Economia e Popularidade
A popularidade de um chefe de governo no Brasil depende dos resultados da economia. Se esta estiver aquecida, a popularidade quase sempre é alta; se esfriar, a popularidade despenca. O presidente Lula assumiu o Governo em 2003 quando a economia mundial estava em franco crescimento e o Brasil acabara de sair de um processo inflacionário galopante. Lula herdou uma economia organizada, em fase de crescimento e uma Lei de Responsabilidade Fiscal que iniciou o processo de moralização do uso de recursos públicos em obras e serviços. O Brasil estava com uma política econômica equilibrada, com a prática de superávit primário para garantir o pagamento dos compromissos da dívida pública; com a instituição do câmbio flutuante e com excesso de liquide internacional. Este beneficiou o País. Com a aceleração dos preços internacionais das commodities, o Brasil acumulou superávit na balança comercial e acumulou mais de US$ 300 bilhões em reserva estratégica no governo passado. Lula foi felizardo. Com a economia crescente, Lula tornou-se o governante mais popular da História do Brasil. Tão popular e festejado que ajudou a eleger presidente da República, uma senhora executiva com fama de gerente durona. Dilma elegeu-se presidente da República do Brasil sem nunca ter disputado voto numa eleição popular. A aceitação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela população brasileira foi um fator dinâmico para a eleição de Dilma.
Crise à vista
Hoje, não há dinheiro fácil nem barato no mundo como quando Lula tomou posse na Presidência da República. A Europa está em crise e a caminho de uma recessão profunda. Os Estados Unidos da América do Norte caminham a passo de ganso na economia e a poderosa China, que compra commodities do Brasil, já começou a botar o pé no freio econômico.
Sinal de alerta
Na quarta-feira passada, o jornal Valor Econômico informou que “a criação de empregos formais no Brasil despencou em novembro passado”. É sinal de desaceleração da produção econômica que, se continuar, pode produzir desemprego. Os dados preocupantes são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério do Trabalho.
Jogo duro
O governo da senhora Dilma Rousseff não está a dormir de touca. Está alerta e preocupado com a desaceleração da economia nacional. O lançamento do “Programa Brasil Maior” e as constantes intervenções na política cambial revelam essa preocupação. Até passar o primeiro semestre de 2012, muitas águas rolarão por baixo da Ponte Brasil.
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Leandro Grôppo disse:25/12/11 11:09
Ivan, a decisão do voto segue o seguinte caminho: do bolso para o estômago, do estômago ao coração, até chegar ao cérebro.
Por isso a economia e o sentimento de bem-estar é fator fundamental na decisão do voto, em todas as esferas, especialmente a presidencial.
Daí a famosa frase do consultor de marketing político de Clinton, James Carville, em sua primeira eleição ao governo dos Estados Unidos: “It’s economy stupid!
Feliz natal!
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Mario Borges disse:25/12/11 15:22
Ivan, Tenho um amigo que é Gaucho, Ele me disse que não pode mais chamar sua esposa de “bem” , se chamar…vem o banco e toma.
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Leitor disse:25/12/11 16:16
Oi Mário Borges, tudo “jóia”? – “Fala baixo se não…escuta!” Bijoteria!!! “oinha” que nem o gaguim fala!Rá,RÁ,RÁ,RÁ!
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Comentários (4)