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	<title>Ivan Santos</title>
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		<title>A caminho do brejo?</title>
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		<pubDate>Sun, 19 May 2013 09:00:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivan Santos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Já fui apelidado de cassandra, catastrofista, agourento e outros cognomes especiais, só porque, por várias vezes, alertei os navegantes deslumbrados com bonanças distribuídas pelos Governos de Lula e Dilma. Não sou economista. Sou leitor de análises divulgadas por economistas independentes que comentam o futuro da produção e distribuição de bens econômicos.
Considero-me leitor com capacidade média [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já fui apelidado de cassandra, catastrofista, agourento e outros cognomes especiais, só porque, por várias vezes, alertei os navegantes deslumbrados com bonanças distribuídas pelos Governos de Lula e Dilma. Não sou economista. Sou leitor de análises divulgadas por economistas independentes que comentam o futuro da produção e distribuição de bens econômicos.</p>
<p>Considero-me leitor com capacidade média de interpretação. Quando não entendo economês, recorro a amigos economistas estudiosos e competentes que me traduzem os enigmas econômicos em vernáculo simples, para que eu possa entender o que está a acontecer sob os céus da pátria neste instante. No começo desta semana, um comentário circulou na Bolsa de São Paulo &#8211; o templo da especulação financeira cabocla &#8211; com os seguintes dizeres: “A economia brasileira, neste momento, piora. Se o Brasil não começar a crescer mais forte e as indústrias, já em decadência, começarem a demitir trabalhadores, a situação das famílias endividadas poderá piorar com repercussão negativa nos bancos, nos cartões de crédito e nos negócios de varejo. Por quê? Simplesmente porque o número de consumidores endividados está crescendo.</p>
<p>Só na cidade de São Paulo, o número de endividados da classe média aumentou em abril, atingindo o maior percentual desde junho de 2006: 57,1%. Se esse fenômeno se espalhar por todo o Brasil, a vaca vai começar a caminhar em direção ao brejo”. Particularmente, desconfiamos ser esse comentário de alguma cassandra que torce para que uma crise econômica dificulte a reeleição da presidenta Dilma. Fora os comentários jocosos, quem lê jornais diariamente sabe que, no ano passado, a economia do Brasil só cresceu 0,9%. Resultado pífio, que se igualou ao crescimento do Paraguai e ficou abaixo do da Bolívia e dos de todos os outros países da América do Sul. Analistas independentes não acreditam que, neste ano, o PIB do Brasil supere 2%. Um tal resultado é o retrato da estagnação.</p>
<p>O governo socorre alguns setores da indústria com renúncia fiscal: redução da cobrança de IPI. Esse tipo de providência diminui a arrecadação federal e, por via de consequência, também os repasses federais para Estados e Municípios. Com este cenário, as prefeituras continuarão obrigadas e destinar mais recursos próprios para a saúde, educação, habitação popular e assistência social. Com esse clima, o País poderá mergulhar em um bu-bu-bu no bó-bó-bó recheado de ri-fi-fi em noite escura como breu.</p>
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		<title>Aécio presidente do PSDB</title>
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		<pubDate>Sat, 18 May 2013 11:25:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivan Santos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O senador Aécio Neves deverá eleger-se hoje presidente nacional do PSDB na convenção convocada para Brasília. A partir da próxima semana, Aécio estará habilitado a acertar acordos partidários para construir uma coligação que dê suporte político à candidatura dele à Presidência da República. O ex-prefeito de Uberlândia Odelmo Leão, convidado pelo líder tucano mineiro a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O senador Aécio Neves deverá eleger-se hoje presidente nacional do PSDB na convenção convocada para Brasília. A partir da próxima semana, Aécio estará habilitado a acertar acordos partidários para construir uma coligação que dê suporte político à candidatura dele à Presidência da República. O ex-prefeito de Uberlândia Odelmo Leão, convidado pelo líder tucano mineiro a participar da articulação para escolher o candidato do Grupo Situacionista ao Governo do Estado, já decidiu ir a BH conversar com o senador depois da Convenção Nacional dos Tucanos.</p>
