Uma Previsão Preocupante
Li com atenção, interesse e preocupação o noticiário internacional sobre a recente reunião de executivos do Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID – em Montevidéu, capital do Uruguai. Um destaque deixou muita gente preocupada na América do Sul: a previsão de desaceleração da economia na China. No ano passado, a economia chinesa cresceu 8,5%, mas, de acordo com a previsão do BID, poderá cair até 3% em 2013. Este cenário negativo seria impulsionado pela desaceleração das importações na Europa, hoje em profunda crise financeira e desemprego elevado. Se a Europa reduz importações da China, os efeitos negativos se espalharão por todo o Globo e a China sofrerá. Se essa previsão for verdadeira, os países que exportam minerais para a China, como o Chile, o Brasil e o Peru, e os que exportam soja, como a Argentina e o Brasil, poderão ser duramente atingidos em 2013. Esta é uma previsão pessimista demais, mas quem a fez foi uma instituição conceituada no mundo e que tem elevada credibilidade. Previsão é algo futurista que pode concretizar-se ou não, mas diante de uma séria, é preciso agir como quem pisa em ovos: com prudência. Até o fim deste ano poderá haver queda nos preços das commodities, pressionados por redução das importações da China. O rombo negativo poderá atingir 30% em 2013, em relação aos preços atuais. As exportações do Brasil, turbinadas por commodities, podem enfrentar tornados e tsunamis.
Desaceleração
Em Montevidéu, o economista-chefe do Instituto de Finanças Internacionais (IIF) – entidade que representa no mundo os bancos privados, disse que “uma desaceleração na economia da China terá efeito negativo imediato sobre os preços das commodities em todo o mundo, especialmente na América do Sul, com destaque no Brasil”.
Sem medo
Os economistas que assessoram o Governo Federal não vêm risco de desaceleração da economia na China no curto prazo. Também não preveem uma crise de crédito que abale a economia norte-americana como a que ocorreu em 2008. O Governo do Brasil caminha otimista e não comenta o resultado pífio da economia nacional em 2011: 2,7% do PIB.
Sinuca de bico
O Governo de Brasília tem demonstrado preocupação com o enorme fluxo de capital estrangeiro que entra no País para especular e provoca valorização do real. Segundo os especialistas, esse fenômeno prejudica as empresas nacionais exportadoras que perdem competividade nos mercados externos. Este é um pepino que o Governo procura descascar.
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Bruno disse:23/03/12 8:26
Esse PT está acabando com o Brasil…
Estamos desindustrializando e focando cada vez mais na exportação de commodities.
Lembro que o mínimo aumento no calote dos financiamentos imobiliários e de automóveis pode gerar uma crise interna de proporções desastrosas.
Nesse quadro (CENÁRIO OTIMISTA) ou o governo libera R$ a rodo para o mercado e baixa mais ainda as taxas de juros para dar estímulo ao consumo, (CENÁRIO PESSIMISTA) ou o governo aumento os juros e regula o mercado (afim de segurar a inadimplência e fazer “ajustes fiscais e monetários” pois o Yuan se desvalorizaria ainda mais), e entramos assim em uma época de estagnação econômica.
Mesmo no cenário otimista, uma baixa na taxa selic tem “dois lados de uma mesma moeda”, caindo os juros a dívida interna também cai (MUITO BOM… EXCELENTE), mas para isso o governo terá que gastar muito de suas reservas para “oxigenar” o mercado, ficando assim em posição vulnerável a outras turbulências que podem vir mais adiante. -
Diógenes Pereira da Silva disse:23/03/12 13:26
E adianta ficar preocupado com a entrada de capital estrangeiro e incentivar com redução de impostos empresários e empresas estrangeiras para entrada de produtos importados????????
Só Brasil, reduz impostos para entrada de produtos de outros países?? Duvidam.. .. pois é verdade. A maioria das empresas e empresários do Brasil Varonil, andam de orelha em pé….
