Mensalão à espera do julgamento
Apenas uma semana separa os brasileiros do dia marcado pelo STF para começar o julgamento dos 38 Cavaleiros do Apocalipse, acusados de praticar o maior escândalo político da história do Brasil no primeiro mandato do governo do presidente Lula. Durante o longo tempo de espera pelo julgamento, hábeis advogados prepararam a defesa dos réus e, em alguns casos, contaram com a boa vontade de representantes do povo no Congresso. Em 2010, o Congresso aprovou a Lei nº 12.232, que criou novas normas para licitação de contratação, por administrações públicas, de serviços de publicidade prestados por agências de propaganda. Esta é uma lei feita de encomenda para inocentar o suposto operador do mensalão, o publicitário Marcos Valério. Há poucos dias, com base nesta lei, o Tribunal de Contas da União (TCU) considerou legais os contratos de empréstimos assinados por empresas de Valério com agências financeiras para desviar dinheiro para o mensalão. Pode ter sido um passo para transformar o escândalo político em financiamento de campanhas eleitorais e, assim, livrar os mensaleiros do crime de peculato. O TCU é um Tribunal que assessora o Poder Legislativo; não tem poder para condenar ninguém, mas a decisão produziu efeito fantasioso na opinião pública. Resta esperar para saber se o STF vai se pautar por efeitos especiais como o da decisão do TCU no caso dos empréstimos de Marcos Valério. Em política há muitos mistérios entre o céu e a terra.
Valerioduto
De acordo com o jornal “Folha de S. Paulo”, as empresas de Marcos Valério contrataram empréstimos de R$ 73,9 milhões no Fundo Visanet (Banco do Brasil); de R$ 31,6 milhões no banco BMG; de R$ 32 milhões no Banco Rural e mais em outras fontes financiadoras. O dinheiro obtido teria sido canalizado pelo Valerioduto para o PT comprar apoio político.
Desafio
A decisão do TCU, após proposta da ministra Ana Arraes, mãe do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), é um desafio à denúncia feita pela Procuradoria Geral da República (PGR) contra os réus do mensalão. O jogo está cheio de arte maquiavélica para convencer o povão do Brasil varonil que o mensalão não passa de intriga da Oposição.
Anjinhos
O primeiro réu do mensalão a ser julgado é o ex-ministro José Dirceu, acusado pela PGU de ser o chefe do esquema fraudulento. Se ele for inocentado ou condenado a penas leves, estará aberta a porteira para um espetacular estouro de boiada. Todos os mensaleiros poderão ser contemplados com penas leves ou, simplesmente, inocentados como anjos.
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Mário Borges disse:26/07/12 10:41
Ivan Santos, um membro do Procuradoria Geral da República já declarou que este documento não tem valor para este processo, é apenas “mais” um papel, existem provas contundentes que o dinheiro saiu mesmo dos cofres da “viúva” , neste documento do TCU , usado pela Ministra Ana Arraes para tentar inocentar o Valério, foram feito 5 anos depois de praticado o crime contra os cofres do Governo, e ainda, acrescentaram no final da lei o seguinte… “com efeito retroativo” , esta lei feita “à pedido” foi proposta pelo Dep. E hoje Ministro da Justiça Eduardo Cardoso, grande Ministro nós temos. Pelo andar da carruagem, o Roberto Jefferson e o Marcos Valério vão detonar o ex-presidente Lula, Ele realmente era o chefe da quadrilha.
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Mário Borges disse:26/07/12 15:53
A TIGRADA MORRE DE MEDO DO STF.
Mensalão: dias de medo para a quadrilha.
Cinco advogados de São Paulo pediram na terça-feira, 24, à presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia Antunes Rocha, que pondere com seus colegas de STF que é inoportuno julgar a ação do mensalão durante o período eleitoral. O julgamento está marcado para começar em 2 de agosto e deve durar pelo menos um mês. Na petição, eles observam que os debates entre defesa e acusação serão televisionados e noticiados pelos meios de comunicação. Segundo os advogados, a repercussão será ainda maior porque o julgamento ocorrerá durante o período eleitoral. “O desequilíbrio, em desfavor dos partidos envolvidos, é evidente. Tem-se o pior dos mundos: a judicialização da política e a politização do julgamento. Perde a Democracia, com a realização de uma eleição desequilibrada. Perde a República, com o sacrifício dos direitos dos acusados ao devido processo legal”, afirmam na petição os advogados Marcelo Figueiredo, Marco Aurélio de Carvalho, Gabriela Shizue Soares de Araújo, Fábio Roberto Gaspar e Ernesto Tzulrinik. (Estadão) -
Diógenes Pereira da Silva disse:26/07/12 16:44
RETIFICADORA
Vamos ver, acho que teremos muitas surpresas. Na justiça se não tiver provas inequívocas, não condena. Com os articulistas e os advogados de peso a coisa vai pegar, nem todos sairão sem chumbo, mas acredito que a maioria serão absolvidas infelizmente.
Comentários (3)