Aumenta o tráfico de drogas
Há alguns anos nos convencemos de que nenhuma repressão policial, mesmo apoiada por recursos governamentais e presídios de segurança máxima, pode impedir o tráfico e a distribuição de drogas em países onde houver consumidores. No ano passado, decidimos suspender comentários neste espaço em defesa da legalização da distribuição de drogas no Brasil. Acompanhamos, a seguir, a violenta repressão na Colômbia e no México, com apoio do governo dos EUA para combater o tráfico. Na Colômbia, os EUA despejaram US$ 9 bilhões, armas e aviões. O tráfico e a distribuição de drogas aumentaram. A repressão no México foi violenta. Dos 37 traficantes mais procurados, 23 já foram presos ou mortos. Os outros intensificaram as atividades e já causaram milhares de mortes na fronteira daquele país com os EUA. Enquanto a guerra por lá produz muitas vítimas, novos comandantes do tráfico e agentes da produção de drogas entram em atividade num círculo contínuo interminável. O México já contabilizou 50 mil mortos na Guerra do Tráfico. A Colômbia tem uma estatística também assombrosa: nos últimos cinco anos, mais de 40 mil morreram. Os ex-presidentes Fernando Henrique (Brasil), Ernesto Zedillo (México), César Gaviria (Colômbia), e o ex-secretário geral das ONU Kofi Anam já concluíram que só há uma saída racional para reduzir a escandalosa Guerra do Tráfico de Drogas: a legalização da distribuição. Verdade nua e crua!
Um exemplo
No Brasil, há mais de 50 anos, o Governo persegue traficantes de drogas, especialmente os de cocaína e maconha. Nunca houve tanta distribuição dessas drogas aqui como agora. A estas, soma-se o crack, droga barata, porém destruidora. Quem quiser comprar drogas no Brasil poderá fazê-lo facilmente em qualquer cidade do País.
A solução
A solução contra o tráfico de drogas não está na repressão nem em campanhas contra o consumo. É a liberação com descriminalização das substâncias ilegais. Se a venda for livre e controlada pelo Governo, não haverá motivo para tráfico e quem quiser se drogar que o faça livremente como muitos já o fazem com cigarros e bebidas alcoólicas.
Dura realidade
No Brasil, com o crescimento da renda das pessoas, aumenta aceleradamente o consumo de drogas. Com o consumo em alta, em um ambiente marcado por repressão, as drogas se valorizam, os preços disparam e, com eles, os lucros dos traficantes. Só políticos demagogos e pessoas ingênuas “não enxergam” essa triste realidade. Liberação já!
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Mário Borges disse:15/03/12 9:29
Porque não fazer uma lei mais severa, por exemplo.. traficante preso, pena de morte, transmitido ao vivo pela TV Globo no Jornal Nacional, a propaganda não é a alma do negocio ? , consumidor dependente químico…prestação de serviços em hospitais e lavouras comunitárias, sob vigilância policial, para o Governo o seguinte ..verbas suficientes para a Educação e Saúde , vai melhorar bastante a vida dos Brasileiros.
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João Neto disse:15/03/12 23:31
Muito boa a matéria! É raro ver gente defendendo a legalização num mundo com morais tão falsas quanto as de hoje. Vocês da redação estão de parabéns por apoiar e ajudar o FIM do tráfico de drogas.
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Diógenes Pereira da Silva disse:15/03/12 12:09
Prezado Ivan Santos, você e muitos leitores sabem da minha preocupação com as drogas e suas consequências, que quase sempre, são desastrosas.
Drogas, é um assunto polêmico em qualquer situação, pois divide opiniões.
Não restam dúvidas de que o tráfico é o maior alimento das altas taxas da criminalidade, é sempre enfatizado os perigos: violência, vulnerabilidade para doenças, marginalização, uso e abuso etc.
Legalizar significa liberar o acesso, tornar legal o seu uso. Para a efetiva abertura dependemos de entendimento, e de reconhecer que o diálogo está a caminho, mas não tão próximo e poderá levar décadas ainda.