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Alexandre Corrêa disse:23/03/12 15:50
Interessante observar a “fala” insistente de ultraconservadores de extrema direita que desejam a todo instante revelar a “crise” do governo atual. Repetem o mesmo modelo de inconformismo demonstrado com a capacidade administrativa do ex-presidente metalúrgico. Sentem saudades de um representante da elite intelectual que sempre governou o país desde a chegada dos portugueses até o início deste milênio (elite nobiliárquica, elite rural, elite industrial, elite bancária e por fim, saídos da acadêmia, a elite científico-liberal /o sociólogo e o médico).
Hoje, ao ler o jornal local encontrei uma pérola desse cenário. O ultraconservador local IVAN SANTOS escrevendo mais uma vez sobre a crise do governo federal e da ameaça ao crescimento econômico do país. Bem ao lado, na página posterior, a matéria sobre o avanço das classes “E” e “D” para a “C”. O estudo publicado na matéria revela números sociais e econômicos que me deixam a pensar. Crise? Que crise é essa que o colunista local tanto alardeia há anos no nosso jornal? Crise Ivan, foi o que meus pais passaram em anos de ditadura e nos anos subsequentes de elite conservadora no poder.
Assim como o exemplo local, nacionalmente encontramos expoentes órfãos da elite ultraconservadora de extrema direita como o auto-exilado DIOGO MAINARDI e o seu colega de revista VEJA, REINALDO AZEVEDO. Nas organizações GLOBO, ARNALDO JABOR, MÍRIAN LEITÃO e CARLOS SANDEMBERG tentam alardear essa mesma crise.
Avaliações desconectadas de um contexto histórico-político servem facilmente à manipulação de ideias falsas, a serviço de interesses de alguns poucos que temem o avanço econômico, social e educacional dos miseráveis das classes E e D. Afinal, quem vai continuar realizando os serviços domésticos na CASA GRANDE se a SENZALA começa a se esvaziar?
por: Alexandre Corrêa.
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Mário Borges disse:24/03/12 9:29
24/03/2012
às 4:11 \ Sanatório Geral
Mais dois verbetes
“O governo Dilma tinha uma base fidelíssima até o final do ano. Tem que ajustar a conversa”.Lincoln Portela, deputado federal pelo PR de Minas Gerais, ensinando que, na novilíngua lulista, “base fidelíssima” significa base alugada e “ajustar a conversa” quer dizer pagar os atrasados e reajustar a tabela de preços.
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Alexandre Corrêa disse:23/03/12 17:21
Prezado editor,
estou ENVIANDO NOVAMENTE o comentário postado mais cedo e acredito que um jornal sério reconhece os princípios constitucionais pertinentes à liberdade de informar e ser informado, a bem do que é sustentado como liberdade de imprensa. Espero continuar lendo um jornal que não censura o debate.Comentário:
Interessante observar a “fala” insistente de ultraconservadores de extrema direita que desejam a todo instante revelar a “crise” do governo atual. Repetem o mesmo modelo de inconformismo demonstrado com a capacidade administrativa do ex-presidente metalúrgico. Sentem saudades de um representante da elite intelectual que sempre governou o país desde a chegada dos portugueses até o início deste milênio (elite nobiliárquica, elite rural, elite industrial, elite bancária e por fim, saídos da acadêmia, a elite científico-liberal /o sociólogo e o médico).
Hoje, ao ler o jornal local encontrei uma pérola desse cenário. O ultraconservador local IVAN SANTOS escrevendo mais uma vez sobre a crise do governo federal e da ameaça ao crescimento econômico do país. Bem ao lado, na página posterior, a matéria sobre o avanço das classes “E” e “D” para a “C”. O estudo publicado na matéria revela números sociais e econômicos que me deixam a pensar. Crise? Que crise é essa que o colunista local tanto alardeia há anos no nosso jornal? Crise Ivan, foi o que meus pais passaram em anos de ditadura e nos anos subsequentes de elite conservadora no poder.
