Ivan Santos

Discussões sociais, políticas e econômicas

Ivan Santos A coluna é assinada pelo jornalista Ivan Santos e discute o processo político, econômico e social. Ela é publicada diariamente no jornal CORREIO de Uberlândia.

25/12/2011 0:45

Economia e Popularidade

Jornalista

A popularidade de um chefe de governo no Brasil depende dos resultados da economia. Se esta estiver aquecida, a popularidade quase sempre é alta; se esfriar, a popularidade despenca. O presidente Lula assumiu o Governo em 2003 quando a economia mundial estava em franco crescimento e o Brasil acabara de sair de um processo inflacionário galopante. Lula herdou uma economia organizada, em fase de crescimento e uma Lei de Responsabilidade Fiscal que iniciou o processo de moralização do uso de recursos públicos em obras e serviços. O Brasil estava com uma política econômica equilibrada, com a prática de superávit primário para garantir o pagamento dos compromissos da dívida pública; com a instituição do câmbio flutuante e com excesso de liquide internacional. Este beneficiou o País. Com a aceleração dos preços internacionais das commodities, o Brasil acumulou superávit na balança comercial e acumulou mais de US$ 300 bilhões em reserva estratégica no governo passado. Lula foi felizardo. Com a economia crescente, Lula tornou-se o governante mais popular da História do Brasil. Tão popular e festejado que ajudou a eleger presidente da República, uma senhora executiva com fama de gerente durona. Dilma elegeu-se presidente da República do Brasil sem nunca ter disputado voto numa eleição popular. A aceitação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela população brasileira foi um fator dinâmico para a eleição de Dilma.

Crise à vista

Hoje, não há dinheiro fácil nem barato no mundo como quando Lula tomou posse na Presidência da República. A Europa está em crise e a caminho de uma recessão profunda. Os Estados Unidos da América do Norte caminham a passo de ganso na economia e a poderosa China, que compra commodities do Brasil, já começou a botar o pé no freio econômico.

Sinal de alerta

Na quarta-feira passada, o jornal Valor Econômico informou que “a criação de empregos formais no Brasil despencou em novembro passado”. É sinal de desaceleração da produção econômica que, se continuar, pode produzir desemprego. Os dados preocupantes são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério do Trabalho.

Jogo duro

O governo da senhora Dilma Rousseff não está a dormir de touca. Está alerta e preocupado com a desaceleração da economia nacional. O lançamento do “Programa Brasil Maior” e as constantes intervenções na política cambial revelam essa preocupação. Até passar o primeiro semestre de 2012, muitas águas rolarão por baixo da Ponte Brasil.

Comentários (4)

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  1. Leandro Grôppo disse:25/12/11 11:09

    Ivan, a decisão do voto segue o seguinte caminho: do bolso para o estômago, do estômago ao coração, até chegar ao cérebro.

    Por isso a economia e o sentimento de bem-estar é fator fundamental na decisão do voto, em todas as esferas, especialmente a presidencial.

    Daí a famosa frase do consultor de marketing político de Clinton, James Carville, em sua primeira eleição ao governo dos Estados Unidos: “It’s economy stupid!

    Feliz natal!

    http://www.strattegy.com.br

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    • Ivan Santos disse:25/12/11 15:41

      Muto bem Lenadro. Sua interpretação do voto popular é primorosa.

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  2. Mario Borges disse:25/12/11 15:22

    Ivan, Tenho um amigo que é Gaucho, Ele me disse que não pode mais chamar sua esposa de “bem” , se chamar…vem o banco e toma.

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    • Leitor disse:25/12/11 16:16

      Oi Mário Borges, tudo “jóia”? – “Fala baixo se não…escuta!” Bijoteria!!! “oinha” que nem o gaguim fala!Rá,RÁ,RÁ,RÁ!

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