Já escrevi no Jornal do Correio e tantos outros e até na Revista Veja, que somente a repressão dos agentes públicos não serão suficientes para combater o uso, o abuso e o tráfico de drogas. Se quisermos ficar num patamar de aceitação precisaria o envolvimento de toda a sociedade.
Com a legalização seria identificado usuários, sairiam da escuridão, não se sentiriam marginalizados e teriam assim, a oportunidade de usufruir de políticas públicas de atendimentos aos drogados. Por outro lado, teríamos a mesma repercussão negativa que temos com a droga que mais mata no mundo, ou melhor, mata mais que todas as outras juntas, trata-se da droga álcool.
Hoje, o álcool é droga liberada. O álcool é o maior responsável por destruição de vidas, principalmente no trânsito e, no entanto é legal. A questão quanto à legalização é: Deve-se, realmente, legalizar? O Brasil está preparado para a legalização?Esta é a solução? A população do Brasil saberá absorver a legalização do uso de drogas?
Polêmicas meu cara Ivan, não tem estudos que comprovam que a legalização seria o melhor caminho, ou diminuiria o consumo.
Sou veementemente contra a liberação.
Diógenes
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José Maria Silva disse:15/03/12 13:22
Ivan… Tudo bem! Sua opinião é esta! Me explica como ficaria os sub produtos deste comércio legalizado! Mais dinheiro legal para armarmos quadrilhas! Mais dinheiro legal para a prostituição e serviços de contravenção! Mais dinheiro legal para o assalto a bancos! Mais despesa para o insuficiênte sistema de saúde nacional! Mais dinheiro legal para sustentar tudo aquilo que advém do primeiro e grande problema da nossa sociedade, que se chama drogas! O insustentável regando de dinheiro legal situações ainda mais insustentáveis… Finalizando com ficariam juridicamente as famílias pobres e humildes que não tem como tratar os filhos e já sofrem muito, mesmo com a ilegalidade desta mazela pública… Respeito opiniões, mas acho não ser por aí a medida correta pra resolver o problema. Pois o buraco é mais em baixo!
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Rubens Forattini Jr disse:15/03/12 17:26
Liberação de Drogas?
Ivan, creio que você acaba mudando de opinião, e, espírito nobre que é, vai até publicar um belo libelo contra a liberação das drogas… Permita-me informar:
1- A produção de coca na Colômbia DIMINUIU! O Gabinete das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (UNODC) informa que a área cultivada regrediu 15% em um ano e a produção diminuiu 50% em relação há 10 anos atrás. Ou seja, o consistente esforço daquele país para eliminar o tráfico está dando certo. Inclusive está vencendo as FARCs, a organização narcoterrorista que era o flagelo do país.
2- O México se acomodou, não combateu efetivamente o crime organizado e acabou tomado por ele. Está de joelhos para os traficantes, a despeito da enorme ajuda dos EUA.
3- É lógico que liberar a droga elimina o tráfico – de droga! Os bandidos não querem o fim da sociedade, querem apenas ganhar muito dinheiro e não vão se aposentar! Se liberar a maconha vão se especializar em cocaína. Se liberar a cocaína (e aí o país já foi para o brejo) passam todos para roubo de carga, sequestro, assaltos a banco, jogo ilegal e demais atividades ilícitas que jamais faltarão. A escalada da violência não acabará.
4- É lógico que a liberação com descriminalização das substâncias ilegais aumentaria o consumo. O Brasil do SUS, que para Lula era “quase perfeito”, não consegue atender o público habitual. Não conseguiria atender a mais esse, que aumentaria e muito! E como acontece com o álcool, haveria demanda extra decorrente de mais acidentes no trânsito.
