Fantasias políticas ilimitadas
O aliciamento político iniciado no Brasil pelo presidente Lula e continuado pela presidenta Dilma simplesmente emasculou a oposição e a reduziu a uma expressão insignificante. Democracia sem oposição é ditadura. No Brasil, o lulopetismo inaugurou a “ditadura democrática”: poder absoluto imposto por um Executivo soberano que governa com aval de um Parlamento domesticado com a concessão de “bondades”, mensalão e ministérios de porteira fechada. Hoje, o Brasil tem 29 partidos e apenas os seguintes se identificam como de oposição: PSDB, DEM, MD (ex-PPS e ex-PMN), PSTU e PSOL. O PSB, presidido pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, ainda é partido da Base de Apoio ao Governo e está dividido entre o grupo liderado por Campos e o dos irmãos Gomes (Cid e Ciro), que reinam no Ceará e apoiam a reeleição da presidenta Dilma. Tecnicamente, neste momento, o pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, ou o socialista Eduardo Campos não têm densidade eleitoral nacional para enfrentar a candidata do PT em 2014. Dona Dilma poderá se beneficiar com mais de 60% do tempo de televisão e de rádio para a propaganda eleitoral e isto, em um colégio de eleitores despolitizados, é fator de importância capital. Para alguns analistas, se continuar o quadro partidário atual, majoritariamente atrelado ao PT por interesses políticos ou pecuniários, Aécio Neves e Eduardo Campos poderão abandonar o projeto majoritário nacional e decidir por opões eleitorais estaduais. Aécio Neves, para impedir a tomada do poder em Minas pelo PT, poderá decidir ser candidato a governador. Esta possibilidade já está em avaliação no seio do tucanato mineiro. Em São Paulo, o governador tucano Geraldo Alkmin esforça-se pela própria reeleição, mas poderá enfrentar grande dificuldade que está em formação no horizonte: o ex-governador José Serra, que não ama Alkmin, poderá deixar o PSDB, migrar para a MD e decidir conquistar o Palácio dos Bandeirantes. Serra tem um eleitorado cativo em São Paulo e poderá desmontar o projeto de reeleição de Alkmin. Quanto ao governador de Pernambuco, se não conseguir montar um esquema coligado para candidatar-se a Presidente, poderá optar por uma cadeira no Senado e esperar por mudanças ambientais para alçar voo mais alto. Hoje circulam no ar embromações e especulações ilimitadas.