<p>Aos poucos, o quadro político sinaliza a união da tucanada em torno da candidatura do ex-governador mineiro ao Planalto. A aparente oposição do ex-governador José Serra à indicação de Aécio para candidato presidencial, aos poucos, começa a serenar. Os tucanos das Gerais já viram sinais de conciliação no horizonte. Um deles foi o recente discurso de José Serra, no qual ele criticou severamente o Governo Federal e defendeu a posição de São Paulo contra a reforma do ICMS proposta pelo Planalto. O discurso de Serra trombou com os interesses dos governadores do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Os mineiros concluíram que José Serra, político experiente, conhecedor das querelas políticas regionais, jamais trombaria com os interesses de Estados, se aspirasse à candidatura a presidente. O tom do discurso do líder paulista, segundo os observadores mineiros, foi o de um aspirante a candidato ao Senado.</p>
<p>A presidenta Dilma Rousseff continua com popularidade alta e com força eleitoral aparentemente imbatível neste momento. Para compreender os movimentos da Oposição, basta acompanhar os passados do líder socialista Eduardo Campos, da união do PPS e do PMN, dos esforços de Marina Silva para criar a Rede e do sindicalista Paulo Pereira da Silva – o Paulino da Força &#8211; para viabilizar o Partido Solidariedade. Todos esses atores têm um jogo político em mente para ser jogado no futuro: impedir que a candidata do PT se eleja presidenta no primeiro turno da eleição em 2014.</p>
<p>O grupo dissidente poderá se unir para disputar um virtual segundo turno? Só se tiver chance de ganhar a eleição. O uberlandense Odelmo Leão espera a definição da situação de Aécio Neves e se prepara para disputar uma cadeira de deputado federal com duas metas: defender um Pacto Federativo a favor dos municípios e reduzir a maioridade penal.</p>
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		<title>Aécio vai comandar o tucanato</title>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2013 10:28:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivan Santos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Certamente preocupado com as disputas internas pela indicação do candidato à sucessão do governador Anastasia (PSDB), o senador Aécio Neves, líder máximo no Tucanato Mineiro, assumiu, nesta semana, a coordenação da sucessão estadual no âmbito do PSDB. Aécio Neves eleger-se-á presidente nacional do PSDB amanhã, sábado, e deverá esforçar-se também para unir o partido nacionalmente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Certamente preocupado com as disputas internas pela indicação do candidato à sucessão do governador Anastasia (PSDB), o senador Aécio Neves, líder máximo no Tucanato Mineiro, assumiu, nesta semana, a coordenação da sucessão estadual no âmbito do PSDB. Aécio Neves eleger-se-á presidente nacional do PSDB amanhã, sábado, e deverá esforçar-se também para unir o partido nacionalmente como primeiro passo para disputar a Presidência da República. O ex-prefeito de Uberlândia Odelmo Leão, aliado histórico do ex-governador de Minas Gerais, foi convidado por este para uma conversa afinada em Belo Horizonte e para ajudar a analisar as alternativas e os rumos da política no ano que vem. Na última segunda-feira, em conversa com empresários em Uberlândia, Odelmo Leão desconversou sobre as especulações que o apontam fora do PP e disse que, na atualidade, conversa sobre política com amigos com os quais convive desde o tempo em que foi líder do PP na Câmara Federal. Explicou que, recentemente, conversou com os governadores Siqueira Campos (PDB), do Tocantins; André Puccinelli (PMDB), do Mato Grosso do Sul; Eduardo Campos (PSB), de Pernambuco; com ex-companheiros da Câmara, como Delfim Neto e Francisco Dornelles, “sempre com o objetivo de apoiar uma ação política em favor do Brasil”. Hoje, Odelmo Leão é vice-presidente do Diretório Nacional do PP, vice-presidente do Diretório Estadual e presidente do Diretório Municipal do mesmo partido. Assim, continua firme na Base de Apoio ao Governo de Minas e ao projeto político liderado no Estado por Aécio Neves. Assim deverá candidatar-se a deputado federal pelo PP e discutir, pelo PP, a estratégia eleitoral para a sucessão de Anastasia. Na eleição passada, o ex-prefeito de Uberlândia foi convidado por Aécio para ser o candidato a vice-governador na chapa liderada pelo professor Antonio Anastasia. Após decidir continuar no cargo e concluir o segundo mandato na prefeitura, Odelmo Leão apoiou Alberto Pinto Coelho, do PP, para vice de Anastasia. Agora é agente ativo, em nome do PP, no processo de escolha do candidato do Grupo Situacionista ao Palácio da Liberdade. No começo desta semana, Aécio Neves ordenou que os postulantes a suceder Anastasia &#8211; que não pode concorrer à reeleição – evitem disputas internas e aceitem uma estratégia de ação para não tumultuar o processo sucessório. É sobre este assunto que Odelmo vai a BH.</p>