5- O Brasil NUNCA COMBATEU O TRÁFICO! Não com ações minimamente condizentes. Temos a lei do abate, gastamos uma fortuna no SIVAM, e nunca derrubamos um mísero avião do crime que penetra a todo instante no país. Estratégias necessárias e condizentes com o tamanho da tragédia nacional teriam que partir necessariamente da Presidência da República! Meta básica de governo! O que se viu foi um Lula irresponsável (para dizer o mínimo) e o cocaleiro Morales posarem para fotos com colares de folhas de coca na fronteira Brasil-Bolívia, a defenderem líderes cocaleiros nas eleições bolivianas. Observou-se o apoio incondicional do Lulopetismo à organização narcoterrorista FARC com lugar garantido no Fórum de São Paulo – aquela entidade supranacional criada por Lula, Fidel, Chaves e genéricos para implantar o Salinismo cucaracha tropical. O Brasil chegou ao cúmulo de condenar a Colômbia quando aquele país destruiu o acampamento do chefão Raul Reys na fronteira do Equador. Lula acomodou a mulher de outro chefão, Olivério Medina, o representante das FARCs no Brasil, no Ministério da Pesca. Quanto a Dilma, prometeu e não cumpriu maior fiscalização de fronteiras, inclusive com avião não tripulado que não sai do chão. E, diga-se, FHC, que andou defendendo a descriminalização do uso de drogas, não as combateu com a energia necessária ainda que o problema fosse bem menor à sua época. Não temos um passado de combate às drogas, não temos experiência crítica, não sabemos como seria o país hoje caso enfrentássemos realmente o problema e não desconfiamos como será amanhã se seguirmos o exemplo da Holanda, único país da Europa que se aventurou na área, que conta com um sistema de saúde de sonho, e que reavalia seriamente a liberação das drogas.
6- Por fim, o problema do Brasil não parece ser de recursos, de inteligência, ou dimensões territoriais. É MORAL e começa no Palácio do Planalto, que não se mexe, cujo titular era um presidente que perseguiu o repórter americano que denunciou seu vício por álcool já sabido à farta e até criticado por Brizola. E continua com uma presidente que não é capaz de fazer as creches e as UPPs que prometeu, o que dizer de libertar o país de vícios químicos que lhe roubam a alma.
Abraço,
Rubens Forattini Jr.
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Aninha B. Martins disse:16/03/12 10:51
Comentário bastante aprofundado. Gostei. Parabéns Rubens Forattini Jr. Continue nos brindando com os seus comentários. Abrçs.
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Mário Borges disse:16/03/12 14:11
É bom lembrar que a FARC da Colômbia tinha como um dos seus chefes o Sr. Raul Reys, morto pela Forças Armadas da Colômbia, em seu computador tinha os nomes de Brasileiros que ajudavam na guerrilha e no trafico , e isto é do conhecimento de toda a mídia do Brasil, outro da Farc no Brasil, o Padre Medina e sua esposa, são funcionários do Ministério da Pesca, todo sabem disto, como vamos vigiar nossas fronteiras ? k k k k
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Marcelo disse:16/03/12 16:50
Uai, num sabe não? Segundo a Dilma a vigilância será feita com um avião não tripulado. Um só, para milhares de km de fronteira. Fazer o que? O povo “querdita”!!!
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Xadem disse:16/03/12 20:06
Bem Rubens, vc me fez enxergar uma coisa que eu não tinha exergado e que faz muito sentido… muito mesmo…
“passam todos para roubo de carga, sequestro, assaltos a banco, jogo ilegal e demais atividades ilícitas que jamais faltarão”, mais uma motive evidente e claro que os chefões do país fazem da droga um benefício…
Quem perde com roubo de carga, sequestro, dentre outras coisas mais? Só “ricos”, só quem manda…
A violência do tráfico não atinge rico né… a maioria consegue se defender ou esconder o “parente” muito bem escondido.
E tem outra… O Brasil NUNCA combateu nada, além das pessoas que tentam fazer o melhor para que esse país entre nos trilhos.
Temos que liberar sim.
