A frieza dos eleitores
As últimas pesquisas eleitorais em cidades grandes e médias indicaram uma tendência ainda não finalmente comprovada: as pessoas não se comovem com apoio eleitoral de figurões populares importantes, pelo menos na fase que antecede o período de propaganda na televisão. O caso mais discutido no Brasil é o da candidatura a prefeito de São Paulo, do ex-ministro Fernando Haddad (PT). A candidatura dele foi lançada com apoio do maior líder popular do Brasil, o ex-presidente Lula. Mesmo assim, o nome de Haddad não cresceu até agora nas pesquisas de intenções de votos. Outro caso digno de nota é o da candidatura do deputado estadual Luiz Humberto Carneiro (LHC), em Uberlândia. Este candidato tem o apoio declarado do conceituado líder político local, prefeito Odelmo Leão, e do governador do Estado, Antonio Anastasia. LHC é um político bastante conhecido no município, onde já disputou uma eleição para prefeito e três eleições para deputado estadual. Mesmo assim, nas primeiras pesquisas de intenções de votos, ele permaneceu no mesmo patamar de intenções de votos (20%), muito distante do líder Gilmar Machado (PT), que tem mais de 50% de intenções de votos. Resta saber se a tendência até agora levantada em pesquisas permanecerá até o dia da eleição. Tendência é um estado público momentâneo que pode consolidar-se ou não, mas para o povão as indicações das pesquisas é fator promocional dinâmico e forte.
Indiferença
Em BH, até agora, o PT e a presidenta Dilma Rousseff empenharam-se em viabilizar a candidatura majoritária do ex-prefeito e ex-ministro Patrus Ananias. Até agora quem lidera as intenções de votos, reveladas segundo as pesquisas divulgadas, é o prefeito Márcio Lacerda, candidato à reeleição com apoio do senador Aécio Neves (PSDB) e do governador Anastasia.
Os “postes”
No Brasil, em matéria eleitoral, já houve casos de reversão de tendências. O mais expressivo foi o da candidata à Presidência, Dilma, antes considerada “um poste”. A outra foi o da eleição do governador Antonio Anastasia, tido como um técnico sem experiência eleitoral. Para as pessoas, Lula ajudou eleger Dilma e Aécio Neves ajudou Anastasia.
Marketing
No cenário atual, de acordo com as primeiras pesquisas conhecidas em todo o Brasil, os eleitores continuam indiferentes às indicações e ao apoio de figurões populares a este ou àquele candidato. Os programas de televisão podem contribuir neste ano para alavancar candidaturas, mas vai ser preciso a contribuição de competentes marqueteiros para mover montanhas.
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ChAVIER RIBEIRO disse:18/08/12 18:33
Tá muito estranho, estava comentanto sobre o PT e o mensalão e voces sairam do ar…. o IVAN SANTOS MERECE RECEBER CRITÍCAS.
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