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		<title>Jogadores de xadrez político</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 10:30:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivan Santos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eduardo Campos atraiu o deputado estadual de Goiás, Vanderlan Cardoso, ex-prefeito de Senador Canedo (sem partido), para o PSB. O avanço do PSB em Goiás é fundamental para o projeto majoritário nacional do governador de Pernambuco. As articulações do líder pernambucano para concretizar a candidatura dele à sucessão da presidenta Dilma prosseguem. O que, no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eduardo Campos atraiu o deputado estadual de Goiás, Vanderlan Cardoso, ex-prefeito de Senador Canedo (sem partido), para o PSB. O avanço do PSB em Goiás é fundamental para o projeto majoritário nacional do governador de Pernambuco. As articulações do líder pernambucano para concretizar a candidatura dele à sucessão da presidenta Dilma prosseguem. O que, no começo, pareceu ser apenas uma estratégia para conquistar o direito de ser convidado pelo PT para vice na chapa liderada pela presidenta Dilma em 2014 mudou e, hoje, parece seguir rumo a uma candidatura alternativa. A radicalização imposta ao PT pelo PMDB, a favor da permanência de Michel Temer como vice de Dilma em 2014, fez de Campos um aliado do Governo, que procura alternativa de poder, sem aderir à Oposição. O PT trata o assunto com cautela e o Palácio do Planalto vê hoje a movimentação do socialista apenas como ensaio para 2018. No presente, o Trono joga com a possibilidade de Eduardo Campos cuidar, no presente, apenas de uma estratégica política voltada para ocupar espaços no futuro. O PSB ainda é visto pelo PT como aliado ao Governo e fator de apoio à reeleição da presidenta Dilma. Pode ser real esta observação, mas, se o líder socialista recuar agora, certamente só o fará em troca de uma posição destacada num virtual governo do PT após 2014. Hoje, Eduardo Campos age como hábil jogador de xadrez. Move, com habilidade, os peões e pode passar a acionar bispos, torres e cavalos até um possível xeque-mate. A favor do socialista está o recente crescimento do PSB no Brasil, principalmente nos Estados do Nordeste. Para afastar Campos do projeto presidencial em 2014, os estrategistas do PT poderão ter que lhe oferecer expressiva fatia de poder no presente e no futuro. Uma negociação neste sentido é possível, porque a força eleitoral do socialista no Nordeste nos dias atuais é ameaça ao projeto de poder alimentado pelo PT. Para afastar Campos do processo eleitoral hoje, será preciso pagar caro. Se Dona Dilma conquistar o apoio do PSB ao seu projeto político, após 2014, na montagem de um governo, o PSB de Campos poderá ocupar posições centrais e não periféricas numa estrutura de governo comandada pelo ambicioso Partido dos Trabalhadores. No teatro da política, todos os atores hoje são formados em arte cínica, com pós-graduação em dissimulação.</p>
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		<title>Odelmo Leão na Aciub</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 10:27:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivan Santos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O ex-prefeito Odelmo Leão, que se prepara para disputar uma vaga na Câmara Federal em 2014, esteve na segunda-feira passada na reunião ordinária da diretoria da Aciub para agradecer aos empresários o apoio que recebeu deles nos dois mandatos que cumpriu na Prefeitura de Uberlândia. Também procurou conhecer a opinião dos empresários sobre os rumos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O ex-prefeito Odelmo Leão, que se prepara para disputar uma vaga na Câmara Federal em 2014, esteve na segunda-feira passada na reunião ordinária da diretoria da Aciub para agradecer aos empresários o apoio que