Chega de ficar passando a mão na cabecinha de malandros e ficar se submentendo à essa desgraça chamada de insegurança generalizada.
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Marcella Karinni Demétriuss disse:15/03/12 18:03
Que isso Sr. Mário Borges, Pena de morte? Devem sim criar leis mais severas, fazer uma reforma no Código Penal brasileiro(1940)quem sabe até “prisão perpétua” para determinados crimes, mas pena de morte, meu caro, eu discordo… Só Deus pode tirar a vida! Pense nisso.
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Xadem disse:15/03/12 21:02
Hoje sou a favor da liberação, porém, o Estado tem que distribuir gratuitamente as drogas, senão, a exemplo do cigarro, teremos comércio paralelo.
Para tanto, devemos aprovar a pena de morte e prisão perpétua com custeio das despesas pelo próprio criminoso.
Jà perdemos a guerra para o tráfico e jamais iremos ganhar. Quem quero cobrar um baseado aí ou uma pedra? Tenho certeza que em uma voltinha de 10 minutos compra. Todo lugar tem um ponto, até em cidades pequenas, ou seja, a venda e o consumo já estão liberados, porém, causam mortes por n motivos.
Mata aquele que não tem dinheiro para consumir, que também rouba e faz vítimas, como a Jussara, lembram? Enfim comete-se muitos crimes para usar e para vender. Tendo de graça não haverá motivo para a violência.
Eu tinha uma preocupação por não existir consumo seguro. Quem quer consumir vai consumir do mesmo jeito. Os reflexos do alcool são os mesmos. É também uma droga e sofremos com a mesma masela. E quem quer morrer que morra. Chega de passar doce na boca de marmanjão. Todo mundo sem exceção sabe que a droga vai matar, então que pague o preço.
Liberando vamos acabar com a violência que hoje reflete em 99% dos crimes. 99% é fruto do tráfico.
Entretanto, teriamos que evoluir na legislação em vários aspectos. Por exemplo: o patrão, o contratante passa a ter o direito legal de fazer exame toxicológico em seus funcionários, como aquele do fio de cabelo que identifica o consumo, bem como passo a ter o direito de fazê-lo com os amigos dos meus filhos, enfim, eu passo a ter o direito de excluir da minha vida e convivência um usuário.
No fritar dos ovos, vamos continuar fazendo o que fazemos hoje a única ação que realmente funciona contra as drogas: A PREVENÇÃO e isso, meus caros, só com educação.
Os 2 bilhões que a Dilma vai jogar no lixo tentando recuperar 90% de irrecuperáveis que vão passar dias em hoteis de luxo, poderia-se investir em escolas integrais e de qualidade.
A fortuna que se investe em ações policiais como a do Alemão bem como tudo que se gasta com o combate, seria revertido em educação e cidadão consciente, dificilmente, destroi a própria vida, o próprio futuro.
Porém, ningúem quer acabar com as drogas de verdade. O fim delas significa menor faturamento dos telejornais e imprensa em geral, significa menos dinheiros para ongs (estatais falsas), significa menos dinheiros para clínicas (hoteis de luxo), significa menos dinheiro para o mercado de segurança, etc etc etc…
É bem por aí Ivan, mas eu não digo que são políticos demagogos nem pessoas ingênuas, mas sim, políticos “curraleiros” e pessoas extremamente capitalistas.
Hoje só morrem inocentes, com a liberação, deve morrer menos inocoentes e mais inconsequentes…
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Rubens Forattini Jr disse:15/03/12 22:25
Errata: leia-se Stalinismo, onde escrevi Salinismo.
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Rubens Forattini Jr disse:19/03/12 2:47
Ainda as drogas.
Importantes questões foram abordadas nesse valioso espaço… Gostaria que o nobre Ivan permitisse continuarmos explorando. É construtivo.
