Modernidade Intelectual
O jornal “O Globo” informou, no começo desta semana, que a pesquisa “Escolas Estaduais do Rio do Janeiro – Percepções e Expectativas de Alunos”, encomendada pelo governo daquele Estado ao Instituto Mapear, revelou que, apesar de 92% dos estudantes do ensino médio da rede estadual estarem conectados à internet, o hábito de ler não faz parte da vida deles. Segundo o jornal carioca, “de modo geral, 14% dos 4 mil alunos consultados disseram não ter lido nenhum livro nos últimos cinco anos”.
O hábito da leitura está a desaparecer aceleradamente entre estudantes do ensino fundamental no Brasil. Alguns Telecentros instalados em escolas públicas pelo governo servem para que estudantes descubram sites eróticos e ampliem o círculo de relacionamento deles no Twitter e no Facebook. Leitura, nem pensar. É coisa careta demais! Mas a falta de leitura tira das pessoas a capacidade de raciocinar objetivamente e faz com que muitas delas entendam que alho e bugalho representam a mesma coisa.
O baixo índice de leitura entre os alunos do ensino médio da rede pública estadual fluminense pode ser atribuído a um fator histórico, segundo o subsecretário de Gestão do Ensino daquele Estado, Antônio Neto. Para ele, 70% dos pais de alunos nada leem e não se importam com prática de leitura pelos filhos. Assim, informações escritas são práticas somente conservadas por dinossauros ou por habitantes das trevas obscuras. Só a modernidade é linda!
Estímulos
Hoje, na maioria das famílias brasileiras, os estudantes não encontram estímulos para a leitura de jornais ou de livros. Ler textos escritos na internet, nem pensar. Os sites de relacionamento informam a todos sobre tudo e todas as ciências. O tempo da vida é precioso demais para ser gasto com leituras inúteis. Só os livros do Paulo Coelho encantam.
Classe Média
As famílias da classe média ainda conservam hábitos antiquados como assinar jornais e comprar livros de autoajuda. Estes também estão ficando muito chatos. Alguns professores desatualizados ainda recomendam a leitura de autores fossilizados como Machado de Assis, Guimarães Rosa, Fernando Pessoa. Estes são autores de besteiróis.
Modernidade
Não é mais preciso estudar história, geografia ou outras matérias chatas que alguns professores querem enfiar à força na cabaça dos alunos. Estudar pra quê, se o Google informa tudo quanto há pra gente e basta copiar e colar para fazer um trabalho escolar? Afinal de contas, o que é que a gente ganha estudando história e geografia? Nada!
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