recebeu deles nos dois mandatos que cumpriu na Prefeitura de Uberlândia. Também procurou conhecer a opinião dos empresários sobre os rumos da economia do Brasil na atual conjuntura econômica e social. Particularmente, o ex-prefeito manifestou preocupação com o “sucateamento e perda de competitividade da indústria nacional, crescimento da dívida interna, da inflação e do endividamento das famílias da classe  média”. Depois de descrever as situações vividas por ele nos oito anos de mandato na prefeitura, Odelmo disse que foi possível governar, realizar obras importantes e empreender serviços sociais positivos, porque contou com o apoio de servidores efetivos e comissionados, competentes e solidários. Segundo ele, alguns desses servidores estão hoje em atividades executivas em prefeituras de Goiás, Rio de Janeiro, Ceará e outros estados. O ex-prefeito disse que o apoio da sociedade local, através de segmentos organizados com a participação de trabalhadores, profissionais liberais e empresários, foi decisivo para que a administração dele tivesse recebido um prêmio de excelência conferido pelas Nações Unidas (ONU) e outros nacionais, como o de Melhor Merenda Escolar do Brasil. Segundo Odelmo, foi um exemplo de cooperação eficiente entre o poder público e a ação privada. Exemplo: a conquista de um moderno equipamento para direcionar pousos e decolagens no aeroporto local &#8211; um ILS, aparelho que ainda não há em aeroportos de várias capitais e que, quando começar a funcionar, transformará o aeroporto local em um dos mais seguros do Brasil. Essa conquista, segundo o prefeito, só foi possível com a participação decisiva da Aciub. “Outra ação positiva, iniciada pela Aciub, foi a conquista do Entreposto de Manaus que hoje já opera com mais de duas dezenas de indústrias da Zona Franca e distribui produtos diversos para o Brasil, principalmente no Sudeste e no Sul”, disse Odelmo. O Entreposto da Zona Franca de Manaus, segundo o ex-prefeito, é fator positivo para o desenvolvimento integrado do município com a atração de várias empresas e qualificação de Uberlândia como um dos mais importantes polos logísticos nacionais. Odelmo falou sobre a atração de novas empresas para Uberlândia e qualificação profissional. Não avaliou nem quis comentar o desempenho inicial da atual administração municipal.</p>
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		<title>Reforma a caminho do brejo</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 10:24:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivan Santos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Várias vezes comentamos, neste espaço, com base em análises de especialistas nacionais em administrativa pública, que é difícil fazer reforma tributária por consenso. Difícil, porque nenhum ente da Federação Brasileira aceita perder receitas. A União não aceita facilmente abrir mão dos tributos que arrecada; cada Estado age como a União; cada Município se sente injustiçado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Várias vezes comentamos, neste espaço, com base em análises de especialistas nacionais em administrativa pública, que é difícil fazer reforma tributária por consenso. Difícil, porque nenhum ente da Federação Brasileira aceita perder receitas. A União não aceita facilmente abrir mão dos tributos que arrecada; cada Estado age como a União; cada Município se sente injustiçado e pede novo Pacto Federativo que lhe renda mais recursos. O governo da presidenta Dilma, de forma imperativa pediu ao Congresso que reduzisse o ICMS de 12% para 4% nas relações comerciais interestaduais. Boa e oportuna a intenção da presidenta, principalmente para acabar com a guerra fiscal entre os estados. No entanto, o Governo apresentou o projeto de cima para baixo, como proposição do trono, sem articular previamente o apoio à matéria com os estados. É difícil acreditar que cada governador não tenha influência sobre a bancada de deputados federais eleita no Estado e que o Senado, que é a Câmara dos Estados no Parlamento da República, decida com independência. O Governo errou ao deixar que as representações parlamentares do Norte, do Nordeste e do Centro-oeste se unissem e fatiassem o projeto com a criação de  três alíquotas de ICMS: uma para a Zona Franca de Manaus com 12%; outra, para os estados do Norte, Nordeste, Centro-oeste  mais o Espírito Santo com 7% e, para os estados do Sudeste e do Sul, 4%.  