Quanto aos ricos que perdem com o tráfico: os bandidos, ao migrarem de ramo, não vão promover a justiça social no país com a eliminação dos aquinhoados… Aliás os chefes do tráfico devem estar entre os mais ricos. Vão fazer seqüestro relâmpago na classe média, vão assaltar o único caminhão do seu Zé, vão detonar agências bancárias com o gerente e os clientes dentro (os donos, ricos acionistas, as repõem), vão explorar jogos de azar, vão ampliar a venda de psicotrópicos como o êxtase ou novidades mais fortes, vão envolver sempre toda a sociedade…
Mas é necessário classificar os vários tipos de ricos do país, além dos provavelmente ricos chefes do crime organizado.
a) Há empresários, mesmo no Brasil, que acumularam riqueza por EXTREMA COMPETÊNCIA e TRABALHO MUITO DURO, que geram a maioria dos empregos e, junto com a população trabalhadora, são responsáveis por fazer o país ainda funcionar e ainda crescer aqueles pífios 2,7% de 2011. Essas competências empresariais são imprescindíveis em qualquer país e construíram, junto com governos responsáveis, os Estados de bem estar social da Europa, Canadá, Nova Zelândia. Esses ricos PERDEM com o tráfico de drogas.
b) Há abastados nesse país que se aboletam em uma máquina estatal anacrônica, que desde 2003 foi aparelhada pela cumpanheirada e contém mais de 24.000 cargos de confiança. Comparando, são 300 cargos na Inglaterra e 170 cargos na Alemanha. Esses brasileiros são liderados pela cúpula no poder QUE MANDA… já mostraram a que vieram. Privatizaram para o partidão o universo de empresas estatais entre as quais Petrobras e Correios, são incompetentes, maus gestores, ausentes, dilapidadores, garantem um custo Brasil nas alturas. Lamentam profundamente a privatização da Vale e da Telebrás por FHC, que lhes retirou acesso a uma miríade de cargos de primeira.
c) Há o sistema de capitalismo de Estado implantado também em 2003, pouco compreendido e pouco comentado, que aos poucos está tornando o Brasil uma mistura de Venezuela e China. Nessa festa o governo centralizador com DISCURSO POPULISTA mantém relação de pai para filho com um clube de ricos empresários cativos que não correm riscos. As agências reguladoras tão combatidas por Lula não mais os incomodam. Não vivem as leis de mercado, não praticam a livre concorrência. Entre esses notáveis empreendedores estréia o Lulinha – o “Ronaldinho das finanças” segundo o pai. E a cereja do bolo – Eike Batista, competente e oportunista, já é o 7º homem mais rico do mundo. Eike acha o Brasil “uma maravilha”, segundo disse no programa “Roda Viva”. E deve ser mesmo. Junto desse meio não se deve esquecer os banqueiros com lucros fabulosos, que praticam no país os juros altíssimos permitidos por nossa Constituição, percentuais que em países sérios seriam considerados ilícitos.
d) Há a classe de ricos formada por intermediários, que se misturam com os grupos b e c e fazem ponte entre o governo, o empresariado cativo, lobistas de todo tipo e um universo de ONGs de fachada. Nesse meio circulam Josés Dirceus, Paloccis, Pimentéis, a amigona de Dilma, Erenice Guerra e família, bem como os ministros patriotas dos dois governos petistas. Aliás, quando Dilma era ministra da Casa Civil detonou a carreira de Lina Vieira, secretária da Receita Federal do Brasil que, veja que atrevimento, começou a incomodar o grupo Sarney e a Petrobras. Pretendia, como a ela própria declarava, pegar os peixes grandes. Dançou: a ministra Dilma e o Ministro Mantega ali estavam para proteger a estrutura de poder.
A violência do tráfico não atinge realmente os ricos dos grupos b, c e d. Apenas os do grupo a. Os demais, ao contrário, sobrevivem melhor em um ambiente de governo autoritário, centralizador e parasitário, o Judiciário conivente, a imprensa controlada, a oposição acovardada e cooptada, a sociedade dominada e, quem sabe, drogada. O sistema atual Vampiriza o país similarmente às drogas pesadas. Quem sempre perde com esse sistema? É quem trabalha honestamente, dependente de um ambiente estável e que reconheça o esforço, que premie o mérito, os bons valores e as boas práticas, um ambiente que prevalece no primeiro mundo.
