Brasil na corda bamba
Alguém com ironia máxima disse que o Brasil é um país singular. Realmente, é único no mundo. Não tem imitação. Em tempo de crise mundial, os países desenvolvidos reordenam os orçamentos, investem em serviços e obras de infraestrutura para garantir empregos e cortam todas as despesas supérfluas. O Brasil faz diferente: distribui bilhões aos parlamentares que apoiam o Governo para que estes gastem com obras eleitoreiras. O Governo anuncia a construção de um trem bala que poderá custar mais de R$ 80 bilhões aos cofres públicos. Depois de construído o trem, o governo deverá entregar o “bicho espetacular” para uma empresa privada administrar. Se o “trem” for inviável economicamente, o governo assumirá o negócio. A presidenta Dilma Rousseff anunciou recentemente que até o fim deste ano, a empresa estatal ETAV – criada para coordenar a construção do Trem de Alta Velocidade (TAV), que deverá ligar Campinas (SP) ao Rio de Janeiro – fará uma licitação internacional para executar a obra monumental em tempo de crise. Obra pra turista ver e admirar. O governo espera que empresas nacionais se associem a empresas estrangeiras para executar a obra e se capacitarem para outros empreendimentos semelhantes. As expectativas do mercado da construção no Brasil indicam que só o projeto do fantástico trem de alta velocidade (TAV) vai custar aos brasileiros R$ 60 bilhões. Esta baita conta o povo brasileiro vai ter que pagar sorrindo, sem protestar, sem criticar, sem mugir nem tugir. É dose pra mamute!
Marcha é ré
Neste momento, a economia do Brasil move-se em marcha à ré. Na semana passada, o País perdeu uma posição importante entre os locais preferidos por investidores estrangeiros. A carga tributária imposta pelo governo brasileiro assusta investidores internacionais que relutam em escolher o Brasil como base para produção econômica regional.
Encolhendo
De acordo com o “Relatório Global de Investimentos”, divulgado pela Unctad (órgão da ONU) na semana passada, o Brasil, que ocupava a quarta posição em 2011 como destino de investimentos internacionais, passou para o quinto lugar como área escolhida para empreendimentos produtivos. Esta realidade precisa ser bem observada hoje pelos brasileiros independentes.
Aplausos
Neste momento, o Brasil se prepara para ser uma potência mundial em estádios de futebol. A construção de arenas para a Copa, as Olimpíadas, e um trem de alta velocidade deverão encantar turistas do mundo todo. Não importa que a saúde pública caminhe para uma UTI e que a insegurança transforme o espaço nacional em praça de guerra. A tigrada aplaudirá.
Comentários 0