Mais reforma política
Nos últimos dias, políticos influentes dos principais partidos voltaram a falar em reforma política. Particularmente não acredito em reforma política no Brasil nos próximos anos. O que a maioria dos líderes partidários nacionais deseja é que o Congresso aprove uma reforma eleitoral que transfira mais recursos públicos para os partidos gastarem nas eleições, de dois em dois anos. Reforma política que mude, por exemplo, o sistema presidencialista para parlamentarista nem pensar. O sistema eleitoral brasileiro é confuso e cheio de casuísmos aprovados a cada nova eleição. Os eleitores do povo, depois de muitos anos, ainda não conseguem entender a contagem de votos para eleger parlamentares pelo critério proporcional da votação. Também no Brasil, os partidos perderam o interesse em elaborar programa de ação para o futuro governante, porque os eleitores não sabem escolher proposta de governo de partido político. Eleitores brasileiros não votam em programa de governo; votam no candidato que, por isto, depois de eleito, não tem compromisso com o partido. Legenda no Brasil só serve para registrar candidatura na Justiça Eleitoral. Esse modelo provoca brigas entre candidatos dentro da mesma legenda. Os dirigentes dos principais partidos já reconheceram que a legislação eleitoral em vigor no Brasil é confusa e precisa ser modificada com ampla simplificação. Quando isto vai ocorrer ainda ninguém sabe.
Quem pode manda
Na verdade, os caciques do PT e os PMDB – maiores partidos do Brasil – esperam que o Congresso aprove uma reforma eleitoral que viabilize financiamento púbico de campanhas eleitorais, através de um fundo cujo dinheiro arrecadado seja repartido com mais de 70% para as duas maiores legendas representadas na Câmara: os poderosos PT e PMDB.
Confusão
O sistema de eleição de deputado no Brasil é tão confuso que a maioria dos eleitores populares não consegue entender como é que, por exemplo, um candidato a deputado federal com mais de 60 mil votos não se elege e outro, com menos de 40 mil votos, é declarado eleito e empossado. Poucos eleitores brasileiros sabem o que é coeficiente eleitoral.
Caciques
Os caciques dos grandes partidos defendem hoje o voto em lista para 50% dos candidatos em cada legenda. Os nomes inseridos na lista, indicados pelos “donos” das legendas se elegerão sem fazer força. Os outros 50% serão eleitos pelo voto popular. Após empossado o Congresso, o povão não saberá dizer quem representa o que no Legislativo.
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Diógenes Pereira da Silva disse:19/09/11 8:07
Até os leigos já sabem o que é Reforma Política e não acredita nela.
A corda está apertando, a sociedade não é mais a mesma ingênua de tempos de outrora. A imprensa séria tem desenvolvido uma gestão compactuada nas informações que leve a massa ativa da sociedade a perceber a importância dos movimentos sociais em prol de políticas públicas que traga benefícios reais para sociedade. Neste sentido, deve ser cobrado do governo disponibilizar recursos para os setores prementes, como saúde, moradia, a fome e a pobreza, educação e segurança pública. Partidos políticos já contabilizam milhões de reais arrecadados pelas empresas privadas que depois cobram com juros e correção.
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Xadem disse:19/09/11 13:05
É, meu PMDB tem só me causado desgostos e seus cumpanheirus nem se fala…
O valor total a ser destinado para o financiamento público de campanha deve ser “repartido” entre TODOS os candidatos em valores idênticos e não entre partidos, senão, a divisão não será democrática e, tampouco, justa.
Financiamento público de campanha, no meu entendimento, significa colocar os candidatos em condições de igualdade financeiramente falando, assim, o candidato a vereador do PSTU deve ter o direito de receber e GASTAR um valor IDÊNTICO a um candidato a vereador do PMDB, por exemplo.
Se não for assim, mais uma vez, esse país irá priveligiar ao invés de “justicionar”.
Xadem
Comentários (2)