Quanto ao modelo da Holanda, esqueçamos, não é aplicável. Holanda é país desenvolvido. Com a liberação de drogas devemos nos aproximar da situação de narco-Estados como a Nicarágua e Bolívia. Então vamos imaginar um cenário bem provável:
Propõe-se o fim do tráfico mediante a liberação das drogas conforme as leis de mercado, como o álcool. Não só maconha, mas drogas pesadas, certo? Mesmo porque, se não fossem, não acabaria o tráfico. Será possível comprá-las sem repressão em qualquer bar, shopping, lanchonete de beira de estrada e até de porta de escola. Como acontece com a bebida, o viciado vai adquirir droga bem barata, vai encher os bolsos e a mochila de erva, pó e seringas. O limite, o freio, será apenas a própria consciência, do adulto, adolescentes e crianças (esses últimos já compram e consomem álcool ilegalmente hoje). PELO MENOS ENQUANTO CONSCIÊNCIA EXISTIR. Ora, não se pode comparar os efeitos e a dependência de álcool com os efeitos e a dependência devastadores, da cocaína, do crack ou oxi. Quem é viciado em droga pesada não tem mais consciência ou controle sobre si. É óbvio que o consumo aumentará endemicamente, pois já aumenta a passos largos mesmo com a droga cara como é.
O Brasil fará como a Bolívia: vendendo no varejo dentro do país e se tornando grande exportador clandestino, por que não? Já somos o maior distribuidor da cocaína produzida nos países vizinhos para a Europa, mercado onde o produto é proibido, e, portanto, com preços excelentes para quem vende. O Brasil pode se tornar um grande narco-Estado produtor e exportador. Muitos países não vão concordar com nossa política social e econômica, com nossa própria droga a invadir-lhes as fronteiras e desgraçar-lhes a sociedade. Poderemos sofrer sanções que, aliadas à baixa produtividade nacional decorrente da piora da qualidade do trabalhador devido à droga, pode impactar fortemente a economia, afetando todo o povo drogado ou não.
- O SUS não vai atender a demanda da população drogada. Como se tratarão? São seres humanos. Não podem ser abandonados. Ainda somos um país cristão.
- Como será o fornecimento da droga? O Governo vai criar uma Drogabrás? Vai distribuir gratuitamente conforme as necessidades através de uma Bolsa-droga? O empresariado vai plantar cannabis, coca e papoula? Campos cultivados como a soja? Essas culturas vão concorrer com as áreas plantadas de alimentos?
- Os viciados não conseguirão emprego, é claro. E não serão mortos pela Lei, graças a Deus, mas não deverão morrer logo. Serão sustentados pelo dinheiro público, ou seja, dos que trabalham e pagam impostos? Sem dinheiro, drogados terão que ser abastecidos gratuitamente. Como se comportará o exército de zumbis que deverá surgir? Quando a crise de abstinência apertar por faltar droga gratuita, a multidão de drogados desempregados será gentil e pacífica ao cruzarem conosco pelas ruas, semáforos, botecos, shoppings, eventos, repartições públicas? Lembremos que faltou no SUS remédio para AIDS em 2011. Pode haver seca, prioridade para exportação com desabastecimento interno (como ocorre com álcool combustível x açúcar), problemas de distribuição etc. Parece que toda a sociedade brasileira que trabalha e carrega o país nas costas sofrerá com a liberação das drogas. Sai a violência do tráfico e entra pra valer a da própria droga.
O Brasil nunca combateu qualquer coisa além das pessoas que tentam fazer o melhor E ESSAS ESTÃO FORA DE CENÁRIO. Não combatemos a improbidade, a impunidade, a incompetência, a má educação, a falta de oportunidades para uma população pateticamente iludida e cruzamos os braços com relação às drogas.