A minirreforma tributária proposta pelo Governo está emperrada no Congresso e poderá ser arquivada, melancolicamente, nesta semana. A proposta no início foi defendida como prioridade de Governo e aceita por parte da maioria dos governadores e de parlamentares interessados em pôr fim à guerra fiscal. A intenção era simplificar a cobrança de ICMS entre estados em 4% e assim dificultar a guerra fiscal. Durante as negociações na Câmara, os estados do Norte, Nordeste e Centro-oeste mais o Espírito Santo exigiram a criação de uma alíquota de 7% aplicável aos serviços, aos produtos industrializados e agropecuários. Depois a bancada da Zona Franca de Manaus exigiu uma alíquota especial de 12%. O projeto da minirreforma transformou-se em um monstro de três cabeças. Depois de vários meses de negociações na Câmara dos Deputados, o projeto da minirreforma tributária caminha nesta semana, a passos largos, em direção ao brejo. </p>
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		<title>Zoológicos: texto final</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 10:38:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivan Santos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com o texto de hoje deixaremos, temporariamente, de abordar neste espaço a questão dos zoológicos. Algumas dessas prisões de animais ainda são vistas no século 21 como os antigos jogos romanos, touradas e rodeios. E ainda há no Brasil e no mundo zoológicos que, na realidade, para nada servem. A questão é complexa, se considerarmos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com o texto de hoje deixaremos, temporariamente, de abordar neste espaço a questão dos zoológicos. Algumas dessas prisões de animais ainda são vistas no século 21 como os antigos jogos romanos, touradas e rodeios. E ainda há no Brasil e no mundo zoológicos que, na realidade, para nada servem. A questão é complexa, se considerarmos as razões relacionadas à sobrevivência de animais selvagens em cativeiros. Há quem veja a prisão de animais em jaulas com pressuposição moral contra animais submetidos a prisões na Era do Conhecimento. Seria crime retirar à força animais do seu habitat, transportá-los por grandes distâncias e mantê-los sem liberdade em ambientes estranhos? O debate a favor e contra os zoológicos deve continuar por mais alguns anos no Brasil e no mundo, até que esse modelo cruel de exibição da vida natural desapareça da face da terra. Não importam quais são as razões que levam homens livres a aprisionar animais selvagens para exibições em zoológicos. Não importam as supostas boas instalações fornecidas em jardins floridos para aprisionar animais e transformá-los em objetos de exibição. Essa prática se parece com sadismo  inconsciente. Animais sofrem estresse quando presos. Quando os movimentos naturais deles são limitados, “entristecem” visivelmente e se tornam acabrunhados. O comportamento dos  animais prisioneiros em zoológicos é anormal. Só não vê quem perdeu a sensibilidade e a capacidade de observar seres vivos. No Brasil inteiro, raras foram as vezes que pessoas visitaram um zoológico com fins educacionais. Zoológico tem sido apenas um meio de entretenimento para muitas pessoas que os visitam. Esse modelo de entretenimento, na atualidade, precisa ser revisto com sabedoria, coragem e visão moderna. A Associação Latino-americana de Parques Zoológicos e Aquários há mais de 20 anos identificou que a maioria das pessoas que frequentam zoológicos sabe menos sobre animais do que estudantes primários, caçadores, pescadores e outros que se dizem interessados em animais. A maioria dos visitantes de zoológicos, por puro preconceito, detesta ver cobras, sapos, abutres ou urubus. A razão é simples: os zoológicos não contribuem para educar os visitantes ou lhes dar informações corretas sobre a vida dos animais. Está na hora de fechar definitivamente todos os zoológicos no mundo.</p>
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		<title>Zoológico já era!</title>
