Preocupação com a violência
De um cidadão de Uberlândia recebi a seguinte mensagem com a recomendação de enviá-la aos candidatos a prefeito: “Não aguento mais ligar a televisão, todos os dias, e assistir às notícias de crimes violentos com mortes de pessoas humanas em nossa cidade; a violência está demais; está como nos morros do Rio de Janeiro. Particularmente, eu entendo que só as polícias Militar e Civil do Estado, por mais esforços que façam, não podem acabar com o tráfico de drogas e com a criminalidade violenta em Uberlândia. A prefeitura precisa criar uma Guarda Municipal armada, para ajudar patrulhando dia e noite toda a cidade, principalmente nos bairros. Acho que é preciso construir mais uma ou duas cadeias como a Jacy de Assis para recolher presos temporários e, pelo menos, outra penitenciária como a Pimenta da Veiga. É preciso endurecer no combate aos criminosos. Não é mais possível continuar a assistir, todos os dias na televisão, às informações de crimes cada vez mais violentos. Não adianta trazer grandes empresas para a cidade, construir casas populares, melhorar a saúde e a educação se as pessoas, nas ruas, não têm segurança. O futuro prefeito, desde a posse, precisa tomar providências para acabar com tanta violência em Uberlândia. Não adianta ter progresso com geração de emprego e renda se a violência impede que as pessoas andem em segurança na cidade. Esta e a minha modesta opinião”.
COMPETÊNCIA
Publico a sugestão neste espaço, sem identificar o autor, para o conhecimento dos candidatos a prefeito, embora saiba que nenhum executivo tem competência para enfrentar sozinho, com recursos do município, a criminalidade que cresce em todo o Brasil. Este é um problema que carece de ações federais e estaduais especializadas.
PREOCUPAÇÃO
A preocupação com insegurança, em Uberlândia, é coletiva como é em Minas e no Brasil. O Governo Federal investe pouco em segurança e o Congresso, pressionado por associações de direitos humanos aprova leis brandas para que a polícia e a Justiça possam prender e julgar bandidos “humanamente”. O Brasil parece “dominado”.
AÇÃO COLETIVA
O combate à criminalidade é uma questão nacional. Se Uberlândia pudesse resolver os problemas locais de segurança, logo receberia agentes de outras cidades e capitais que para cá se descolocariam com direito de ir e vir. Esta é uma questão que precisa ser assumida pela União, pelos estados, pelos municípios e pela sociedade organizada.
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O Sindico disse:15/05/12 8:39
Segurança é área de responsabilidade da União e dos estados.
Vejo os estados se esforçando, mas sem o apoio da União (que esta nas mãos do PT a 10 anos), não haverá evolução nenhuma nessa área.
Precisamos de um governo federal que ajude os estados, o que por sinal o presente governo (Dilma/PT/PMDB) não tem feito, pois estão mais interessados em trazer a copa do mundo com seus elefantes brancos (estádios), que nos custarão muitos bilhões (vejamos o caso do Itaquerão, que terá dinheiro público, mas pertencerá ao Corinthians).
Esse é o jeitão do PT de governar, dando prioridade a coisas supérfluas, e deixando de lado a saúde, educação e segurança para investir em ações populistas, que trarão votos para a reeleição de seus candidatos. -
Severo Gomes disse:15/05/12 11:14
De fato o combate a violência precisa da ação coletiva. Terá de haver um pacto social nesse sentido, entre os diversos segmentos da sociedade. Infelizmente a indústria da violência garante empregos a milhões de brasileiros e assim só “porrada” não resolve.
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Mário Borges disse:15/05/12 11:32
veja que o Governo federal não tem feito nada para a Saúde, Educação e Segurança , nestes últimos 8 anos, governo do PT , somente propagandas em rádios e Tvs, uma fabula em dinheiro, veja por exemplo as obras do PAC , todas com atrasos monumentais, a transposição do Rio São Francisco falta somente uns 70% para terminar, seu orçamento já subiu uns 200% do preço original, aponte, se tiver condições, uma só obra deste Governo que teve inicio e fim ? , vamos ter que chamar o Diógenes com sua lanterna, quem sabe ?
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Severo Gomes disse:15/05/12 16:58
Estranho a sua fala, pois Obama nos EUA, está tentando adotar o SUS; O Brasil foi considerado o país que mais investiu em educação (era Lula e Dilma. Quanto ao investimento na COPA, qualquer governo faria o mesmo, uma questão meramente econômica.
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Rubens Forattini Jr disse:16/05/12 0:12
Severo Gomes, gostaria muito que você apresentasse suas referências. Todos os dados disponíveis demonstram que o Brasil:
1) Investe pouco em educação: somente agora alcançou a média percentual, em torno de 5% do PIB, dos países participantes do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA). Pelo nosso atraso, o percentual deveria ser maior. O Brasil tem vem gastando 978 dólares anuais por estudante. Uruguai, Bolívia, El Salvador, Peru, Paraguai, Nicarágua e Equador gastam em média 1050 dólares por estudante, 7,4% a mais.
