Eu e o Bin Laden
No final da década de 1990, eu estava em uma conhecida igreja evangélica de Uberlândia com a minha esposa, quando o pastor começou a falar que na época de Cristo havia um homem que vivia nas cavernas e que desafiou um império: João Batista. Na sequência, ele disse que, dois mil anos depois, outro homem fazia o mesmo papel: Osama Bin Laden. Escutei isso, olhei para a minha esposa e comentei que o tal do Osama não poderia ser comparado a João Batista, pois, apesar de morar em cavernas e desafiar o império americano, ele era considerado um terrorista, principalmente após o atentado de 1993 contra o World Trade Center. Dois anos depois da fala do pastor, as torres gêmeas vieram abaixo e penso que ele deve ter revisto seus conceitos sobre Osama.
O barbudo radical ainda entrou na minha vida em outras ocasiões. No geral, ele me causou um prejuízo indireto grande, porque os atentados que ele promoveu levaram os EUA a duas guerras – Afeganistão e Irã – que tiveram e continuam tendo uma influência grande na economia mundial, pois uma bomba que explode pulveriza uma quantia gigantesca de dinheiro que poderia ajudar no crescimento da economia mundial.
Acredito que o Brasil poderia estar até melhor do que está se os EUA tivessem gastado mais dinheiro comprando nossos produtos do que produzindo armas. Porém, a influência ainda mais direta para mim foi em relação às viagens. Osama me deve US$ 105 que gastei este ano para pagar um caríssimo guarda-volumes de uma empresa fora do aeroporto de Los Angeles, pois os econômicos guarda-volumes dos aeroportos americanos foram desativados por medo de que os simpatizantes do barbudo os utilizassem para explodir bombas. Ele me deve também uma boa indenização por danos morais, por eu ter sido obrigado mais de uma vez a tirar até os sapatos nos embarques em solo americano. Uma humilhação! E quantas vezes tive que chegar mais cedo aos aeroportos, inclusive brasileiros, por conta de complexos procedimentos de segurança criados pela paranóia por ele gerada?
Falando sério, eu preferiria que o Osama tivesse sido capturado vivo, para ser julgado como Saddam Hussein foi. Coisas de quem acha que até o capeta tem direito de defesa. Mas, se ele resolveu trocar tiros com os americanos, como eles contaram e não sou eu que vou contestar, paciência. O duro é que o sujeito, mesmo morto, ainda vai me causar muitos prejuízos e me fazer perder muito tempo, porque os desmiolados que o seguiam agora vão ficar ouriçados para explodir o mundo todo, aumentando ainda mais os chatos procedimentos para embarque aéreo, encarecendo passagens, atrasando vôos e por aí afora.
Alexandre Henry – Escritor
www.dedodeprosa.com
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Rafael Skywriter disse:04/05/11 15:00
Caro Henry, os dados passados estão incorretos, o Atentado ao World Trade Center foi em 2001 e não em 1993.
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Eu também gostaria que ele fosse capturado vivo e julgado pelas atrocidades que ele fez não só no WTC como também no Pentagono, tirar vidas inocentes, não importa o motivo, é simplesmente inaceitável. Mas fica uma dúvida no AR:
Acha mesmo que o Bin Laden foi morto? Se realmente tivesse sido morto por que não exibiram o corpo? Por que informaram que jogaram o corpo no mar para não ter vestigios? Isso me cheira manipulação da Mídia para reeleição de Barak Obama
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Lurana Glória Guimarães disse:04/05/11 18:13
Rafael,
Não acredito em manipulação para reeleger o Obama, porém, eu tbm cheguei a desconfiar que o Bin Laden não tinha morrido, porém, foi comprovado por exame de DNA…-
Rafael Skywriter disse:04/05/11 19:49
Lurana, Essa informação já foi compravada que é falsa, é apenas manipulação da midia. Ninguem teria o DNA do Osama para fazer comparação, pois mesmo quando ele esteve na CIA ainda não existia como tirar exames de DNA, Logo de onde saiu o material genetico para que eles fizessem a comparação de DNA?
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Lurana Glória Guimarães disse:04/05/11 23:27
Sei lá, Rafael…só sei que essa polêmica vai durar muito tempo ainda…
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VKS disse:14/05/11 14:44
Se você ler o texto com um pouco mais de atenção, perceberá que a fala do pastor foi no FINAL DA DÉCADA DE 90 e que as torres vieram abaixo DOIS ANOS DEPOIS DA FALA DO PASTOR. Talvez você estivesse ocupado demais em formar sua opinião, mas ler um texto tão bem elaborado merece um pouco mais de atenção, Rafael.
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Lurana Glória Guimarães disse:04/05/11 18:14
Alex,
Sua análise é profunda, eu nunca tinha pensado nisso mas faz sentido! -
Lurana Glória Guimarães disse:04/05/11 23:26
Dr. Alex, pq esse texto não foi publicado no jornal impresso de hj???? Achei estranho!
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José Gonçalves disse:05/05/11 1:30
Prezado Henry, não me tome por um louco ou radical. Mas a diferença entre Bush e Bin Laden é que o primeiro matou milhares de pessoas por uma guerra que escondia um único propósito: Petróleo !!! O segundo matou milhares de pessoas por um “Ideal” – defender sua cultura seu povo do imperialismo AMERICANO. Acontece que os fins não justificam os meios. Mas se o segundo “merecia” morrer, por que não o primeiro ?
É importante buscar discernir na grande mídia a forte manipulação da “VERDADE”.
Sejamos mais críticos !!!!
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josué disse:05/05/11 9:19
As gueras foram Afeganistão e Iraque.
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Rosana Conz disse:05/05/11 14:06
Sr Henry, Achei incrivel sua materia, nao poderia ter sido mais clara, adorei esta frase:
Falando sério, eu preferiria que o Osama tivesse sido capturado vivo, para ser julgado como Saddam Hussein foi. Coisas de quem acha que até o capeta tem direito de defesa. Mas, se ele resolveu trocar tiros com os americanos, como eles contaram e não sou eu que vou contestar, paciência. -
Joao Roberto Spini Machado. disse:09/05/11 12:12
Os Seals dos States…Por mais que sejamos contra,Politicamente,aquele País,é de se admirar a notavel Maquina de Guerra,que lá,eles conseguiram montar.LA,SÓ NÃO.EM TODO O MUNDO.Mas,o outro lado deles? O Jazz,o cinema,o teatro,a literatura.Também,para quem conhece e é culto mediano,são as melhores manifestações artisticas do mundo em que vivemos.Saudemos os States,eles merecem!
Comentários (18)