Assim como o exemplo local, nacionalmente encontramos expoentes órfãos da elite ultraconservadora de extrema direita como o auto-exilado DIOGO MAINARDI e o seu colega de revista VEJA, REINALDO AZEVEDO. Nas organizações GLOBO, ARNALDO JABOR, MÍRIAN LEITÃO e CARLOS SANDEMBERG tentam alardear essa mesma crise.
Avaliações desconectadas de um contexto histórico-político servem facilmente à manipulação de ideias falsas, a serviço de interesses de alguns poucos que temem o avanço econômico, social e educacional dos miseráveis das classes E e D. Afinal, quem vai continuar realizando os serviços domésticos na CASA GRANDE se a SENZALA começa a se esvaziar?
por: Alexandre Corrêa.
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Mário Borges disse:24/03/12 9:10
Eleger…por eleger, uma pessoa inculta e sem qualquer noção do ridículo, devemos então eleger o Índio Juruna , chefe de uma tribo lá no Xingú, Ele sim, representa o pensamento atrasado de uns poucos esquerdopatas. A carga de impostos no Brasil chega a quase 40% de tudo que é produzido, a maior parte e surripiada pelo este pessoal do atual Governo, veja quantas demissões de Ministros neste ultimos 12 meses, a maioria por corrupção, veja como anda a nossa Saúde, a nossa Segurança e a nossa Educação, a TV Globo mostrou ao vivo e a corres com são conduzidas as compras nos Hospitais Federais, os Tribunais de contas já não tem capacidade de acompanhar a quantidade de obras sub-faturadas , os Estádios de futebol e a transposição do Rio São Francisco batém recordes atrás de recordes , e em segundo lugar vem o famoso DENIT , já estamos cansados de lêr nos jornais estas noticias. E por fim, qual o Governo Comunista na América do Sul que deu certo ?
Vejam a Venezuela , Cuba , Argentina e Bolivia , entre outras. Tentem escreve para jornais lá nestes países contra o Governo, tentem…tentem…-
Marcelo disse:24/03/12 22:55
Na minha concepção a divisão “esquerda” e “direita” na política dos dias atuais é uma das maiores falácias do planeta.
Essa divisão serviu apenas para dividir grupos com interesse antagônicos durante a Revolução Francesa.
A expressão continuou a ser usada para elevar gananciosos ao poder sob o pretexto de “defesa do povo”.
Para esse povo que se diz “de esquerda”, nada é mais fácil do que invocar a palavrinha “direita” (ou “ultradireita”, percebam a raivinha da pessoa) para criar a antipatia do “povo” contra os pretensos “defensores do povo”.
O “povo” não conhece a vida que seus representantes “de esquerda” levam. Nunca vi a imprensa ir até algum hotel em que estivesse hospedados durante suas viagens, nem mostrar os aviões em que costumam viajar.
Se o “povo” descobrisse que o discurso “de esquerda” é pra lá de mentiroso, vixi! Dá até medo do “povo”. “Revolução Francesa” ia ser fichinha…
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Marcelo disse:24/03/12 22:57
Corrigindo uma omissão de palavra:
Para esse povo que se diz “de esquerda”, nada é mais fácil do que invocar a palavrinha “direita” (ou “ultradireita”, percebam a raivinha da pessoa) para criar a antipatia do “povo” contra os rivais dos pretensos “defensores do povo”.
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Jose Veridiano de Oliveira disse:25/03/12 11:56
Este domingo o Jornal correio traz uma materia que o Sr. Ivan santo esta com suas ideias sam e imparcial gosto disto. E bom que os candidatos lembre bem destas palavras e não vem encher saco da gente com denucismo, propostas mirabolante e a ideia do invento da roda que nos Uberlandenses não atoleramos mais isso faz propjetos e plano de governo concreto e possível de colocar em prática valorizando o que temos de melhor e que podem vir a melhorar os ainda falho e outros novos para somar para cada vez mais melhorar nosso município principalmente na atenção do seu povo.
Comentários (9)