Portanto, é melhor começarmos já! Antes de pensar na liberação do tráfico vejamos outro cenário, o do Brasil que daria certo:
- O Brasil fecha a fronteira com a Bolívia e Paraguai, para começar. Só passa carga inspecionada. Todo avião clandestino será interceptado e no caso de resistência, abatido. Acabou a conversa mole irresponsável do país que entregou de bandeja aquelas instalações da Petrobras para os bolivianos.
- As rodovias terão barreiras com policiais bem treinados, GANHANDO A PEC 300.
- O governo não tem dinheiro para pagar salários e combater o tráfico? Ele virá de todos os bens bloqueados e tomados dos notórios dilapidadores do país, através de um Judiciário rápido e eficaz que jamais existiu. Virá do país que presta e trabalha, produzindo excedentes na produção com impostos baixos e altíssima produtividade, a gerar riqueza para toda a sociedade, num processo virtuoso com infraestrutura adequada, com força de trabalho altamente capacitada, com confiança no sistema político-financeiro, baixo custo e eficácia da máquina estatal altamente objetiva, pequena e competente.
- Nas escolas, antes de se ensinar educação sexual de todos os tipos, maneiras e posições às crianças, deve-se ensinar os efeitos das drogas e a jamais consumi-las. Educação em tempo integral, desideologizada e de primeiro mundo. Ensinaremos que 10 menos 7 é igual a três, que língua portuguesa só se escreve de uma maneira, a correta, que justiça social só se obtém com saúde mental, muito estudo, trabalho sério e eficácia máxima do Estado. Nesse sistema escolar não há lugar para Haddads, Mercadantes e presidentes que não estudam.
- Na fixa limpa, além de barrar as aberrações que desfilam na política, não se pode admitir inclusive dependentes de álcool e outras drogas. Um presidente, senador ou deputado viciado em qualquer coisa jamais lutará contra as drogas.
- Nas marchas da maconha – afinal a manifestação de pensamento deve ser livre, pode-se defender qualquer coisa até que um dia a sociedade aprenda a defender seu futuro, devem-se identificar quem faz parte do irresistível lobby das drogas, inclusive Ministros de Estado que não podem defender ilegalidades, para nunca mais admiti-los nem como faxineiros de prédios públicos.
Não é de ordem moral o verdadeiro problema? As drogas são o resultado e não a causa. Enquanto não reformarmos o país eticamente não haverá solução para a violência. Comecemos a ler, mesmo quem não acredita, aquele fantástico filósofo, líder maior da humanidade, Jesus, que alertou que devêssemos temer não quem destrói nosso corpo, mas quem se apodera de nossa alma. Os falsos profetas da ilusão estão no comando do país. A droga está cada vez mais disponível, aceita, natural, e o problema não é ela, são os bandidos de todas as espécies e a IMPUNIDADE, que é tão endêmica por aqui quanto a droga e com ela se combina muito bem. Não devemos liberar tudo e vivermos no caos para eliminar a violência, pois o caos é a própria violência.
Não há experiência positiva no mundo que justifique a liberação de drogas no Brasil. Se houver liberação por se admitir o fracasso de nossa disposição à luta, vamos acabar liberando qualquer temeridade contra a qual não combatemos e nos deixamos levar: qualquer tema deletério que continuamente observamos na agenda assombrada da turma do poder. Há que se recusar, um dia, os alucinógenos políticos que infestam o país e se alimentam da esperança alheia. É preciso crítica, é preciso cobrança com energia, é preciso indignação e absoluta intolerância contra a falta de caráter e postura dúbia de qualquer celebridade política, qualquer autoridade pública. Não se podem separar os principais problemas brasileiros. Eles se relacionam. Mas não há nada que impeça o bom combate.
Abraço,
Rubens Forattini Jr.
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