2) Investe mal em educação. Essa informação é ainda pior. O resultado dela está demonstrado através da má figura dos estudantes brasileiros no relatório do PISA. Dos 65 participantes, o Brasil ocupa a 53ª posição. Está abaixo da média mundial em leitura, matemática e ciências. O país ocupa o 88º lugar de 127 no ranking de educação feito pela UNESCO. Os estudantes brasileiros seguem a orientação do doutor honoris causa LULA – que desabafou para eles que ler um livro e andar de esteira era a mesma coisa, dava uma canseira danada, e de Dilma, aquela que tem certeza que está lendo o livro do qual não lembra o autor – são, depois dos estudantes da Tunísia, os que têm menos obras literárias em casa.
3) Paga mal aos professores. Os professores das universidades federais estão entrando em greve por descumprimento do acordo salarial com o governo. Não recebem reajuste de salários.
Pode se preocupar com a violência. O Brasil que tem um sistema “quase perfeito de saúde” que não opera presidente, que tem a educação primorosa de Haddad que ensina português errado e soma 10 menos sete igual a quatro, promete!
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O Sindico disse:16/05/12 8:13
Disse tudo caro Rubens Forattini!
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Bruno disse:16/05/12 9:59
País que mais investiu em educação???
De onde você tirou esses dados Severo???
Está inventando né…aprendeu isso com o Lula e a Dilma também?
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Marcelo Campos disse:15/05/12 17:04
Triste notícia aos incautos: repressão não acaba com a violência. Uma política pública eficiente para segurança passa por melhores condições em educação, saúde, meio ambiente, cultura… enfim, várias áreas.
Usando o raciocínio do post anterior, de que o problema do tráfico de drogas não é o uso das drogas, o experiênte jornalista facilmente chegaria à lógica de que o problema do crime não é o criminoso, e sim todas as arestas sócio históricas que levaram o cidadão a cometer o crime.
Violar direitos humanos de cidadãos inseridos em condições sócio-históricas que não lhe propiciaram uma vida digna vai punir de maneira gravosa o criminoso, mas estará longe de acabar com o crime. Até porque é muita ingenuidade achar que acabará a violência sendo combatida com a própria violência. O epcentro do neoliberalismo está aí para provar: nos estados onde há pena de morte a criminalidade foi “reduzida” a patamares inferiores a zero.
Ingênuo também esse pensamento de classe média aterrorizada, segundo o qual o problema do crime é o criminoso, que bandido bom é bandido morto, que crime é coisa de vagabundo… As oportunidades são mais bem receptivas àqueles que nascem em condições sócio-históricas favoráveis, e até por isso uma competição pelo mérito é desigual. E não, não há oportunidade para todos, sequer iguais. A criminalidade é apenas reflexo de uma sociedade cheia de contradições, e não um problema em si mesmo.
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José Fernandes Pires disse:15/05/12 18:34
Como uberlandense é triste ler um comentário como este. Nossa cidade, construída e transformada em uma das mais importantes metrópoles do país, mercê da visão avançada de sua gente, onde não falta oportunidade para quem queira trabalhar, tem uma estatística criminal de arrepiar os cabelos. Realidade propiciada por hordas de forasteiros que aqui aportaram, principalmente, durante as duas desastradas gestões socialistas. E depois nos deparamos com comentários como este, recheado de baboseiras intelectualoides. Querer atribuir a violência à condição social do indivíduo é dar um tampa na cara dos milhões de trabalhadores honestos do nosso país.
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Severo Gomes disse:16/05/12 9:15
As hordas de forasteiros, a quem você atribui culpa pela violência local, são brasileiros migrantes que compõe hoje 70% da população local. Induziram o crescimento de Uberlândia, mediante trabalho, idealismo e inovação. É um caminho sem volta para qualquer cidade brasileira que se tornou metrópole regional.
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Marcelo Campos disse:16/05/12 19:35
José Fernandes, procure referências sobre um tal “nacional-socialismo alemão”. Você irá se identificar bem com bastante coisas dele.
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José Fernandes disse:17/05/12 14:17
Não mais que você, com certeza. Sobre suástica e outra bobagens creio que estou muito longe de sua capacidade.
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Afrodescente portador de moléstia mental disse:15/05/12 23:36
Oxiquindum-dum, oxiquindum-dum, é o meu samba gente!!!! Dá-lhe sambinha da terra!!! oxiquindum-dum, oxiquindum-dum…
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Rubens Forattini Jr disse:15/05/12 17:18
Caro Ivan,
O Mário e o Síndico tocaram na ferida: a iniquidade e o descaso são a mãe e o pai da violência no Brasil. Mas é preciso trazer o seu artigo de ontem, pois as drogas permeiam tudo no país.
