Politicagem e saúde pública
Desde a posse da senhora Dilma Rousseff na Presidência da República, depositei nela minha confiança e esperei que ela desse novo rumo ao governo do Brasil. Na semana passada, comecei a perder minhas esperanças quando a ouvi dizer, no Nordeste, a respeito de recursos para a saúde, que não aceitaria do Congresso “presente de grego”. Referiu-se à aprovação da Emenda 29, que poderá redefinir recursos da União, dos estados e dos municípios para a saúde. Disse que só aceita a Emenda se os parlamentares indicarem nova fonte de receita, ou seja: novo imposto para financiar a saúde. A Emenda 29 não vai onerar a União, que hoje gasta apenas 1,8% do PIB com saúde. Os deputados já aceitaram retirar do projeto a obrigação de a União gastar 10% do Orçamento com saúde. A União vai continuar gastando o que gasta hoje. A barra vai pesar é para estados e Municípios. O projeto da Emenda cria uma Contribuição Social para a Saúde, que é a nova CPMF. É camuflagem para esconder a criação separada de um novo imposto. O peso do custeio de saúde vai ficar mesmo é com os estados, hoje com 12% do orçamento e com os municípios, obrigados a gastar 15%. O problema não é falta de dinheiro. É de desvios de dinheiro. Se a Emenda 29 criar mecanismos que definam claramente o que é saúde pública e em quais situações as verbas devem ser gastas, produzirá um efeito moralizador contra desvios de recursos públicos e fortalecerá o SUS no país.
Maracutaia
Alguns estados e municípios desviam recursos das ações de saúde para aplicar em saneamento básico, alimentação escolar, programas educativos de prevenção à mortalidade infantil, aleitamento materno, reformas de residências em regiões pobres, redução de prazos em agendamentos de consultas médicas, cursos para mães etc. e tal.
Desvio de verbas
O governo gasta somas incalculáveis com programas de orientação à saúde, com superfaturamento e outras formas de desvios de recursos em mil programas incontroláveis na atualidade. Se forem apuradas as maracutaias que desviam recursos da saúde pública no Brasil, dá para alimentar por muito tempo o noticiário escandaloso na mídia nacional.
Mau exemplo
O prefeito de uma cidade do Alto Paranaíba disse, numa reunião em Monte Carmelo, que gastava parte da verba da saúde com a construção de mata-burros. Quando lhe pediram para explicar a preferência, ele disse: “Chove muito no meu município e só com mata-burros é possível mandar a ambulância até o doente e transportá-lo até Uberlândia”.
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Xadem disse:03/09/11 11:03
Os crimes que aconteciam, por exemplo, no Rio, enquanto Dilma era candidata, são um exemplo clado de que ela não dava e não daria prioridade à saúde, só não viu quem não quis e, sinceramente, Ivan, não acredito que acreditara que com ela seria diferente.
Foi por isso e por tantas outras que fiz da Marina Silva minha candidata.
A cada dia fica mais provado que, Marina Silva, será minha próxima candidata e, tão logo ela funde seu partido migrarei para ele.
Nosso país vive de promessas e corrupção, seja no grupo da Dilma, do Lula e Cia, seja no grupo do Aécio, Serra e Cia, se é que não são uma Cia só.
Xadem
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NENE disse:03/09/11 12:15
DEVEMOS SABER QUAL A CIDADE?
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mario macedo disse:03/09/11 12:19
A CORRUPÇÃO E A CRIMINALIDADE NA POLÍTICA É CULTURAL NÃO É SÓ NO PT.
STF investigará deputado por compra de votos
Recurso de Bonifácio de Andrada consegue tirar investigação das mãos da Polícia FederalMaria Clara Prates -
Publicação: 03/09/2011 06:00 Atualização: 03/09/2011 09:16
O deputado federal Bonifácio José Tamm de Andrada (PSDB-MG) conseguiu uma vitória no Supremo Tribunal Federal (STF), que acatou seu pedido para transferir para a competência daquela corte a investigação da Polícia Federal que apura suposta compra de votos durante a eleição de 2010. Bonifácio de Andrada está em seu nono mandato na Câmara dos Deputados, mesmo tendo ficado como suplente do seu partido no último pleito. Ele ocupou a vaga do deputado federal Nárcio Rodrigues, que se afastou para assumir a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia.Por unanimidade, os ministros julgaram procedente a reclamação do tucano e tornaram definitiva liminar concedida por Gilmar Mendes em dezembro, determinando a transferência das apurações para o STF. A alegação de Andrada é que quando foi instaurado o inquérito, por determinação da Justiça Eleitoral de Barbacena, ele já ocupava o cargo de deputado federal, portanto, com direito a foro privilegiado. Ao conceder a liminar, no entanto, o ministro Gilmar Mendes afirmou que a investigação solicitada à PF é muito semelhante a outro inquérito, o de número 2.463, e à Reclamação 4.830, que já tramitam naquela Casa. Os processos tratam de busca e apreensão no escritório de Andrada em Barbacena, Zona da Mata.
De acordo com a ação, pedida pelo Ministério Público Eleitoral, o juiz de Barbacena determinou busca nos comitês políticos do então candidato Bonifácio de Andrada e do candidato a deputado estadual Lafayette Andrada. Ao considerar que houve compra de votos – conforme o previsto no artigo 299 do Código Eleitoral –, o juiz requisitou à PF a instauração de inquérito. Já a reclamação julgada nessa sexta-feira é relativa a fatos ocorridos durante as eleições de 2010, quando a PF instaurou inquérito para apurar irregularidades no comitê do político.
Combustível
A investigação apurava o fornecimento de combustível a diversos veículos no Posto Belvedere, em Barbacena, supostamente mediante autorização do comitê eleitoral do deputado, então candidato à reeleição. O Estado de Minas tentou falar com Andrada em seus escritórios em Brasília e Belo Horizonte, mas ele não retornou as ligações.
PELO BEM DA DEMOCRACIA E TRANSPARÊNCIA DA IMPRENSA, PUBLIQUEM POR FAVOR!!!
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