Tempo frio em Minas
Embora toda a propaganda veiculada pelo Governo do Estado para destacar a eficiência do Choque de Gestão do ex-governador Aécio Neves, a verdade é que a dívida de Minas Gerais, pelo menos a com a União, não foi liquidada. Minas Gerais, segundo publicou o jornal “Valor Econômico” na última quinta-feira, está em R$ 57 bilhões. Essa dívida está programada para vencer em 2038 e o Governo do Estado é obrigado a reservar 16,8% da arrecadação para pagar os juros. No ano passado, por causa dos efeitos da crise financeira internacional, a reserva para a dívida ficou em 13% da arrecadação. Não deverá ser diferente neste ano. A dívida de Minas tem feição de impagável. A arrecadação do Estado deve chegar ao fim deste ano em R$ 32 bilhões. A relação entre a receita e a despesa segue apertada. Não há margem para distribuição de bondades. Se o Estado repassa recursos para financiar obras ou melhorar serviços como fez em Uberlândia, é uma contrapartida pelas contribuições tributárias que o município paga. É preciso que os mineiros saibam que o Estado de Minas é um dos mais castigados pela crise financeira internacional. No ano passado, a arrecadação estadual foi afetada negativamente em mais de R$ 2 bilhões. Depois da greve dos professores, que durou 112 dias, o Governo do professor Antônio Anastasia, para honrar os compromissos assumidos, foi obrigado a empreender esforços com redução de despesas em todos os setores.
Prudência
Na realidade, o Governo age com prudência máxima. Para manter a austeridade administrativa adiou para o ano que vem o pagamento do prêmio de produtividade prometido aos servidores e dividiu o benefício em duas parcelas. Não há espaços para dar aumento real de salários aos servidores estaduais em 2012. O próximo ano não promete bonança.
Sem oposição
O professor Anastasia governa praticamente sem oposição. No começo da Legislatura recebeu da Assembleia uma Lei Delegada que lhe permite administrar o Estado sem empecilhos. Os deputados não tiveram, neste ano, compromissos significativos nem problemas para resolver. O resultado do processo legislativo nas Gerais foi de morno a frio.
Inverno frio
O ano de 2011 não foi tranquilo para o governador Anastasia, que teve que rebolar para enfrentar os efeitos da crise internacional que açoitou Minas. Talvez por isto a prometida valorização do funcionalismo, com aumento real de salário, ficou para o futuro incerto e não sabido. O inverno em Minas promete ser muito frio.
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joao roberto spini machado disse:03/01/12 11:45
A culpa é muito pequena do Dr.Anastasia,se o compararamos ao seu famoso antecessor.Ou não?
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