Sobre as drogas, o que a Holanda nos ensina?
Primeiro: desde 2007 aquele país vem reprimindo efetivamente o consumo de drogas. A partir de 1º de maio desse ano os turistas estão proibidos de comprar droga nos famosos coffee shops. E cada coffee shop pode registrar apenas 2 mil usuários, holandeses. São níveis de controle impensáveis no Brasil. Só podem adquirir maconha e haxixe – as drogas de risco aceitável lá. Drogas pesadas não são permitidas!
Segundo: a mudança de visão na Holanda se deve a dois fatores: veja que coisa, AUMENTO DA VIOLÊNCIA decorrente de QUADRILHAS, e a imagem do país… Não se pode fumar maconha em local público e o tráfico na rua é proibido e PUNIDO.
A Europa Ocidental discute longamente as diferentes posturas. A Suécia nada contra a corrente da legalização. O país criminaliza o tráfico e o consumo, mais de 90% de sua população rejeita a liberação. O número de dependentes caiu de 12% para 2% nos últimos 30 anos. A Suécia apresenta abordagem oposta à de Portugal que descriminalizou o consumo desde 2001 e até hoje não concluiu se foi bom ou ruim para o país.
Os países europeus, inclusive Portugal, fazem parte de um mundo onde a taxa de homicídios não chega a 3 (TRÊS) por cem mil (Google “Mapa dos homicídios no mundo”), ficando em 1 (UM) por cem mil habitantes na Alemanha, que segue a linha sueca. Nosso inferno e vergonha nacional se expressa num Brasil de 30,8 homicídios por cem mil cucarachas entregues à própria sorte.
O traficante Escobar estava certo, onde há mercado, há demanda, conforme fundamenta o marketing. E a demanda deveria ser eficazmente reprimida, mas não é, no Brasil, que não vigia fronteiras, não pune, não discute a questão, não fiscaliza e já liberou de fato o trafico há muito tempo. Discute-se no país a liberação legal das DROGAS? É muito diferente e mais grave do que fez Portugal onde o consumo não é mais crime, mas as drogas continuam proibidas! Se liberar a maconha no Brasil elimina-se, sim, o tráfico da maconha, e intensifica-se o da cocaína. E aí libera-se a cocaína… Na Holanda isso é impensável, cocaína, heroína, anfetaminas e LSD lá são drogas de alto risco PARA A SAÚDE E PARA A SEGURANÇA PÚBLICA (http://www.senado.gov.br, “as drogas na Holanda”). Por que será? E o nosso problema não é segurança pública?
Sabe-se que em média 10% das pessoas se viciam rapidamente em drogas pela exposição contínua, conforme Nora Volkow, uma das maiores autoridades mundiais no assunto. Então, se “o acesso mais fácil às substâncias entorpecentes tende a levar a um aumento do número de usuários experimentais e ocasionais”, é correto concluir que 10% desses experimentadores se viciarão! Como lidar com uma legião muito maior de psicóticos, desempregados com lesão cerebral, carentes de todo tipo, sem perspectivas, no Brasil da pouca vergonha que não cuida hoje de seu povo?
Não é possível tratar a violência separadamente da doença moral que corrói o Brasil. O Estado brasileiro perde tempo integral discutindo sua corrupção endêmica e já deveria estar em outro nível hoje, atacando a violência com as ações necessárias à segurança da sociedade, que incluem a educação do faxineiro ao presidente da república. Por essa causa deveriam os PREFEITOS do Brasil se unir e lutar! Que um único prefeito lance seu grito! Nenhum político tem tanta legitimidade junto à população quanto eles, que já se juntaram há um ano em Brasília cobrando de Lula, sem efeito, a redistribuição da arrecadação. Que se unam, permanente e objetivamente, sob bandeira maior: cobrar com energia a ética, a austeridade e a competência no governo federal e demais poderes, no trato do futuro do país, sem o império das drogas e da violência. Não há utopias nisso! Apenas atitudes que geram ações e resultados.
Liberar as drogas sem antes transformar com vontade a sociedade pode significar soltar irreversivelmente frágeis amarras desse país cuja violência se aproxima à da Colômbia, país que, forçando uma comparação com a Suécia, está nadando contra a corrente. Vence as FARCs e diminui o tráfico, mediante uma dura campanha perante a qual o Brasil se posicionou contra. Por isso observa-se que nosso país não resolve o problema não porque não possa, mas porque não quer.
A Holanda já descobriu que liberar consumo é uma temeridade. Para se liberarem as drogas no Brasil falta combinar com os bandidos para não concorrerem com o Estado pelo mercado, não transformarem um país desgovernado no maior narco-produtor e exportador mundial para Europa e EUA, não diversificarem as atividades dentro do país, deporem suas armas e começarem a trabalhar por 1,5 salários mínimos em um balcão de atendimento a dependentes no SUS. Não parece existir solução fácil na mudança da lei.
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