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		<pubDate>Sun, 12 May 2013 08:53:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivan Santos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[H á 10 anos mais ou menos, alguns ativistas ambientais, com apoio de sociedades protetoras de animais, moveram uma campanha nacional contra a exploração de animais selvagens em circos. Com apoio da mídia, a campanha vingou e, hoje, não há mais animais selvagens ou domesticados em exibição nos circos que percorrem o Brasil. Os animais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>H á 10 anos mais ou menos, alguns ativistas ambientais, com apoio de sociedades protetoras de animais, moveram uma campanha nacional contra a exploração de animais selvagens em circos. Com apoio da mídia, a campanha vingou e, hoje, não há mais animais selvagens ou domesticados em exibição nos circos que percorrem o Brasil. Os animais condicionados, explorados em espetáculos bizarros, foram entregues ao Ibama, que os conduziu a reservas ambientais onde receberam ou ainda recebem tratamento ministrado por especialistas ou servem a pesquisas biológicas. Não vimos, até hoje, nenhum ativista defensor de animais protestar contra a prisão perpétua imposta a animais selvagens em zoológicos. Há mais de dois séculos, na Inglaterra, adeptos de espetáculos bizarros criaram jaulas para exibir plateias curiosas, seres humanos com defeitos físicos. Após protestos de líderes religiosos contra aquela prática surrealista, os promotores de espetáculos exóticos passaram a exibir, em praças e jardins, animais selvagens, principalmente leões, tigres, rinocerontes e girafas. O sucesso foi tanto, que os zoológicos conquistaram o mundo. Um movimento norte-americano contra os zoológicos informou que, hoje, mais de 5 milhões de animais selvagens ainda vivem em prisões perpétuas no mundo. A cada ano, 500 mil animais presos em zoológicos morrem em instalações inapropriadas para abrigar seres vivos que têm direito e necessidade de viverem em liberdade. A defesa de um zoológico como centro de pesquisas científicas para conhecer a vida animal no Brasil é disfarce. Não há, salvo raras exceções, trabalhos científicos sérios feitos por pesquisadores qualificados em zoológicos. Se há, é preciso divulgá-los. Blábláblá não vale. Sem nenhum respeito à vida natural, milhões de indivíduos de todas as espécies animais foram tirados do habitat natural e confinados em milhares de zoológicos em todos os continentes. Pra quê? A maioria das pessoas ainda hoje não sabe. Há, no mundo, muitos zoológicos particulares. Um, na Colômbia, foi organizado e mantido pelo traficante Pablo Escobar enquanto viveu. Escobar se encantava em ver animais presos em jaulas. Freud explicou esse tipo de sentimento humano. Uma sociedade civilizada, na Era do Conhecimento, não pode admitir a existência de animais presos em jaulas nem saber que a prefeitura compra pescoços de frangos, frescos, para alimentar leões. Zoológico “já era”. Não dá mais. Chegou a hora de discutir a validade cultural ou científica dos zoológicos. Entre neste debate.</p>
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		<title>Congresso Mineiro dos Municípios</title>
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		<pubDate>Sat, 11 May 2013 12:09:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivan Santos</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Congresso Mineiro dos Municípios]]></category>
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		<description><![CDATA[O 30º Congresso Mineiro dos Municípios, que se encerrou na última quinta-feira em Belo Horizonte, foi espetacular. Reuniram-se por três dias no Expominas prefeitos, secretários de Estado, vereadores da capital e do Estado. Convidados especiais participaram da solenidade oficial de abertura, o governador Antonio Augusto Anastasia, deputados federais, estaduais e senadores. O destaque foi a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O 30º Congresso Mineiro dos Municípios, que se encerrou na última quinta-feira em Belo Horizonte, foi espetacular. Reuniram-se por três dias no Expominas prefeitos, secretários de Estado, vereadores da capital e do Estado. Convidados especiais participaram da solenidade oficial de abertura, o governador Antonio Augusto Anastasia, deputados federais, estaduais e senadores. O destaque foi a presença de centenas de congressistas, principalmente vereadores de primeiro mandato, que começaram a conhecer as delícias da política na capital do Estado. Fora do Expominas, várias boates capricharam nos programas com garotas deslumbrantes, música especial e descontos para quem se apresentou com crachá do congresso pendurado no peito. </p>
