A reforma do Ministério
Quando decidiu promover a reforma ministerial em janeiro, a presidente Dilma Rousseff o fez com habilidade política. Janeiro é mês de recesso no Congresso e, por esta razão, a chefe do Governo evitará muitas pressões que poderão brotar do Congresso reunido.
Certamente haverá pressões para que tudo no Governo continue como está, principalmente o poder dos partidos aliados sobre ministérios transformados em “casa da mãe joana”. Hoje não é segredo que Dilma Rousseff pretende reduzir o número de ministérios com a extinção ou anexação de uns a outros. Quem conhece o discreto empresário gaúcho Jorge Gerdau sabe que ele nunca criticaria o número de ministérios do Governo sem antes ter conversado com a presidente da República. Na semana passada, Jorge Gerdau, numa conversa com jornalistas, disse que “é impossível bem governar com 40 ministérios”. Gerdau assessora o Governo em assuntos de economia.
Se ele criticou o número de ministérios – parte deles criada por mestre Lula para dar representação no Governo a partidos aliados que iludem a Tigrada nacional – foi para facilitar a reforma pretendida por Dona Dilma. Em Brasília há comentários segundo os quais a reforma poderá extinguir o Ministério das Mulheres, o dos Negros, ou fundi-los no Ministério dos Direitos Humanos. Seria este o primeiro passo para acabar com ministérios de fachada criados para dar emprego à “cumpanheirada” e espaço no Governo a partidos aliados.
Prioridade
Neste momento, a prioridade do Governo no Congresso é ter apoio para aprovar, em fase final, o projeto que estende a Desvinculação das Receitas da União (DRU) até 2015. O Governo não teme que a Lei de Orçamento para 2012 não seja aprovada até o fim deste ano. Dilma deve deixar para se livrar dos ministros desgastados na hora da reforma.
Parafernália
O Governo da República do Brasil tem 38 ministérios. Se a presidente tivesse criado o Ministério das Pequenas e Micro Empresas, seriam 39. Jorge Gerdau tem razão. É impossível acompanhar o que fazem os partidos políticos donatários de ministérios que os comandam como se fossem um território que ganharam do Governo para o próprio desfrute.
Ambição ilimitada
Partidos grandes como PMDB e PT não escondem que desejam ampliar o poder de mando no governo compartilhado. O PT cobiça o Ministério do Trabalho e o das Cidades e o PMDB quer controlar órgãos importantes, como o Denit e a Valec, no Ministério dos Transportes, e a Cobal, na Agricultura. Cada um quer continuar a mamar na vaca barrosa.
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Mário Borges disse:05/12/11 7:54
Já caiu mais um ministro, o Lupi já era, a revista veja e a folha de SP e que estão fazendo as mudanças necessárias nestes ministérios fajutos do Governo Federal, isto é uma vergonha diria o conhecido Boris Casoy, agora o próximo deverá ser o Sr. Negromonte, do M. das Cidades, aquele enrolado lá em Cuibá MT, com o conhecido VLT , 750 milhões de reais no caixa 2 , ou cofre de recursos não contabilizados. Pode?
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