando o assunto é impostos. Diga-se de passagem a “taxa de licenciamento” e a “taxa dos bombeiros”.

    E lance da nova CPMF já está previsto desde que a última foi “extinta”, só que o povo não quis acreditar.

    Continuaremos a financiar a corrupção… Até quando?

    Tem que ir pro Congresso e quebrar essas quadrilhas no cacetete.

    Xadem

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  3. PADRE AMAURI PAIXAO disse:31/08/11 9:05

    VIVA UBERLANDIA, PARABENS PARA TODOS AQUELES, QUE DE MANEIRA DISCRETA COLABORAM PARA O DESEMVOLVIMENTO ECONOMICO E SOCIAL DESSA QUERIDA CIDADE DO TRIANGULO MINEIRO E ALTO PARANAIBA. APROVEITANDO O MOMENTO PARA PARABENIZAR, AS REFLEXÕES QUE MUITO TEM NOS AJUDADO, A COMPREENDER O JOGO DO PODER, NESSES TANTOS ANOS DE JORNAL CORREIO.

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  4. Mário Borges disse:31/08/11 9:09

    Ivan Santos, quem sabe uma lei como aquela lá da China não daria o suficiente para cobrir as despesas com a saúde no Brasil, já pensou nos mensaleiros devolvendo todo o dinheiro surripiado ? nos contratos do Denit ? nos contratos da Petrobras ? entre outros , ai sim, a saúde no Brasil seria de 1º mundo.

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  5. Luismar Alves disse:31/08/11 9:29

    EMENDA 29, PEC 300 de toda forma os recursos sairão do bolso dos brasileiros. Com a aprovação do novo imposto para custear a Saúde, abre se a porta para NOVOS impostos para vir a custear SEGURANÇA, EDUCAÇÃO, HABITAÇÃO, MEIO AMBIENTE, e tudo mais que é Dever do Estado e de direito ao CIDADÃO. Culpados nao são dos atuais congressistas, e sim dos que ja passaram porlá e nada fizeram, apenas asseguraram seu poder.a

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  6. Marta disse:31/08/11 10:43

    NUNCA VI TAMANHO ABSURDO INVENTAR MAIS IMPOSTO PARA O POVO BRASILEIRO, Q JA PAGA POUCO IMPOSTO NÉ DILMA!SE ESTA FALTANDO DINHEIRO PARA A SAUDE,ENTÃO PAREM DE INVENTAR OBRAS Q N VAI NOS LEVAR A LUGAR NENHUM COMO POR EXEMPLO, A REFORMA DO ESTÁGIO PARA A COPA.ENQUANTO ISSO O POBRE MORRE NA FILA DO HOSPITAL.

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  7. mario macedo disse:31/08/11 11:40

    Caro Sr. Ivan Santos, o Sr. que é tão intímo e defensor….sabe explicar o por quê, do desprestígio do governador Anastasia ao prefeito Odelmo e ao povo de Uberlândia?

    Pela democracia, publique e responda!!!! Parabéns UBERLÂNDIA, terra próspera pelos braços daqueles que aqui nasceram e daqueles que para cá vieram fazer o seu progresso!!!!!

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  8. PAULO MELGAÇO disse:31/08/11 14:25

    Já não bastam os impostos existentes: É só empregar bem as arecadações que sobraram recursos para as demais áreas.

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  9. Denilson Nunes Rodrigues disse:31/08/11 15:23

    A verdade é que rico paga pouco imposto no nosso pais. A nossa elite comparada com a dos paises centrais paga muito menos impostos. Claro Pais sempre governado pela/em favor das elites.
    A classe média e pobre desse pais merece sim uma nova CPMF dentro requisitos propostos pela Presidenta.

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    • Ivan Santos disse:31/08/11 17:25

      Denilson:
      Empresário não paga imposto. Por exemplo, se o ICMS aumentar para o dono do supermecado, imediatamente ele inclui o importo a pagar no preço das marcadorias e quem paga o tributo é o consumidor, pobre ou rico. Assim faz o médico em relação ao Imposto de Renda e todos os agentes da produção organzador. Quem paga imposto no Brasil, sem perceber, sem saber, é o consumidor. As pessoas das “zelites” organizadas nao pagam impostos. Quem paga são os consumidores finais que não podem repassar a obrigação tributária para outros cidadãos da socidade. Deu pra entender?

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