<p>Há informações de que as boates tradicionais faturaram alto, ao vivo e a cores, com a presença de personagens especiais que partiram de todas as regiões do Estado para conhecer a doce vida na capital. Para a ingênua plateia do interior, o slogan do Congresso foi: “Novos desafios e oportunidades da gestão municipal”. Maravilha! Compareceram a BH vereadores e prefeitos de primeiro mandado e outros curados, dispostos a “trabalhar dia e noite para melhorar a vida do povo”. Quem foi ao Expominas ouviu inflamados discursos em defesa da justiça social, da saúde, do bem-estar social e da justa participação do povão na distribuição da renda nacional. A prosopopeia foi vibrante e espetacularmente franca. </p>
<p>E os desfiles por boates da moda e barezinhos de comida mineira, mais ainda. Os gastos, em nome da democracia e da modernidade, foram pagos por contribuintes municipais que nem viram a cor da chita. Para dourar o ambiente, o governador Antonio Anastasia, ao visitar o augusto plenário, defendeu a descentralização administrativa como forma de garantir a eficiência dos serviços públicos. Anastasia chegou ao congresso em companhia do vice-governador Alberto Pinto Coelho, aspirante a candidato ao poder estadual. Ao discursar, o governador disse: “A descentralização da administração pública é a melhor saída para enfrentar problemas, principalmente nos municípios”. Antes de se retirar, Anastasia anunciou a liberação de R$ 300 milhões para 853 municípios. Os prefeitos e vereadores aplaudiram, mas, como mineiros matreiros, desconfiaram cinicamente.</p>
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		<title>De volta à cena política</title>
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		<pubDate>Fri, 10 May 2013 10:29:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivan Santos</dc:creator>
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		<category><![CDATA[coluna]]></category>
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		<description><![CDATA[Após encerrar o segundo mandato de prefeito dia 31 de dezembro passado e transmitir o cargo ao prefeito eleito, Gilmar Machado no dia 1º de janeiro deste ano, Odelmo Leão emudeceu. Do último pronunciamento na posse de Gilmar até hoje, o ex-prefeito cuidou de assuntos particulares. Passou férias com a família no Nordeste, onde se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Após encerrar o segundo mandato de prefeito dia 31 de dezembro passado e transmitir o cargo ao prefeito eleito, Gilmar Machado no dia 1º de janeiro deste ano, Odelmo Leão emudeceu. Do último pronunciamento na posse de Gilmar até hoje, o ex-prefeito cuidou de assuntos particulares. Passou férias com a família no Nordeste, onde se encontrou com o governador Eduardo Campos (PSB), velho amigo dele na Câmara dos Deputados, quando, juntos, ajudaram a eleger Aécio Neves presidente da Câmara. Nos últimos cinco meses, Odelmo passou a cuidar apenas de interesses particulares. Foi à fazenda da família dele no norte de Tocantins, reviu rebanhos bovinos, vacinou animais e planejou a produção e a comercialização da atividade rural. Passada a quarentena, o ex-prefeito  e ex-deputado federal retornou ontem à cena política. Convidou jornalistas para uma conversa afinada. Começou a tecer duras críticas ao modelo econômico conduzido pelo Governo Federal, que, na opinião dele, mediante desonerações, vai reduzir as receitas nos municípios e criar mais dificuldades para os prefeitos. Observou também que a política econômica equivocada do Governo Federal (no entender dele) já quebrou empresas importantes, como a Petrobras e a Eletrobrás, e criou um clima de insegurança para os investidores privados. Por isto, ele já começou a conversar com governadores e parlamentares amigos para iniciar uma reação. Mostrou aos jornalistas uma publicação da Fundação Milton Campos, com cenários da administração dele na prefeitura. A Fundação considerou a atuação do ex-prefeito em Uberlândia moderna, positiva e altamente proveitosa. Por isto, recomendou o exemplo a mais de 70 cidades nacionais de porte-médio. A revista, segundo o ex-prefeito, é para ilustrar a prestação ao povo. A essência da publicação está estampada na capa: “Um modelo de gestão progressista”. Os destaques foram: Administração da Saúde, construção do Hospital Municipal, programas sociais, modernização do transporte coletivo, captação de água para 2 milhões de habitantes (projeto), atração de empresas para gerar empregos e renda (60 mil novos postos de trabalho), ampliação da rede escolar municipal, obras de saneamento básico, cultura (Teatro Municipal) e 18 mil casas populares”. A prestação de contas, cinco meses depois que deixou a prefeitura, tem significado político predeterminado, de olho em 2014.</p>
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